segunda-feira, 26 de agosto de 2019

2 Receitas com Camarão!

Se, por um lado, a estação fria do inverno é mais adequada àquele tipo de comida mais substancial, em que até é capaz de reconfortar a nossa própria alma, enquanto toda a família está reunida à mesa nos habituais almoços de domingo, a estação quente do verão adequa-se melhor a pratos mais leves e menos requintados, sendo que o marisco pode ser um dos elementos mais convidativos, nomeadamente se tivermos a passar férias na praia, seja servido quente ou frio, como petisco ou prato principal!

Porém, é um facto que o marisco é um produto que se deve consumir apenas em locais de confiança, onde seja premiada a frescura neste tipo de ingrediente, nomeadamente se tiver crianças consigo. É que, numa altura em que as temperaturas podem subir bastante, os alimentos também têm tendência a estragar-se mais facilmente, logo todos os cuidados com a higiene e a alimentação são poucos, caso contrário será bastante plausível sofrer-se de gastroenterite, por exemplo.

Geralmente, todo o tipo de marisco é considerado como sendo uma importante fonte de proteína e, ao mesmo tempo, uma boa alternativa ao consumo de carne, peixe e ovos. E se, por acaso, também preferir algum tipo de acompanhamento a ver com saladas ou legumes, ainda tornará o seu prato mais equilibrado!

Desta forma, escolhi para hoje dois tipos de receitas a ver com camarão, mas também com gordura quanto baste, tal como pode verificar abaixo!

Por isso, dependendo do seu gosto, meu caro leitor, ora experimenta uma salada fresca de verão com camarão, ananás, ovo, vários tipos de alface e cebola roxa, tudo delicadamente misturado com vinagre balsâmico e coentros picados, ora experimenta umas coloridas espetadas de camarão, tiras de pota, tomate cherry, ananás, cebola roxa e pimento verde, tudo devidamente grelhado com apenas um fio de azeite, para depois, já no prato, verter por cima um pouco do molho que inclui sumo de limão, manteiga e coentros picados.

Qual é que vai ser o primeiro?

RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Salada de Camarão

Ingredientes:

  • 1 ovo
  • 1 cebola roxa pequena
  • 1/2 de uma embalagem de salada de compra com vários tipos de alface 
  • 250 g de camarão
  • 2 rodelas ananás
  • sal, vinagre balsâmico e coentros picados q.b.

Confeção:

  1. Cozer o ovo, para depois ser descascado e cortado aos pedaços depois de arrefecer.
  2. Cozer o camarão em água a ferver e sal q. b., deixando-o arrefecer a seguir.
  3. Preparar a cebola roxa, cortando-a às meias luas depois de ser descascada.
  4. Cortar as rodelas de ananás aos pedaços e reservar.
  5. Dispor os vários tipos de alface no fundo de uma saladeira, juntamente com os pedaços de ovo cozido, os camarões cozidos, os pedaços de ananás e a cebola roxa.
  6. Verter o vinagre balsâmico a seu gosto por cima do preparado anterior, para logo a seguir misturar tudo muito bem e servir de imediato com alguns coentros picados por cima.

RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Espetadas de Camarão com Pota

Ingredientes:

  • 12 camarões descongelado
  • 2 tiras de pota descongeladas
  • 12 tomates cherry
  • 1/2 de pimento verde pequeno
  • 2 rodelas de ananás
  • 1/2 de uma cebola roxa
  • 20 g de manteiga
  • sal, sumo de limão, coentros e azeite q.b.

Confeção:

  1. Temperar o camarão e as tiras de pota cortadas aos cubos com sal.
  2. Cortar a metade do pimento verde aos quadrados médios, depois de retirar as sementes.
  3. Cortar as rodelas de ananás em triângulos médios.
  4. Cortar a metade da cebola aos quartos.
  5. Lavar os tomates cherry.
  6. Em 6 paus de espetada, intercalar ananás, cebola roxa, camarão, pimento verde, pota e tomate cherry.
  7. Grelhar as espetadas anteriores numa frigideira untada com um fio de azeite, virando de vez em quando.
  8. Numa taça, preparar o molho, derretendo a manteiga antes de acrescentar o sumo do limão e os coentros picados a gosto.
  9. Depois de mexer muito bem o molho anterior, servir este mesmo preparado juntamente com as espetadas.

(fontes: https://www.24kitchen.pt/series/prato-do-dia-2/receita/ameijoas-a-bulho-pato,

https://www.pingodoce.pt/receitas/salada-de-camarao/,

https://life.dn.pt/marisco-preocupacoes/,

https://saude.ig.com.br/minhasaude/cuidados-para-evitar-a-gastroenterite-no-verao/n1597617299909.html)

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Hummus confecionado na Bimby!

A receita que eu preparei para ser apresentada aqui hoje, é incrivelmente saborosa, mas também bastante saudável, para além de ser uma ótima escolha nesta época de verão!

Digamos que se define como sendo um agradável «paté saudável», podendo ser servido, ora como petisco, ora como entrada, acompanhado de tostas e vegetais frescos!

O húmus (ou homus, como também é chamado) é um prato típico árabe, feito originalmente a partir do grão-de-bico, e por norma com taíne (ou nas outras variações tahine, tahin ou tahini, uma pasta de sésamo), para o qual basta tostar rapidamente sementes brancas de sésamo, juntar um pouco de óleo e depois triturar tudo muito bem, sendo assim, um alimento, no seu todo, bastante nutritivo e completo, rico em proteínas, fibras e ferro.

O gergelim ou sésamo (Sesamum indicum) é uma planta originária do Oriente, com propriedades medicinais e com sementes oleaginosas, pequenas – brancas, pretas, vermelhas e amarelas -, sendo cada vez mais valorizadas, não só pelo seu óleo de sésamo, um óleo extremamente resistente ao apodrecimento, como também pelo seu vasto número de benefícios para a nossa própria saúde!

As sementes de gergelim contêm, por exemplo, uma grande variedade de princípios nutritivos de grande valor: lípidos (ou gorduras). Por sua vez, entre as gorduras, encontra-se a lecitina, que desempenha um papel muito importante no nosso organismo: uma excelente fonte de colina, que é uma das vitaminas do complexo B que entra na produção de acetilcolina, um neurotransmissor que aumenta a capacidade mental de alerta e memória; um componente vital das membranas celulares que participa na síntese da bílis e no metabolismo das gorduras e do colesterol.

Por outro lado, também aí se encontram as ligninas, que são fibras com grandes capacidades para reduzir os níveis de gordura do sangue, combater as inflamações, controlar a pressão arterial e desacelerar o envelhecimento, entre outras propriedades.

São ainda ricas em boas proteínas de alto valor biológico, sendo também formadas por 15 aminoácidos diferentes, para além de possuírem um alto poder antioxidante e vitaminas, especialmente a E, do completo B e minerais como ferro, fósforo, cobre, magnésio, cálcio e manganês.

O grão-de-bico, também chamado de gravanço, ervanço, chícharo, ervilha-de-galinha ou ervilha-de-bengala, é uma leguminosa muito distribuída na Índia e no Mediterrâneo e com importantes qualidades culinárias e nutritivas: produto rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B, para além de estimular o bom funcionamento dos intestinos, devido à grande quantidade de celulose contida na casca.

Já agora, o ácido fólico pode igualmente ser encontrado em doses bastante generosas, para além de ser usado pelo nosso organismo como fonte de energia, devido à sua grande quantidade de amido. Acrescente-se ainda que as fibras que contém, sendo na sua maioria fibras solúveis, ajudam o nosso organismo a eliminar açúcares, gorduras e colesterol.

Entretanto:

  • Vários estudos referem a importância desta leguminosa na prevenção de doenças cardiovasculares, assim como no tratamento de vários tipos de anemia.
  • Contém uma generosa quantidade de cálcio, ferro e magnésio, minerais que desempenham funções importantes no nosso organismo.
  • É indispensável numa dieta alimentar equilibrada.
  • Possui uma grande quantidade de triptofano, utilizado para produzir serotonina, responsável pela ativação dos centros cerebrais que dão a sensação de bem-estar, satisfação e confiança.

Última nota: o grão-de-bico é um alimento relativamente barato, que oferece até uma grande versatilidade na culinária, para além de conter pouca água ou gorduras e de ainda ser isento de colesterol, ou seja… vamos para a cozinha?

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS: Hummus acompanhado de Palitos de Cenoura e de Pepino

Ingredientes:

  • 1 lata grande de grão cozido de compra
  • 1 copo de medida do caldo do grão
  • 1 dente de alho
  • 2 colheres de sopa de sementes de sésamo
  • 40 g de azeite
  • 15 g de sumo de limão
  • Sal, pimenta, pimentão doce e salsa q.b.
  • Cenouras e pepinos q. b.

Confeção:

  1. Colocar, no copo, o grão, o alho e o sumo de limão.
  2. Triturar 10 seg / vel 7.
  3. Limpar as paredes do copo com a ajuda da espátula.
  4. Voltar a triturar 10 seg / vel 7.
  5. Adicionar o sésamo, o caldo, o azeite, o sal e a pimenta.
  6. Misturar 20 seg / vel 5.
  7. Baixar o que está na parede do copo.
  8. Voltar a misturar 20 seg / vel 5.
  9. Colocar o preparado anterior numa taça de servir e regar com azeite, uma pitada de pimentão doce e umas folhas de salsa a gosto.
  10. Descascar as cenouras e os pepinos, cortando depois tudo aos palitos.
  11. Servir o hummus acompanhado dos palitos de cenoura e de pepino. 

(fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A3o-de-bico,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sesamum_indicum,

https://www.mundodereceitasbimby.com.pt/acompanhamentos-receitas/hummus/w6pzlci2-96629-867345-cfcd2-bz8ugj4r,

https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/glossario/lecitina,

https://www.vidaativa.pt/a/sementes-de-sesamo/)

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Cozinha Com Rosto em colaboração com Moinhos Vivos de Palmela no Evento "Histórias Com Pão"!

Quem é que não gosta de pão cheiroso e crepitante, a sair do forno e a exalar um tentador e inconfundível aroma a quente?!

Recordemos, assim, a nossa mais tenra infância e aquele apetite voraz enquanto não dávamos a primeira dentada numa daquelas fatias que a nossa mãe preparava… criava-se até uma terrível tentação dentro de nós, olhando para aquela fatia de pão a ser loucamente barrada de manteiga…

Afinal de contas, o pão, alimento fundamental da nossa dieta mediterrânica e gastronomia tradicional, podia ser servido, ora simples, ora acompanhado de manteiga, queijo, fiambre, bem como de azeite. O mesmo podia ser ainda servido torrado ou frito, em sopas de leite, confecionado em açorda ou em migas, ou seja, o pão de outrora era aproveitado até à última migalha, nem que fosse pelas galinhas ou pelos coelhos, na vida árdua dos campos.

Voltemos então aos tempos antigos em que se fazia um pão genuíno, em que se utilizavam as farinhas provenientes dos grãos de milho, trigo e centeio cultivados nos campos em redor da aldeia e que tinham sido ali mesmo ao lado moídos em algum moinho de vento, de água ou até movido a tração animal…

Um pão, digamos que, amassado com a força dos braços, mas repleto de sabedoria e de amor pelo que se faz… um pão cozido em fornos de lenha, esta por sua vez apanhada nas florestas que rodeavam a população, em que o pão até ficava com a casca mais dura, permitindo ainda preservar o miolo tenro por vários dias…

E os “Moinhos Vivos de Palmela” têm sido, assim, um autêntico símbolo da vila de Palmela, com quase 250 anos de história e tradições situados na Serra do Louro inserida no Parque Natural da Arrábida, onde se podem visitar dois moinhos de vento, mas também aprender a fazer o pão à moda antiga, com o recurso ao forno de lenha da padaria!

Nesta medida, venho por este meio convidar-vos a participarem no meu primeiro Evento, que irá realizar-se, e com muito gosto, em colaboração com Pedro Lima, o atual detentor do projeto Moinhos Vivos de Palmela, que é alguém que nunca baixou os braços e que sempre esteve ligado aos moinhos e ao pão que se fazia antigamente na Serra do Louro, sendo o seu objetivo principal: ensinar sobretudo as gerações mais novas de onde é que vem afinal o cereal e como é que se faz o pão!

Basta inscreverem-se, enviando o vosso nome e contacto de telemóvel para o email moinhosvivospalmela@gmail.com, para depois ser só necessário apontarem, na vossa agenda, a data de 29 de setembro de 2019, bem como o horário entre as 9h30m e as 11h!

É que, para além de incluir uma visita guiada ao Moinho de Vento, ainda terão a oportunidade de fazer o vosso próprio pão, bem como de ouvir falar acerca de algumas “Histórias do Pão”!

Não esqueçamos que a história do pão pode ser analisada sob o ponto de vista do desenvolvimento da própria consciência da Humanidade!

Neste sentido, as grandes civilizações antigas (egípcia, grega e romana), tiveram, neste alimento, um centro do seu desenvolvimento. Durante a Idade Média foi, por vezes, o único alimento dos povos; desde a Revolução Francesa até à Iª Guerra Mundial, também assumiu diferentes papéis (económicos, políticos e ideológicos).

Importa então salientar o cultivo e algumas características dos cereais utilizados, algumas técnicas de moagem e o processo de cozedura.

Por último, ainda existe o significado simbólico do pão, como a sexualidade e a fecundidade, a religião e as tradições populares ou os mitos e conhecimentos mais ou menos científicos.

Afinal de contas, o pão é um dos alimentos mais importantes como fonte de energia para o nosso organismo, ainda que se deva variar de pão, de forma a conseguirmos beneficiar da riqueza nutricional de vários cereais, proporcionando quantidades apreciáveis de proteínas, minerais e vitaminas.

E por que não terem ainda o devido acesso a algumas receitas a ver com o pão?

Preparados? 

«Condutava-se o pão conforme as posses. Ao pobre alegrava-o a azeitona e a falca de toucinho da salgadeira, a outros sorriam a linguiça e o paio e o queijo de ovelha ou de cabra.»

(Joaquim Pulga: In “Alentejanando – Estórias e Sabores”)

(fonte: http://www.minhaterra.pt/IMG/pdf/jornalpl46.pdf)

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Revista Digital Cozinha Com Rosto Nº 8

Finalmente, já está no ar o… número 8 da Revista Digital Mensal Cozinha Com Rosto, publicação referente ao mês de agosto de 2019 deste mesmo Blog, podendo ler-se mais abaixo como é que se pode, afinal, ter o devido acesso à mesma!

E um dos grandes destaques deste mês vai para a… entrevista que marca a expansão de mais um produto português, o Pudim do Abade, da autoria do Chef Miguel Oliveira:

 

De qualquer forma, nesta mesma edição, procurei dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo implantado em edições anteriores, com recurso às seguintes categorias e textos correspondentes, para um total de 29 páginas:

  • na cozinha – Sopa de Feijão de Descascar com Feijão Verde da Minha Infância + Bolo de Bolacha com Café e Chocolate
  • à conversa Chef Miguel Oliveira em Entrevista à Cozinha Com Rosto
  • viva melhor – Plantas para Colher e Degustar: Oliveira
  • fora de portas – O Show Cooking mais Circular de Portugal com a EPAL e o Chef Chakall!
  • as minhas recomendações – Limontejo, Limoncello D´ Alentejo
  • curiosidades do mês – Feliz Mês de agosto!
  • as minhas propostas – “Aula de óleos essenciais doTerra” e “Exposição de Fotografia – Francisco M Santos”
  • considerações finais

Mas claro que, para acederem a todos estes tópicos, incluindo-se o facto de eu, por exemplo, recomendar aos meus caros leitores, em “as minhas recomendações“, a leitura da verdadeira história de criação de uma marca com história, Limontejo, o Limoncello do Alentejo, será necessário tornarem-se Subscritores deste Blog aqui!

E tenho a certeza que não vão arrepender-se,  já que é uma Revista totalmente gratuita e em formato PDF, logo feita a pensar para ser lida quando e onde se quiser, à qual todos poderão ter o devido acesso através do respetivo email fornecido.

Isto tudo, só porque… nós somos o que comemos e… até ao próximo texto!