segunda-feira, 11 de abril de 2022

Chef de Cozinha Moisés de Castro em entrevista à Revista P´rá Mesa!



Ser um Chef de cozinha não é, por si só, uma tarefa fácil, mas ao mesmo tempo é algo bastante apaixonante e gratificante!

Mas, obviamente que, chegar lá, implica passar por um caminho muitas vezes árduo, para além de não significar «glamour» logo ao início. 

E tal como eu própria posso comprovar na minha área profissional de matemática, há que ser persistente todos os dias, mostrando resiliência e dedicação em tudo o que fazemos, logo também na cozinha!

Por outro lado, a cozinha pode ser, digamos que, o local perfeito para se conseguir encontrar uma nova fusão de sabores, integrando conhecimento e técnica.

E eu sei que ainda há muito por descobrir, por aí, pelos quatro cantos de Portugal Continental e Ilhas, em que nós, os portugueses, somos todos genuínos e lutadores até ao fim!

Vamos então ficar a conhecer juntos, meu caro leitor, o Chef Moisés de Castro na entrevista que se segue:



1.    1) Em primeiro lugar, vou pedir-lhe para fazer uma breve descrição acerca da sua formação a nível profissional e também acerca das suas tarefas diárias no local onde trabalha, especificando-o.

Chef Moisés de Castro:

O início dá-se por um gosto pela cozinha desde pequeno e ao longo do tempo foi-se acentuando até fazer formação na Escola de Cozinha e Hotelaria em Londres.

Depois fui passando por formações em Pastelaria na França.

Tarefas diárias: as de um chef de cozinha passam pela organização diária da cozinha entre gestão da equipa a ementas e fornecedores, aplicação e desenvolvimento de nossos pratos e sabores.


2) Mas como é que começou, afinal, toda a sua história como Chef de Cozinha?

Chef Moisés de Castro:

Nasci no meio das ourivesarias, negócio familiar, e desde cedo convivi com grandes jantares e acho que o facto de também ser «boa boca» e estar sempre rodeado de grandes cozinheiras e de bons pratos tradicionais da Ilha Terceira e do fantástico peixe que temos nos nossos mares, despertei desde cedo para a cozinha.

Levando-me desde cedo a caminhar e a adquirir os conhecimentos pela cozinha e principalmente o facto de gostar muito de história, levou-me a fazer uma investigação aos pratos típicos dos Açores.


3) Já agora: como é que alguém consegue destacar-se facilmente na sua profissão? Quer dar algumas dicas?

Chef Moisés de Castro:

Nesta profissão, quem entra nela para se destacar, tem que se lembrar que da mesma forma que se destaca também se é esquecido rapidamente.

Cozinhar é um ato de amor, dedicação e muita humildade, essa sim é a fórmula correta.

 



4.     4) Ao fazer algum tipo de pesquisa sobre o Chef Moisés de Castro pela Internet, encontrei a seguinte frase: “Nunca esquecer a humildade e as nossas raízes”. Portanto considera-se uma pessoa humilde, certo?

Chef Moisés de Castro:

A humildade é um ato de verdadeiro cozinheiro.


5) Qual é a sua naturalidade? Importa-se de selecionar alguns tipos de pratos que representem bem as suas raízes?

Chef Moisés de Castro:

Sou natural da ilha Terceira, Açores.

Terra típica pelas suas maravilhosas Alcatras, pelo fantástico peixe fresco e marisco, sopa do Espírito Santo, arroz doce, alfenim, massa cevada, feijoadas.


6) E se não fosse Chef de Cozinha, o que seria?

Chef Moisés de Castro:

Seria chef de cozinha… lololololo


7) O que costuma fazer nos seus tempos livres? Pratica desporto?

Chef Moisés de Castro:

Gosto de praticar desporto (kickboxing), passear de moto, caça submarina.


8) Para terminar: qual é que foi aquele ingrediente mais estranho que já utilizou nos seus pratos e qual é que foi aquela experiência mais stressante e arrepiante pela qual já passou na cozinha?

Chef Moisés de Castro:

Ingrediente mais estranho: todos são diferentes com a sua complexidade natural.

No primeiro casamento empratei 8 pratos para 310 pessoas que tive de organizar e claro fazer. Muitas noites sem dormir, mas no fundo uma gratidão gigantesca de tudo ter corrido bem.














                                                                                                  Mónica Rebelo,
                                                                       fundadora da Revista P´rá Mesa.

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