sexta-feira, 30 de junho de 2017

A TANGERINA: QUAIS OS SEUS BENEFÍCIOS E EXEMPLOS DE RECEITAS

E se, por acaso, no último texto publicado deste blogue, foi retratado um tema envolta da laranja (NA COZINHA DAS AVÓS: 11+1 FORMAS DE REAPROVEITAMENTO DA CASCA DE UMA LARANJA), no texto de hoje retratar-se-á um tema envolta da tangerina, fruto este que também deve estar presente na nossa dieta alimentar, de grande valor nutricional, podendo utilizar-se os seus gomos em saladas, o seu sumo numa receita de carne ou a sua casca para fazer chá!
Quando nos dirigimos ao mercado, deve optar-se por adquirir tangerinas pesadas, com boa consistência, casca fina e com um aspeto brilhante.
A tangerina (Citrus reticulada), também mexerica, laranja-mimosa, mandarina, fuxiqueira, poncâ, mangerica, laranja-cravo, mimosa, bergamota, clementina, é uma fruta cítrica de cor alaranjada e sabor adocicado. Parece ser uma antiga espécie selvagem, nativa da Ásia (ÍndiaChina e países vizinhos de climas subtropical e tropical úmido).
O valor nutritivo do suco ou da polpa varia conforme a espécie, mas é sempre boa fonte de vitaminas A e C e sais minerais como potássiocálcio e fósforo. A vitamina C é essencial para o sistema imunológico. A vitamina A é indispensável para a saúde dos olhos e da pele e aumenta a resistência às infecções. As vitaminas do complexo B fortificam os nervos.
A tangerina é considerada grande fonte de magnésio. Ele tem papel importante na síntese das proteínas, na contratilidade muscular e na excitabilidade dos nervos.
Popularmente, a tangerina é conhecida pelo seu efeito diurético, digestivo e aumento na eficiência física. É laxativa, pois apresenta grande quantidade de fibras, devendo ser ingerida com o bagaço para melhorar o funcionamento do intestino. O chá das folhas é considerado popularmente como calmante.”
Quanto ao óleo essencial da planta obtido a partir da sua casca, este por sua vez contém certos constituintes que contribuirão, sem dúvida, para o facto de ser utilizado para fins médicos e cosméticos, bem como um aditivo alimentar
Também tem um efeito calmante, tendo um efeito positivo sobre o nosso sono, mesmo em criançasE ainda tem efeitos benéficos sobre a nossa pele, evitando o aparecimento de estrias, para além de ajudar no desaparecimento da celulite, ao mesmo tempo que nutre, tonifica e restaura. 
Óleo essencial de tangerina é muito útil para nós no inverno, quando o organismo não tem o sol, força, energia e vitaminas. Graças a este óleo vitaminas são mais bem assimiladas, aumenta a imunidade. Também melhora a função do sistema digestivo, e o corpo é limpo de toxinas. Propriedades de petróleo são de valor inestimável: anti-inflamatória, antifúngica, anti-séptico, antiespasmódico e anti-escorbuto. Assistência muito bom óleo para aqueles que têm sangramento e inflamação das gengivas. Isso ajuda a eliminar o excesso de líquido do corpo, tem um efeito colerético, e é aplicada com êxito no combate contra o excesso de peso. Uma vez que este óleo tem uma ação muito leve, o seu amor para usar até mesmo aquelas pessoas que são propensas a alergias.
RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Tangerina

Ingredientes:

  • 1,5 chávena de açúcar
  • 1,5 chávena de farinha
  • 1 chávena de óleo
  • sumo e raspa de 2 tangerinas
  • 6 ovos
  • 2 colheres de chá de fermento
  • q. b. de cascas de tangerina cristalizada (ver receita abaixo)

Confeção:

  1. bater muito bem o açúcar com as gemas.
  2. acrescentar o óleo, o sumo e a raspa de laranja, mexendo bem.
  3. adicionar a farinha com o fermento, envolvendo tudo muito bem.
  4. bater as claras em castelo, adicionando-as, com cuidado, ao preparado anterior.
  5. cozer numa forma previamente untada com margarina e polvilhada com farinha, cerca de 40 minutos a 180ºC.
  6. servir o bolo enfeitado com algumas das cascas de tangerina cristalizadas.
RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS: Casca de Tangerina Cristalizada
Ingredientes:
  • 6 tangerinas
  • 3 chávenas de açúcar branco
  • água
  • açúcar baunilhado
  • 1 pau de canela
  • 1 flor de anis
  • açúcar em pó q. b.
  • grelha

Confeção:

  1. Cortar as tangerinas em quartos e retirar-lhes a casca com cuidado.
  2. Cortar a casca anterior em fatias finas e colocá-las numa panela cobertas com água, juntamente com o pau de canela e a flor de anis.
  3. Passados 30 minutos, substituir por outra quantidade igual de água a ferver, repetindo o mesmo processo em lume brando.
  4. Retirar a água com um escorredor e reservar as cascas, para depois acrescentar o açúcar branco e 1 chávena de água na mesma panela.
  5. Deixar a mistura ferver, mexendo sempre até o açúcar dissolver.
  6. Colocar as cascas de volta na panela e deixá-las cozinhar no “mínimo” até ficarem amolecidas e levemente transparentes.
  7. Retirar as cascas da panela e passá-las no açúcar baunilhado.
  8. Colocar as cascas de laranja cristalizadas a secar numa grelha de um dia para o outro.
  9. Guardar as cascas de tangerina cristalizadas, até cerca de 2 semanas numa embalagem bem fechada, forrada com açúcar em pó.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

NA COZINHA DAS AVÓS: 11+1 FORMAS DE REAPROVEITAMENTO DA CASCA DE UMA LARANJA

Nutricionalmente, uma laranja é bastante rica em vitamina C, ácido fólico, vitamina B6, fibra alimentar, antioxidantes e até alguns mineraisajudando a combater vários tipos de doenças, tais como: hipertensão arterial, endurecimento das artérias, prisão de ventre, doenças do coração e úlcera estomacal

E pela forma como a conhecemos, ela normalmente é para ser consumida ao natural, ou então por meio do seu sumo ou reutilizando a sua casca, para fazer doces, sobremesas ou simplesmente chá; muito embora, para o caso de se querer utilizar a casca, se tenha de ter o especial cuidado por adquirir laranjas somente cultivadas sem quaisquer pesticidas, pois lavá-las bem pode não bastar para as tornar suficientemente seguras para o seu consumo.
 O Brasil é o maior produtor de laranjas no mundo, seguido por EUA e China“, abrangendo “26% da produção mundial“, para além de ser “o maior produtor de suco de laranja, representando um percentual de 53% do total mundial, e o maior exportador de suco de laranja no mundo, com a marca de 85% do comércio internacional.” 
De qualquer forma, paralelamente a isto, sobretudo ao nível do (re)aproveitamento da casca de uma laranja, existe toda uma série de maneiras criativas para o fazer na cozinha, mas também para efeitos de limpeza ou decoração de uma casapor ainda ser igualmente rica em óleo essencial e ácido cítrico:

1. O lado branco da casca pode ser usado para polir e lustrar móveis de madeira maciça.
2.Misturar algumas cascas de laranja com vinagre branco até as cobrir, deixando repousar no frigorífico durante 4 semanas, para depois transferir o preparado para um frasco de spray, dá para limpar superfícies, pisos ou janelas.
3. Ao aquecer, durante 5 minutos, no micro-ondas, na potência mais alta, a casca de quatro laranjas numa tigela com água, o vapor da água e o ácido cítrico fazem com que a sujidade se solte e seja dissolvida, facilitando também a limpeza do forno.
4. Mergulhar objetos de vidro por 5 minutos em água quente com algumas casca de laranja, para depois os lavar normalmente, ficarão a brilhar.
5. Espalhando vários saquinhos pela casa (gavetas, armários e sapatos) recheados de cascas de laranja secas trituradas, absorve os odores, perfuma o ar e ainda evita a formação de mofo.
6. Cascas de laranja podem servir como uma esponja natural, por exemplo no banho, bastando envolver algumas cascas de laranja numa gaze e passar pelo nosso corpo, ou em alternativa, depois de trituradas, usando-as na própria água do banho tal e qual sais de banho.
7. Misturando casca de laranja com 1 chávena de azeite, dará sabor ao azeite, reservando a mistura por 1 hora para a coar depois.
8. Colocar um pouco de casca em certas zonas da casa e jardim, ajuda a repelir lesmas, formigas ou mosquitos.
9. Utilizar cascas de laranjas secas para fazer acendalhas secas.
10. Cascas de laranja espalhadas pelos vasos, ajuda a manter os cães ou os gatos longe dos mesmos.
11. Colocar um pedaço de casca de laranja na embalagem do açúcar evita que ele empedre. 
Para terminar, uma última dica para utilizar num possível jantar romântico:

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A GASTRONOMIA EM PORTUGAL NA OPINIÃO DE VIRGÍLIO NOGUEIRO GOMES

Tendo em conta o meu texto já publicado no meu blogue e intitulado de 87.ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2017, foi com enorme satisfação que consegui conversar um pouco com o próprio autor dos livros “Dicionário Prático da Cozinha Portuguesa” e “Doces da nossa vida”, ambos da editora Marcador, que adquiri nessa mesma altura: Vírgílio Nogueiro Gomes.

Desde já, muito obrigada por dispor um pouco do seu tempo, que é sempre pouco, naturalmente, para responder a algumas das minhas questões, sendo uma honra para mim conhecer alguém que tem dedicado grande parte da sua vida a pesquisar histórias para partilhar com os outros, ao mesmo tempo que respeita tradições e dialoga sobre o passado histórico português, criando também laços para o futuro, logo a aprofundar o saber dos conhecimentos da verdadeira Gastronomia em Portugal!
1)     Segundo o jornal Público, Virgílio Nogueiro Gomes é “uma das personalidades mais influentes na Gastronomia em Portugal”, para além de que, no seu próprio site, http://www.virgiliogomes.com/, se define como sendo um Gastrónomo, mas conte-nos tudo: como é que, afinal, a Gastronomia entrou na sua vida e como é que é ser Gastrónomo em Portugal?

Virgílio Nogueiro Gomes: Com esta pergunta poderia ficar páginas e páginas a responder. E começa pelo termo Gastrónomo que nem sempre é bem usado. Tudo vem da forma como somos educados. Eu tive a sorte de nascer e ser educado na província onde desde cedo aprendemos qual é o melhor pão, e a que sabem os produtos alimentares. E ainda a manter as festas com os seus rituais alimentares. Olhando para mim, ser gastrónomo, significa a busca pela boa comida, a identificação dos produtos fundamentais e a organizar as refeições com uma estética gustativa correta. Depois juntar-lhe o vinho ou bebida mais conveniente. 
 
2)     Quais as suas principais referências na nossa cozinha portuguesa?

Virgílio Nogueiro Gomes: O património da cozinha portuguesa é o conjunto das suas cozinhas regionais e que ainda são diferenciadoras. O pão é um elemento estruturante e depois temos a costa com peixes únicos que devem ser cozinhados o menos possível. No estrangeiro somos identificados com o bacalhau, mas o nosso receituário doceiro é de exceção. Temos também um conjunto de carnes Qualificadas que, a exemplo do peixe, devem ser cozinhadas o menos possível.
 
3)     E qual é aquela receita culinária com que mais se identifica e faz sentido para si?

Virgílio Nogueiro Gomes: Pergunta muito difícil. Acho que há duas receitas nacionais apesar de terem variações de região para região: Caldo Verde e Arroz Doce. 
4)     Fale-nos agora um pouco de Bragança, a sua cidade natal e ao mesmo tempo o oitavo maior município português: estará em expansão?

Virgílio Nogueiro Gomes: Mais do que expansão, será moda! É uma das regiões na qual ainda encontramos autenticidade, o pão é há moda do antigamente, as couves ainda sabem a couves e, fundamental, a hospitalidade e a forma como se serve a alimentação. E ainda os enchidos, alguns únicos no país.
 
5)     Quais os seus costumes mais brigantinos e o lugar/espaço que mais apetece revisitar e sugerir às pessoas que estão neste momento a ler esta entrevista?

Virgílio Nogueiro Gomes: Curiosamente estão a surgir locais de uma nova cozinha e bem avançada. Em Bragança os restaurantes G e Porta são disso um exemplo e de fazer inveja a muitos “estrelados”. Mas a cozinha tradicional continua a bom ritmo e cito como exemplo os restaurantes Geadas e D. Roberto. Mas há mais!
 
6)     Tendo em conta o seu livro “Dicionário Prático da Cozinha Portuguesa”, editora Marcador, quer dizer que tem em mãos a responsabilidade maior de defender a nossa Gastronomia, por sua vez reconhecida, em Diário da República, a partir do dia 26 de julho de 2000, como sendo parte integrante do Património Cultural de Portugal, estarei certa?
Virgílio Nogueiro Gomes: O dicionário nasceu de duas necessidades: ter um registo consensual sobre a maioria das receitas portuguesas (e atenção pois há muitas receitas que não são confecionadas de acordo com a tradição), e encontrar de forma facilitada a explicação das receitas (muito úteis para empregados de mesa terem uma explicação fácil a dar aos clientes).
7)     Sem dúvida, “Um trabalho de extremo valor”, segundo Maria de Lourdes Modesto, ou seja, um manual bastante prático e útil, com o verdadeiro propósito de ser consultado no dia-a-dia da nossa cozinha, para quem é profissional, ou simplesmente um curioso por uma arte que vale a pena também, por outro lado, reinventar, ou nem por isso, o que acha?

Virgílio Nogueiro Gomes: O dicionário servirá a ambos, até para aqueles que têm algumas dúvidas sobre os ingredientes de cada receita.
 
8)     Pela primeira vez, e por intermédio de Portugal Cookbook Fair, teve lugar, na 87ª Feira do Livro de Lisboa, fruto da parceria estabelecida com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, APEL, a entrega de prémios aos livros de gastronomia publicados em Portugal, que, segundo Tiago Silveira Machado, em 2016 “publicaram-se em Portugal cerca de cinco livros de gastronomia por semana, um dado relevante e que justifica toda a atenção que possamos dar a esta indústria e aos milhares de profissionais que nelas trabalham”: concorda com esta afirmação e com este juízo, no sentido de que devemos dinamizar mais e mais o ponto de encontro entre os próprios autores e o público em geral?

Virgílio Nogueiro Gomes: Concordo completamente. Publicam-se muitos livros mas desconhece-se a utilidade da sua compra. Também estamos numa época na qual a gastronomia está na moda e muita gente compra livros para colecionar e ver as fotos. Parece-me que se deveria alargar o âmbito dos prémios: por exemplo “O melhor de Cozinha Portuguesa”, “O Melhor de Doçaria”, “Maior Contribuição para História da Alimentação”, … 
 
9)     Para terminar, decididamente, Portugal está na moda, do futebol à música, com a ajuda de Ronaldo ou de Salvador, por exemplo, ou até mesmo, não menos importante, no campo da política, com a eleição de Guterres para o cargo de secretário-geral da ONU, passando, depois, pelo turismo cada vez mais disputado lá fora: mas até quando esta euforia toda, este estado de alma camoniano, ou, doravante, o que é que será que está reservado para si, para mim e, aliás, para todos nós, portugueses, num futuro próximo?
Virgílio Nogueiro Gomes: Eu tenho algum receio das modas. Não reajo por impulso às modas. Parece-me que nos deveríamos voltar mais para o sentido cultural da alimentação e, a partir daí, encontrar soluções para grandes consumos, grandes linhas de força alimentar. E o bairrismo, ou a defesa das tradições regionais. 









Em conclusão, falar de Gastronomia Portuguesa é falar sobre as nossas origens e tradições, pois há momentos em que só nos apetece sonhar acordados e que de alguma forma nos inspire a viver mais e melhor no quotidiano sob as nossas próprias raízes!
E sem dúvida que, tal como está também descrito no livro “Doces da nossa vida”, a Virgílio Nogueiro Gomes importará falar-nos sempre do “amor pela família, pelas tradições, pelas raízes”, do amor que afinal “se vive e de que se faz uma cozinha”.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017: LISTA DE COMPRAS E CONTAS DO MÊS DE JUNHO - BIBÓ S. JOÃO!

Está quase a chegar um dos eventos mais esperados ao norte de Portugal: a noite de São João no Porto!

E a festa maior será, portanto, hoje à noite, dia 23 de junho, sendo ao mesmo tempo ligada à celebração do solstício de verão, por isso brindemos todos com bastante luz, cor, dança, fogo-de-artifício e petiscos, para além dos já célebres alhos-porros, balões de ar quente, fogueiras e manjericos!

“O São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Batista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Verão e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.

Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira dos pelos púbicos femininos. A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho-porro, tendo, curiosamente, também um aspecto fálico. Nos anos 70, nas Fontaínhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade. Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I. O fogo de artifício chega a durar mais de 15 minutos e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espectáculo multimédia.

Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das FontainhasMiragaiaMassarelos, entre outros. Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também sardinhas. A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.


Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos registos do Séc XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto.


É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.


Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à actual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade.”

Para ter acesso ao programa respetivo, por favor clique em:

http://www.portolazer.pt/assets/misc/img/noticias/S%C3%A3o%20Jo%C3%A3o/2017/programa-sao-joao-2017.pdf

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O SOLSTÍCIO DE VERÃO E A TRAGÉDIA EM PEDRÓGÃO GRANDE!

Hoje assinala-se o solstício de verão de 2017, o que marca oficialmente o início da estação do verão, das praias, do calor, dos gelados, das férias escolares, mas também dos incêndios, que sendo eu natural da cidade de Leiria, não podia deixar de escrever sobre o inigualável incêndio na zona de Pedrógão Grande, que depois de tanta tragédia e de tantos operacionais envolvidos, ainda não nos deixou em paz!

O combate continua em curso”, disse à agência Lusa fonte do CDOS de Leiria, sublinhando que o incêndio “ainda não está dominado”.
Segundo a mesma fonte, ocorreram “várias reativações em vários setores, umas mais fortes do que outras”, sendo que “os meios estão a combater consoante as reativações que vão aparecendo.
Em Pedrógão Grande, encontravam-se, pelas 07:30 de hoje, 1.187 operacionais e 406 veículos, de acordo com o ‘site’ da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). 
O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos, segundo um balanço provisório. 
O fogo começou em Escalos Fundeiros e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria. 
Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco e de Coimbra.

Realmente, é lamentável saber, como de facto começou tudo: trovoada seca!
Ora bem, de acordo com o site da Wikipédia, “uma trovoada seca é uma tempestade que produz relâmpagos, mas em que a maioria ou toda a precipitação evapora antes de atingir o solo (…) as trovoadas secas ocorrem essencialmente em condições secas, e os relâmpagos são uma importante causa de incêndios. Por este motivo, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, e outras agências em todo o mundo, emitem previsões da probabilidade de ocorrerem em determinadas áreas.” 
Então, muitos hoje se interrogam sobre o que é que afinal correu menos bem no que toca, por exemplo, à troca de informações entre as entidades competentes a ver com a Meteorologia e a Proteção Civil!
E no portal de notícias da Globo, do passado dia 18 de junho, anunciava-se que “mais da metade das vítimas (30) morreu carbonizada dentro de seus carros na estrada entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra”; mas como é que foi acontecer tudo isto desta forma, sabendo que “o fogo começou por volta das 15h de sábado”?
E se, um pouco por todo o mundo, até há bem pouco tempo, felicitava-se Portugal pelo facto do vencedor do Festival da Eurovisão da Canção 2017 ser Salvador Sobral, apesar de, entretanto, a própria União Europeia oferecer a sua preciosa ajuda a Pedrógão Grande, neste momento, encontra-se este mesmo país, caracterizado todo ele por um profundo luto nacional, em grande destaque por todo o mundo, muito embora pelas piores razões, em que, por exemplo, o jornal espanhol El Mundo aponta o dedo para a “inoperância de Portugal na luta contra os incêndios“, sendo “a tragédia com mais mortos num único fogo em quase um quarto de século em todo o mundo“; por outro lado, esse mesmo jornal afirma que “a tragédia de Pedrogão Grande deve desencadear a tomada de decisões ao nível europeu para fazer da luta contra os incêndios uma prioridade em todo o sul da Europa”, isto de acordo com um artigo que eu também li no site da Sábado, do passado dia 19 de junho.
Já por volta do ano de 2005, se escrevia pela Internet, o seguinte título, bastante atual, por sinal: “Floresta portuguesa: o desespero de hoje e a esperança no amanhã”; para além de que:

O fogo é um elemento presente nas paisagens dos países do Sul da Europa, tendo acompanhado o pastoreio e os desbastes da floresta, através do tempo, e condicionado o desenvolvimento ou regressão dos ecossistemas florestais (Alves et al., 2006). As mudanças socioeconómicas em curso nos países do Sul da Europa, na segunda metade do seculo XX, refletiram-se no uso tradicional da terra e estilo de vida das populações e traduziram-se no aumento de grandes áreas de terras agrícolas abandonadas, muitas das quais se tornaram paisagens propensas à ocorrência de incêndios de grande intensidade, devido aos elevados níveis de biomassa, acumulados ao longo dos anos e prontos para alimentar fogos catastróficos durante o Verão. Com os grandes incêndios a aumentar em frequência e extensão, tomando, por vezes, dimensões catastróficas, perdeu-se o seu importante papel de renovadores dos ecossistemas (Noss et al., 2006).”

Não esqueçamos que, se por acaso 2008 foi o ano em que a área ardida foi menor desde 1980, o pior ano continua a ser o de 2003, tudo de acordo com dados retirados do site da Wikipédia, donde já também se pode ter acesso a um pequeno texto sobre o “Incêndio florestal de Pedrógão Grande em 2017.

De facto, ao longo dos anos, tem-se assistido à saída de pessoas das zonas que compõem o interior para essencialmente as grandes cidades do litoral, dando origem a uma emigração demasiadamente ampla e desorganizada, sendo que, já em 2015, a Área Metropolitana de Lisboa somava cerca de:
2,8 milhões de habitantes, o que representa 27% da população portuguesa, enquanto a Área Metropolitana do Porto tem cerca de 18% da população total”!

Obviamente que a busca por melhores condições de vida a ver com a existência de desemprego repentino na família, bem como a procura por melhores serviços, a ver com o fecho ininterrupto de escolas ou unidades de saúde em certas localidades, serão algumas das grandes causas para todo este efeito catastrófico, cujas consequências mais diretas poderão ser: aumento de problemas de cariz social no litoral, como a pobreza ou a criminalidade, criando-se empregos cada vez mais precários para fazer face a todo um conjunto de necessidades, se calhar até inultrapassáveis, na minha opinião, ao mesmo tempo que acontece a desertificação de aldeias e o posterior envelhecimento da população, logo o aumento de impostos torna-se quase como que obrigatório, diminuindo-se ainda mais os recursos naturais, campos agrícolas e todo um vasto conjunto de costumes e valores humanos, perdendo-se também o posicionamento estratégico conseguido até então.

E ainda temos depois a profunda alteração das nossas paisagens, dos nossos solos e das nossas florestas, que apesar de existir no presente uma grande chamada de atenção em torno de temas tais como o turismo em Portugal, a Gastronomia Portuguesa, a agricultura biológica, etc, assistindo-se atualmente, aos poucos, e ainda bem, a um deslocamento de pessoas no sentido contrário, ou seja, começam a surgir os intitulados “novos-rurais” com vontade de contribuírem para o desenvolvimento dessas mesmas áreas isoladas, por que não serem criados ainda mais incentivos ao nível do poder local e instituições governamentais?
Termino este texto, apenas dizendo o seguinte: é tempo de mudar mentalidades, é tempo de unir forças, é tempo de lutar pelas nossas crianças, pois no campo da educação e da formação, sendo eu também professora ao nível do ensino público, esta será outra área onde é preciso fazer muitíssimo!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A GINJINHA DO COMBRO - CASA DE GINJA DE LISBOA

A cidade de Lisboa é deveras apaixonante, com imensas ruas e vielas por descobrir, debaixo de um clima otimamente temperado através das margens do rio Tejo, atraindo-nos, a cada minuto que passa, com o seu ar boémio e contemporâneo ao mesmo tempo.

Esta cidade das sete colinas, sobretudo este mês, tresanda a fado, a sardinha assada, a bailarico, a pastel de nata, etc, sendo idealmente perfeita para se tirar uma boa fotografia a pedido de algum estrangeiro que passe por nós, por uma qualquer calçada portuguesa, ou não fôssemos nós marcantemente gentis e hospitaleiros!

Outra coisa que cada vez está mais em voga, é a Gastronomia Portuguesa, cabendo a cada um de nós lisonjear cada um dos seus pratos típicos, existindo para todos os gostos e preços.

 

E a cerca de 500 m da Praça de Luís de Camões, recomendo, antes de mais, degustar uma autêntica e deliciosa Ginjinha, pois nesse mesmo espaço, apesar de pequeno, ela mesma existe com um toque mais natural e cremoso, podendo até levar-se uma garrafa para casa, sendo também uma verdadeira relíquia para quem mais gostamos, sem dúvida!

O seu ambiente é deveras acolhedor e descontraído, com uma decoração única, com imagens de alguns feitos marcantes, lembrando a “Lisboa antiga”, para além de algumas molduras preenchidas com rótulos de outrora.
O seu objetivo maior será o de oferecer, cada vez mais, aos seus clientes, nomeadamente estrangeiros, o melhor de Portugal e 100% natural!

 
A Ginjinha do Combro, tal como é carinhosamente conhecida, está aberta de segunda a sábado, entre as 11h00 e as 19h30, sendo a mais aclamada Casa de Ginja de Lisboa, situada na Calçada do Combro, nº 79, tal como podem verificar no mapa abaixo:  

Quanto ao tipo de atendimento a que eu tive acesso logo da primeira vez em que entrei, foi bastante convidativo, demonstrando, desde logo, um profundo conhecimento pelos diversos produtos aí expostos, tais como: postais, gravuras, cerveja artesanal de ginja, vinhos, licores, doces, compotas, algum tipo de artesanato e o famoso refresco de Capilé.

Também há o “Livro dos Elogios”, donde eu não consegui deixar de escrever uma terna mensagem de agradecimento por de me terem recebido tão bem e pela exclusividade dos seus próprios produtos, fortemente capazes de despertarem o interesse, além-fronteiras, para conhecer mais e melhor Portugal!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ALIMENTAÇÃO MAIS ENRIQUECIDA EM ALTURA DE EXAMES ESCOLARES

Em altura de exames escolares, existe, naturalmente, um grande desgaste físico e psicológico acrescido, causando uma quebra quase constante quanto às necessidades energéticas nos nossos estudantes.

Por isso, a nossa atenção deve virar-se sobretudo para uma alimentação ainda mais saudável, ponderada e enriquecida de componentes capazes de garantirem tanto ou mais um suporte adicional adequado a períodos de fadiga extrema e baixa produtividade.

Algumas dicas que eu acho extremamente importantes:

  1. Comer de 3 em 3 horas
  2. Tomar um bom pequeno-almoço
  3. Hidratação constante
  4. Alimentos ricos em ómega 3
  5. Sono reparador
Também Maria Paes de Vasconcelos, nutricionista, sugere aos respetivos pais que:
– Na véspera do exame: “Usando uma mesa redonda, imagine o que o seu filho comeu no dia anterior a um teste. Metade daquilo que ingeriu era legumes e fruta, como na Roda dos Alimentos?”
– No dia do exame: “Não podem ir em jejum. Devem fazer o pequeno-almoço normal de todos os dias. E, tal como no período do que antecede as provas de atividade física, antes dos exames deve-se comer hidratos de carbono.”
Não existe, portanto, uma receita mágica que faça com que se melhore o rendimento intelectual num determinado instante; todavia, é nosso dever, enquanto educadores, incutir, desde cedo, nas nossas crianças, uma alimentação saudável, equilibrada e variada, de modo a que elas se sintam sempre capacitadas e confortáveis para resolverem qualquer teste no dia-a-dia da escola!
Também Pedro Graça, director do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direcção-Geral da Saúde, afirma: “O nosso cérebro utiliza a glicose como fonte de energia, sendo que a sua falta pode diminuir a performance cognitiva, devendo ingerir-se principalmente alimentos ricos em hidratos de carbono complexos”, estando presentes, por exemplo, no pão, no arroz, nas massas alimentícias, nas leguminosas e nas batatas.
Por outro lado, tendo agora em conta a monografia Alimentação e Desempenho Escolar, da autoria de Helga Teixeira, da Universidade do Porto, lê-se que “alguns estudos encontraram um aumento da aprendizagem, da saúde mental e da concentração no período imediatamente seguinte à actividade física”, podendo servir, na minha opinião, de ótimos momentos de lazer, que, segundo outros especialistas, estes mesmos devem ser feitos entre cada 2 horas de estudo, uma vez que ao mesmo tempo se conseguirá uma, sem dúvida, melhor oxigenação no nosso cérebro!
Já agora, paralelamente ao facto de já terem ocorrido as Provas de Aferição nos 2º, 5º e 8º anos de escolaridade entre os dias 2 de maio e 2 de junho, no que diz respeito à 1.ª fase das Provas Nacionais do 9º ano e dos Exames Nacionais dos 11º e 12 anos, esta mesma irá decorrer entre os dias 19 a 27 de junho, donde mais tarde se seguirá a intitulada 2.ª Fase, mais propriamente entre os dias 19 e 24 de julho.
E, se por acaso, estão convencidos, de que basta tomar um comprimido para enriquecer a memória, cuidado, pois, até os cafés, as pastilhas elásticas ou as sardinhas podem dar origem a um melhor resultado!
Na verdade, muitos alunos pensam que estes mesmos produtos fármacos permitem desencadear um conjunto repleto de “boas notas”, mas atenção que há vários tipos de suplementos com várias finalidades, mas na realidade não fazem nada”, exclama Nuno Borges, professor na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Ou seja, resumindo e concluindo, uma alimentação correta é a melhor maneira de garantir que a função cognitiva é maximizada.

Por outro lado, optar por determinados petiscos enquanto se estuda, como as bolachas ou as batatas fritas, são de evitar, sendo muitas vezes só ricos em açúcar, sal e gordura; em contrapartida, por que não optar por umas apetitosas pipocas caseiras, uns tremoços ou umas nozes?

Para mais informações acerca das Provas Finais e Exames do ano letivo 2016/2017, por favor consulte:

segunda-feira, 12 de junho de 2017

OS SANTOS POPULARES, AS SUAS ORIGENS E TRADIÇÕES!

Durante o fim de semana que passou, tal como podem apreciar no vídeo acima, lá fui eu dar uma voltinha pela ruas e vielas de Lisboa, nomeadamente pelo Largo de Santo António da Sé e depois pelo Jardim Augusto Rosa, em busca de certas memórias e tradições relativas ao Santo António, o Santo Popular intitulado de “casamenteiro”, que afinal não é menos Santo Padroeiro de Lisboa do que São VicenteSão Crispiniano ou até São Crispim, donde tive a oportunidade de conhecer: Museu de Lisboa – Santo António; Igreja de Santo António; Sé de Lisboa; Restaurante Antiga Casa De Pasto Estrela Da Sé; Houria Café; Quiosque do Refresco – Sé.Nossa-senhora-do-carmo3-altar.jpg“São Crispim e São Crispiniano eram irmãos. Padeceram o martírio no século terceiro, em Soissons, França. Diz a lenda que, embora de descendência nobre ganhavam o pão como humildes operários. Durante o dia missionários, trabalhavam de noite na pobre oficina de sapateiros. Deles afirma o Martirólogo romano: “Em Soissons, nas Gálias, os santos mártires, Crispim e Crispiniano, nobres romanos: durante a perseguição de Diocleciano, sob o governador Rictiovaro, foram degolados, depois de horríveis tormentos, obtendo assim a coroa do martírio. Os corpos foram, em seguida, transportados para Roma e aí receberam uma sepultura honrosa na Igreja de São Lourenço in Panisperna”.
São considerados os padroeiros dos sapateiros. No séc. VI foi construída, em Soissons, uma belíssima igreja em honra destes dois gloriosos mártires, cujas relíquias nela se acham depositadas. Como Lisboa foi tomada aos mouros em 25 de Outubro de 1147, os santos mártires foram considerados os primeiros padroeiros da cidade reconquistada.

Em 1147 D. Afonso Henriques toma a cidade de Lisboa, no dia de São Crispim. A data levou a que São Crispim fosse declarado padroeiro da cidade. Contudo, a devoção a São Vicente já era generalizada, especialmente entre os cristãos moçárabes, que convenceram D. Afonso Henriques a encontrar e trazer para a capital as suas relíquias.

São Vicente viria a tornar-se o santo padroeiro de Lisboa quando, em 1173, D. Afonso Henriques ordenou a trasladação das suas relíquias do Cabo de São Vicente (Sagres) para a cidade. A lenda segundo a qual a barca que trouxe as relíquias vinha escoltada por corvos está na origem de uma das representações imagéticas de São Vicente (com uma barca e um corvo) e do próprio brasão de armas da cidade de Lisboa (uma barca com dois corvos sobre os castelos da popa e da proa).

Eis que, logo no século seguinte, aparece o Santo António. Embora tenha morrido em Itália, foi com naturalidade que em Lisboa, a cidade onde nasceu, crescesse a devoção a este santo, verdadeiramente popular, em todos os sentidos da palavra: “O nosso Santo António é um fenómeno de devoção mundial. Vamos a qualquer parte do mundo e encontramos uma imagem de Santo António”, explica o Cónego Lourenço.

Esta reacção popular levou a que os dois santos partilhassem, durante alguns tempos, a responsabilidade de proteger a cidade: “Então ficaram os dois, Santo António com um cariz mais popular e São Vicente com um cariz mais aristocrático. Mantiveram-se assim as duas celebrações. Quando a Igreja determinou, mais recentemente, que só houvesse um padroeiro principal, então aqui na diocese optou-se por manter, na Cidade de Lisboa o Santo António, e para a diocese, São Vicente. É uma norma de ordem litúrgica, porque na prática a Câmara Municipal ficou sempre ligada a São Vicente, que está nas armas da cidade, e o presidente da Câmara costuma ir à Sé no dia de São Vicente, da mesma forma que, desde que se restaurou, costuma também ir à procissão de Santo António”, explica o Deão do Cabido da Sé.”

(fontes: http://religionar-variado.blogs.sapo.pt/2940.html,

Daí que, as verdadeiras festas populares celebradas em muitas das nossas cidades, nada tenham a ver com o verdadeiro Padroeiro Oficial; porém, junho será sempre um mês puramente dedicado aos Santos Populares, com festas e arraiais de norte a sul de Portugal: brindemos, portanto, a Santo António, São João e São Pedro!

As principais comemorações são as relativas aos dias 13 de junho, Dia de Santo António de Lisboa, e 24 de junho, Dia de São João do Porto
E se por Lisboa existe o desfile das marchas populares na Avenida da Liberdade, bem como a celebração dos casamentos na Igreja de Santo António, com sabor a sardinha no pão e cheiro a manjerico na mão, pelo Porto existem os martelinhos e o alho-porro. 
Para finalizar, ainda há o Dia de São Pedro para bailar e cantar a 29 de junho, com mais balões, caldo verde e vinho pelas ruas de Sintra ou Évora!

“Em Lisboa as marchas populares de cada bairro desfilam pela Avenida da Liberdade, enchendo aquela artéria de centenas de figurantes, música, colorido e muito público. Mas a enchente e a animação não são menores nas ruas desses bairros, com destaque para Alfama, mas também para a Graça, Bica, Mouraria ou Madragoa. Nos largos e vielas medievais, come-se caldo verde e sardinha assada, canta-se e baila-se noite dentro. Outro momento alto é a procissão de Santo António, que no dia 13 sai da sua igreja, situada em Alfama, junto à Sé, no local onde este santo nasceu, cerca de 1193.

No Porto, a festa é idêntica em cor e alegria ao longo dos bairros mais tradicionais, como Miragaia, Fontainhas, Ribeira, Massarelos e outros. Mas o Porto tem ainda outros usos e costumes: se antigamente os foliões batiam com alho-porro na cabeça dos companheiros, hoje usam martelinhos de plástico com o mesmo fim; por outro lado, além do feérico fogo-de-artifício que é lançado à meia-noite em pleno rio Douro, no Porto também se lançam coloridos balões de ar quente, numa das mais bonitas celebrações destes festejos populares. A noite acaba para muitos junto à praia, para ver nascer o sol ou para um banho matinal, como manda a tradição.”

(fonte: https://www.visitportugal.com/pt-pt/node/210955)

Mas atenção que estas mesmas tradições não são unicamente portuguesas! 
Aliás, tudo acontece devido ao costume pagão de festejar o solstício de Verão, por sua vez celebrado a 24 de Junho, como acontece em Alemanha, Brasil, Dinamarca, Finlândia, França, Noruega, Polónia, Rússia ou Suécia.


“O primeiro a ter festa em Portugal, porém, é bem lusitano. Trata-se, inclusive, do único santo nascido em Lisboa. De nome de baptismo Fernando Bolhão (ou de Bulhões), nasceu em finais do século XII e aos 20 anos decidiu enveredar pela vida religiosa, optando, anos depois, por ser padre franciscano, dedicando-se assim aos pobres. E mudando o nome de Francisco para (irmão) António, percorrendo mundo. Também ficou conhecido como Santo António de Pádua, por nessa região de Itália ter vivido nos últimos anos antes de morrer em 1231. A 13 de Junho, pois. Hoje.

Se Santo António está associado a Lisboa, São João encontra-se ligado à cidade do Porto. Atenção, São João do Porto, padroeiro da cidade, e não São João Baptista. Uma personagem que remonta ao século IX, eremita, de nome João. Só que tal história nunca foi bem aceite e, assim, o ‘São João do Porto’ é comemorado no mesmo dia que São João Baptista… também eremita. Nascido a 24 de Junho.

O mais antigo santo da Igreja Católica, Pedro, nasceu como Simão mas foi Jesus a lhe mudar o nome por analogia com ‘pedra’ – a ‘pedra’ sobre a qual se iria construir a Igreja Católica. Tendo, por isso, o primeiro dos Apóstolos de Jesus sido considerado o primeiro Papa. Por ter morrido muito velho – pelo menos para a época – é habitualmente representado com barbas brancas e como se apresenta como guardador das ‘portas do céu’ ei-lo de chaves na mão…”