terça-feira, 29 de agosto de 2017

PASSEIO TURÍSTICO - DIA 1: Vila de Rei, Amêndoa.

Trrrrriiiiimmmm, trrrrriiiiimmmm, trrrrriiiiimmmm… 

está na hora de acordar e de me acompanhar rumo a mais dois dias de aventuras e da mais pura diversão… 
mas vista roupa fresca e calce sapatos confortáveis… 
prepare-se ainda para uma viagem de carro com destino a Vila de Rei a cerca de 200 km de Lisboa!
Vila de Rei é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Castelo Branco, região Centro e sub-região do Pinhal Interior Sul, com cerca de 2 497 habitantes, tendo recebido foral de Dom Dinis em 1285.
É sede de um município com 191,55 km² de área e 3 452 habitantes (2011), subdividido em 3 freguesias: Fundada, São João do Peso e Vila de Rei. O município é limitado a norte pelo município da Sertã, a leste por Mação, a sul pelo Sardoal e por Abrantes e a oeste por Ferreira do Zêzere.
 
Estamos a 26 dias do mês de agosto de 2017, mais precisamente no primeiro dia do último fim de semana do mês mais escolhido pela maior parte dos portugueses para gozar as suas férias…
Soam exatamente 7h da parte da manhã no meu despertador e… ah, já me esquecia de lhe dizer para trazer consigo o seu fato de banho, que a rota já está toda pensada: Vila de Rei, Amêndoa, Cardigos e Sertã!

Comecemos, portanto, por dar uma pequena volta pelas ruas e vielas mais antigas de Vila de Rei, com a máquina fotográfica sempre pronta a registar os sítios mais emblemáticos

Espaços culturais: Museu Municipal de Vila de Rei – (histórico e etnográfico); Museu de Geodésia; Museu do Fogo e da Resina; Museu das Aldeias – Relva; Pequeno Museu da Aventura e Viagem – Trutas; Biblioteca Municipal José Cardoso Pires; Espaço de Cultura e Lazer da Fundada – Biblioteca / Espaço de acesso à Internet.

E aproximando-nos dos 32ºC, de repente avista-se, do Jardim Nossa Senhora da Guia, o alto da torre da Igreja Matriz, que o sino já toca as 12h solenemente… vamos almoçar?

Existem várias opções, sendo elas todas válidas, nomeadamente o RestauranteFifty-Fifty, tendo já sido tentada a entrar lá, pela primeira vez, juntamente com um grupo de amigos e alguns familiares, há mais ou menos 2 anos… 
Logo de seguida sugiro dirigirmo-nos para a Tasquinha da Vila, a fim de se beber algo bem fresco na respetiva esplanada virada para uma das avenidas principais mais floridas no respetivo corredor central…
À mesa dos vilarregenses encontra-se com frequência a afamada Sopa de Peixe, a quem se junta o Bucho Recheado, os Maranhos, o Bacalhau à Vila de Rei, Bacalhau à Cobra, Achigã Frito e Grelhado, Cabrito Assado, Cozido à Vila de Rei, Migas, Bolos Fintos, Arroz Doce de Vila de Rei, Tigeladas, Pudim de Vila de Rei, Broas de Mel e os bem conhecidos enchidos, queijo e mel.




Entretanto, sugiro experimentarmos a fazer algum passeio pedestre que envolva o Cruzeiro da Amêndoa, tal como o Castro de São Miguel da Amêndoa, rumo àquela selfie ideal para mais tarde recordar com os nossos filhos e netos…

Já agora, esses mesmos lugares pertencem juntos à freguesia de Amêndoa, esta por sua vez com 37,00 km² de área e 515 habitantes (2011), remontando por conseguinte a épocas pré-históricas

O cruzeiro da Amêndoa foi erigido em 1940 para comemoração 8º centenário da Independência de Portugal e para celebração do 3º centenário da Restauração da Independência em 1640.
O local serve como miradouro sobre a aldeia e toda a área em redor sendo possível apreciar a paisagem a muitos quilómetros de distância.
Na zona de estacionamento existe um pequeno parque de merendas e uma fonte.
 

Classificado como Monumento Nacional (…) temos o Castro de São Miguel de Amêndoa (…) implantado num cabeço pertencente à Serra da Ladeira ou de São Miguel (…) este povoado fortificado da Idade do Ferro terá sido objecto de romanização entre os séculos I e IV d. C., embora alguns dos elementos recolhidos durante as investigações realizadas no seu perímetro pareçam apontar para a sua utilização ao longo dos séculos VI e VII d. C. 
De qualquer forma, para pernoitar por aqui, é conveniente efetuarmos uma reserva, como por exemplo no Hotel Vila de Rei, ou em alternativa na Pensão “O Cobra”, ficando esta segunda hipótese até mais próxima do Mercado Municipal que amanhã logo de manhã iremos com certeza visitar para ainda ficarmos a conhecer o que de melhor existe em termos de peças de Artesanato fabricadas na região

No Mercado Municipal de Vila de Rei, a loja “Vila de Rei com Tradição” – Loja de Produtos Endógenos, pode encontrar à venda diversos produtos locais de artesanato (aberta às terças, quintas, sábados e domingos, das 9h às 13h).
Podemos ali encontrar uma grande variedade de produtos, desde artefactos em vime fabricados pelos irmãos cesteiros da aveleira (cestos para a roupa, papéis e pão, cestas, garrafões empalhados) e utensílios ligados à extração do mel, com os respetivos cortiços. Para venda está igualmente o famoso mel de Vila de Rei, artigos de tecelagem produzidos pelas artesãs da Fundada e Cidreiro, como colchas, toalhas, naperons, tapetes e ainda mantas de trapos. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

RECEITA: bacalhau fresco assado no forno com crosta de ervas aromáticas e pão ralado

Bacalhau é o nome comum de várias espécies de peixes classificadas em vários géneros, em particular no gênero Gadus, pertencente à família Gadidae, sendo o dito “original”, ou “verdadeiro”, o bacalhau encontrado no mar Atlântico, chamado Gadus morhua, que é uma das cerca de 60 espécies da mesma família de peixes migratórios. O Gadus vive nos mares frios do norte, sendo geralmente de tamanho pequeno, embora alguns exemplares possam chegar a pesar 100 kg e medir pouco menos de dois metros. Alimenta-se de outros peixes menores, como o arenque.”

Grown-up Travel Guide Daily Photo: Giant fish carving, Bergen, Norway;
by Andy Higgs in Europe, Grown-up Travel Guide’s Best Photos, Norway, Places.
 
“O Aquário dos Bacalhaus do MMI, inaugurado em janeiro de 2013, consiste numa atraente exposição de património biológico dedicado à espécie Gadus morhua, o bacalhau do Atlântico, que podemos considerar “o nosso bacalhau”, aquele que os portugueses pescam e consomem há vários séculos. Plenamente inserido no percurso expositivo do Museu, o Aquário completa o discurso histórico e memorial da Faina Maior oferecendo ao público uma experiência de conhecimento e lazer incomparável.”

RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Bacalhau Fresco Assado no Forno com Crosta de Ervas Aromáticas e Pão Ralado

Ingredientes:

BACALHAU 
  • 4 lombos de bacalhau fresco
  • 200gr de pimento assado verde e vermelho
  • pão ralado q. b.
  • mistura de ervas aromáticas para peixe q. b.
  • sal e pimenta q. b.
  • azeite e vinagre q. b.
  • 2 batatas doce
  • 1 cebola grande
  • 1 cabeça de alhos
SALADA
  • mistura de ervas aromáticas para salada q. b.
  • queijo mozzarella
  • mistura de alface verde, alface roxa e rúcula selvagem
  • 1/2 pepino
  • 1 tomate chucha
  • 3 rabanetes
BEBIDA
  • laranjas
  • pedras de gelo
Confeção:
BACALHAU
  1. ligar o forno a 180ºC
  2. cobrir o tabuleiro de ir ao forno com o azeite, a cebola cortada às rodelas e os alhos esmagados
  3. espalhar os pedaços do pimento assado verde e vermelho
  4. colocar por cima os lombos de bacalhau fresco, por sua vez cobertos pela seguinte “pasta”: ervas aromáticas para peixe, azeite, sal, pão ralado
  5. cortar as batatas doce à rodelas, a fim de as distribuir envolta dos referidos lombos de bacalhau fresco
  6. espalhar q. b. por cima das batatas doce: azeite, ervas aromáticas, sal e pimenta
  7. levar o tabuleiro ao forno cerca de 50/60 minutos, não esquecendo de virar as batatas e/ou regar o bacalhau com o molho a meio do tempo
SALADA:
  1. misturar o seguinte a gosto: folhas de alface roxa, alface verde,rúcula selvagem, ervas aromáticas, sal, azeite, vinagre, tomate e pepino chucha cortado aos quartos, rabanetes cortados às rodelas finas
BEBIDA
  1. espremer sumo de laranjas q. b., podendo servi-lo com rodelas de laranja e gelo 
I am sure my music has a taste of codfish in it –  Edvard Grieg.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Na Quinta da Dona Maria de Jesus...

Na quinta da Dona Maria de Jesus acorda-se muito cedo, logo após os primeiros raios de sol a quererem entrar por todas as portadas de madeira viradas a este, ressequidas pelo tempo que já não volta, assim que se ouve o primeiro cantar do galo, confesso que ensurdecedor por vezes, à entrada da sua ilustre capoeira!

Mas levantemo-nos de vez da cama e tomemos o nosso bom e merecido pequeno almoço, para o dia que se avizinha repleto de novas descobertas!

Por aqui predominam os queijos de cabra curados, bem como alguns tipos de enchidosda zona de Vila de Rei, sempre acompanhados pelo tradicional pão caseiro, este comprado à porta de casa por uma padeira da região. 

Nisto, pega-se numa faca serrilhada, cortam-se algumas fatias do tal pão caseiro e liga-se a torradeira…

Como sabe tão bem barrar as ditas fatias com mel ou manteiga caseira, ao mesmo tempo que se prepara uma chávena bem cheia de leite misturado a gosto com café forte e uma colher de açúcar apenas! 

E depressa olho para o relógio colocado na parede, pego na minha máquina fotográfica predileta e lá vou eu rumo à entrada da horta, onde a Dona Maria de Jesus já se encontrava a regar as suas abóboras, estas por sua vez um pouco mais crescidas do que ontem…

 Logo aponto a objetiva da minha máquina em direção às flores de cor amarela que se espalham pela respetiva rama, igualmente ótimas para serem refogadas, recheadas com carne, queijo ou legumes, misturadas num risoto, omelete ou salada, não sendo apenas comestíveis, mas também de fácil digestão e muito benéficas para a saúde, por serem ricas em cálcio e fósforo, incentivando a formação de enzimas reparadoras, bem como a de glóbulos brancos no sangue, por exemplo

 

E, num instante só, a cadela, de nome Castanha, em grande velocidade, desata a correr à minha frente, com os seus olhos igualmente castanhos fixados no gato mais matreiro da casa, o Preto, como que a convidar-me também para aquela brincadeira!

Mas eu cá sigo antes ao encontro de algumas árvores de fruto, tais como: pessegueiros, laranjeiras, figueiras, ameixoeiras… e ainda há o limoeiro, a oliveira e o castanheiro!

Todavia, ali e acolá, vou tropeçando, ora por umas fileiras de batateiras, ora por umas fileiras de espinafres, para além dos tomateiros.

E a seguir, caminhando ao longo de uma certa vedação, deparo-me com alguns cachos de uva morangueiro, apesar de muito pouco maduros ainda…

Meio-dia é a hora marcada pelo sino da igreja da pequena aldeia, hora igualmente marcada pela existência de novos ovos no galinheiro, numa altura em que a Dona Maria de Jesus decide abrir as portas do galinheiro, a fim das suas galinhas poedeiras ficarem por ali a esgravatar na terra à procura de sementes ou restos de cascas de frutas espalhadas pelo chão…

Depois do almoço, é tempo de descansar um pouco e de rever todas as minhas fotografias, então sentada no alpendre da casa, agarrada a uma limonada bem fresquinha e enriquecida por algumas folhas de hortelã apanhadas no momento!

Uma vez ou outra experimento também a trincar uns pedaços de noz, fazendo-me recordar, por outro lado, daquele doce amoras silvestres que eu experimentei a fazer pela primeira vez há cerca de dois anos atrás, como o tempo passa… 
Por isso, atrevo-me a ir ver como é que estão as amoras deste verão, junto às traseiras da quinta…
 

Para terminar este dia intenso de sabores e sensações, o céu continua a ser negro à noite devido à quase ausência de luz elétrica, contrariamente ao que se passa no ambiente da cidade…

E este é um dos aspetos, na minha opinião, que muitas vezes nos torna, aos poucos, verdadeiramente incapazes de apreciar as mais pequenas coisas e simples da vida, ao mesmo tempo fruto de um bem comum: a Natureza!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

TERTÚLIA GASTRONÓMICA “Produtos Portugueses Qualificados" – PARTE 2

Tendo em conta o texto publicado durante a semana passada denominado de TERTÚLIA GASTRONÓMICA “Produtos Portugueses Qualificados”– PARTE 1, entre os múltiplos trabalhos desenvolvidos pela Associação Qualifica/oriGIn Portugal, continua a existir a edição do Guia dos Produtos Tradicionais Portugueses, paralelamente à organização de Concursos Nacionais de Produtos Tradicionais Portugueses.
Quanto à edição de 2017, esse mesmo Guia continua a ser organizado por regiões (Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro, Beiras, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Madeira, Açores), que para além da descrição geral de cada produto e dos seus ingredientes, ainda são referidas a área geográfica de produção, a forma de apresentação comercial, a História, a forma de utilização, as condições de conservação e prazo de validade médio, o preço indicativo e a disponibilidade ao longo do ano.  

Por exemplo, logo na página 8, apresenta-se o arroz de pica no Chão de Vila Verde, um prato gastronómico bastante antigo e tradicional na região, constituído basicamente por arroz carolino e por frango caseiro ou do campo, alimentado a milho e verduras, em espaço livre, podendo “picar” diretamente os alimentos do chão, bem como pelo sangue do mesmo galo (cabidela). 

E este ano houve mais concursos, mais empresas inscritas, mais produtos em prova, mais membros do júri em ação e mais premiados, para além de continuar a existir o apoio da Colares Editora. Os Concursos Nacionais de Produtos Tradicionais têm sido realmente uma aposta ganha entre CNEMA e Qualifica/oriGIn Portugal, constando, ainda nesse mesmo Guia, para além dos nomes dos produtos e dos nomes das empresas premiadas, os respetivos contactos e locais de venda dos mesmos. 

Mas inovou-se ao nível das instalações e ao fazer inscrições e avaliações por via eletrónica com o apoio da CONSURMERCHOICE, Lda. Pela primeira vez também se conseguiu transmitir aos concorrentes as notas de prova deixadas pelos membros do júri, desde logo constituído por profissionais a amadores, todos muito bem qualificados e voluntários que partilham tempo, saber, amor e devoção aos Tradicionais!

Por tudo isto, toda esta compilação de dados vem chamar à atenção para toda uma série de produtos agro-alimentares (pães, azeites, vinagres, enchidos, méis, carnes, frutas, queijos, doces, bolos, etc), podendo ostentar vários tipos de qualificação (DOP – Denominação de Origem Protegida; IGP – Indicação Geográfica Protegida).  Pensa-se alargar o âmbito aos produtos não alimentares(bordados, tapeçarias, rendas, cerâmicas, madeiras, ferros forjados, cestos, etc).

Sem dúvida, na minha opinião, uma ferramenta deveras eloquente, perante todos aqueles que pretendam conhecer de uma forma mais profunda, produtos genuinamente tradicionais portugueses, apesar de alguns deles ainda aguardarem pelo reconhecimento oficial do seu nome, já que a Associação Qualifica/oriGIn Portugal é uma entidade que tem como missão aumentar o conhecimento e a procura dos genuínos produtos tradicionais portugueses.
Este Guia é editado pela Enigma e apresenta-se à venda com um PVP de 12€ para o público em geral e de 9€ para os associados, sendo o preço por correio de 15€ (IVA incluído). Para pedidos, por favor contactar: qualificanacalado@gmail.com.

Para Ana Soeiro, então Diretora Executiva da Associação Qualifica/oriGIn Portugal, todas as ligações e responsabilidades tomadas ao nível do Movimento Internacional oriGInpermitirão prosseguir na exigência da qualificação dos nomes dos produtos tradicionais, para além da segurança de termos os conceitos bem assimilados e a interpretação correta da regulamentação comunitária em vigor.

E a muito curto prazo irá estar disponível a app PTpt.pt, que relacionará sobretudo produtos com os seus produtores e os seus pontos de venda.
Também o projeto de elevação da Doçaria Conventual Portuguesa a Património Imaterial da Humanidade começa a dar passos seguros e a recolher apoios, pois até será lançada uma petição pública e uma recolha de fundos para o efeito, uma vez que a Marca já se encontra em registo no INPI. Deste modo, não será demais pedir a colaboração de todos para juntos recolhermos mais saberes, histórias, receitas, lendas, factos, etc.

Os Concursos de Produtos Tradicionais Portugueses continuarão a ser uma ferramenta de promoção e de divulgação essencial, pois com critérios rigorosos e número crescente de concursos e concorrentes, tem-se vindo a confirmar a qualidade sistemática de certos produtores e a revelar a qualidade de outros, premiando a tipicidade, a diferenciação pelas melhores razões e a manutenção das práticas locais, autênticas e constantes!

E para ir ao encontro de um maior número de solicitações, tendo também em conta a experiência decorrida até ao momento, brevemente existirá a funcionar um site específico para o efeito.
Portanto, se pretende qualificar o seu produto/serviço/estabelecimento e usar a marca da QUALIFICA, torne-se membro da Associação, esteja de acordo com os critérios de qualificação e assuma o compromisso de respeitar e manter as condições, autorizando o controlo das mesmas; se pretende defender, qualificar ou promover os produtos, as explorações agrícolas, os restaurantes, as unidades de produção, de fabrico ou de venda ou as feiras de produtos tradicionais, contacte a Qualifica, pois a marca ÉQUALIFICADO pode ser usada desde que cumpridos certos critérios específicos de acordo com o que deseja enunciar e expressamente autorizados pela Qualifica.
 

Para mais informações, por favor contacte qualificass@gmail.com  ou qualificanacalado@gmail.com.

Telemóvel: 92 782 0832
Skype:ana.calado60
Sede: Mercado Municipal de Portalegre – Loja 114, Rua Conde Jorge de Avilez, 7300-186 PORTALEGRE
Telefone: 245 906 273
Escritório: CNEMA
Escritório QUALIFICA / oriGIn Portugal: Quinta das Cegonhas, EN 3  Ap. 331, 2001-904 SANTARÉM
Telefone: 243 300 338
Contacto de Ana Soeiro, Diretora Executiva: qualificanasoeiro@gmail.com
Telemóvel: 96 581 9936
Skype: ana.soeiro4

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

RECEITA: bolo de chocolate com avelã

O chocolate é ou não é, definitivamente, uma incrível tentação para si?
E se, por acaso, encontrando-se sozinho em casa, de repente algum dos seus melhores amigos tocar à campainha para lanchar, precisará rapidamente de confecionar algo delicioso, mais ou menos rápido e versátil, acertei?
Pois bem, eu tenho a solução indicada para o seu caso: Bolo de Chocolate com Avelã!
É que este mesmo bolo pode ser servido quente ou frio, com mais ou menos chocolate derretido no seu interior, consoante o tempo de cozedura no forno, e ainda com algum tipo de frutos vermelhos à sua escolha, por exemplo, para além do facto de a sua apresentação no prato de servir ficar melhor quando se lembra que até tem um pouco de gelado no seu congelador, passando a ter a oportunidade de dar a experimentar vários tipos de sabores e texturas de uma vez só, numa garfada ou colherada…

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Chocolate com Avelã

Ingredientes:

  • 200 gr de manteiga
  • 200 gr de chocolate para culinária
  • 4 ovos
  • 100 gr de açúcar
  • 100 gr de avelãs

Confeção:

  1. derreter o chocolate com a manteiga e deixar arrefecer
  2. separar as gemas das claras dos ovos
  3. bater as claras em castelo e reservar
  4. misturar bem as gemas com o açúcar
  5. adicionar, aos poucos, o chocolate com a manteiga ao preparado anterior, mexendo sempre
  6. triturar grosseiramente as avelãs, juntando-as de seguida ao preparado anterior
  7. adicionar, por fim, as claras batidas em castelo, mas com cuidado
  8. levar tudo ao forno, a 180ºC e durante 30 minutos, numa forma de base amovível com 20 cm de diâmetro, bastando tapar o fundo com papel vegetal na hora de servir, ainda morno, eu sugiro colocar alguns mirtilos por cima, para além de um bola de gelado à sua escolha

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

TERTÚLIA GASTRONÓMICA “Produtos Portugueses Qualificados" – PARTE 1

Em continuação do texto anteriormente publicado neste blogue, a ver com a TERTÚLIA NA ASSOCIAÇÃO DE COZINHEIROS PROFISSIONAIS DE PORTUGAL: “PEIXES DA COSTA PORTUGUESA”, venho por este meio descrever-vos o que fora abordado aquando da Tertúlia Gastronómica “Produtos Portugueses Qualificados”, mais uma vez realizada pela ACPP, no passado dia 27 de julho.

E os respetivos oradores designados para o efeito, foram os seguintes: Virgilio Nogueiro Gomes (Gastrónomo e Investigador em História da Alimentação) e Ana Soeiro (Diretora Executiva da Associação Qualifica/oriGIn Portugal).

Portugal é um país privilegiado em termos de solos e climas bastante particulares, logo com grande capacidade para gerar diversas matérias-primas, tendo sido desenvolvidas técnicas especiais para as obter, conservar e transformar, sendo que os próprios saberes se foram apurando, ao longo de várias gerações. Ao mesmo tempo aprofundaram-se tecnologias, materiais, utensílios e sistemas de autocontrolo, demonstrando os produtores portugueses grande inteligência prática e capacidade de adaptação e inovação.

E os consumidores reconheceram a qualidade diferenciada de alguns produtos e passaram a designá-los pelos nomes da terra onde eram produzidos. Surgem assim as Indicações Geográficas e as Denominações de Origem. 

É claro que, se por acaso uma certa IG – Indicação Geográfica /DO – Denominação de Origem não está devidamente registada e protegida, passará em qualquer instante a ser utilizada indignamente por outros e os produtores e consumidores genuínos serão por fim ultrajados, impossibilitando a sua sobrevivência! 

Por isso é muito importante proteger e registar as IGse as DOs. As DOPs – Denominações de Origem Protegida e as IGPs – Indicações Geográficas Protegidas são Propriedade Intelectual, podendo ser legalmente utilizadas por outros profissionais, como os cozinheiros. Mas estes, para além de deverem utilizar “imoderadamente” os produtos qualificados devem igualmente conhecer muito bem toda a legislação em vigor, usando os nomes protegidos sem os fantasiar ou deturpar e usando sempre os produtos genuínos e não produtos de substituição.
Exemplos de nomes mais abusados: Ameixa d’ Elvas (Sericá com 1 ameixa qualquer), Serra da Estrela (para qualquer queijo amanteigado ou outros, até de cabra e vaca!), Maçã bravo de Esmolfe (até lhe chamam bravo de mofo…), Maçã de Alcobaça (para qualquer maçã), Posta Mirandesa (para qualquer naco de carne grelhada), Ananás dos Açores (para qualquer abacaxi), Madeira (para qualquer vinho usado na cozinha). 

De acordo com Ana Soeiro, Engenheira Agrónoma, mas também Coordenadora da Associação Qualifica/oriGIn Portugal, ainda muitos produtos tradicionais portugueses correm o risco de desaparecer, sendo eles a “base da economia das regiões”!

Desde sempre tem participado em eventos e exposições com o objetivo de divulgar o seu trabalho e desenvolver a sua expansão, tendo sido bastante importante a sua adesão à estrutura internacional de produtos com origem geográfica reconhecida e protegida, “Organisation for an International Geographical Indications Network – Origin”, permitindo fazer-se uma ligação recíproca entre Portugal, a Europa e o Mundo.
 
Qualifica/oriGIn Portugal é, assim, a secção portuguesa da rede mundial que agrupa mais de 400 Agrupamentos de produtores de IGs, tendo sempre como base os seguintes valores: PROMOVER, VALORIZAR, DEFENDER, QUALIFICAR. 
Principais serviços prestados:
– Qualificação de Produtos, de Modos de Produção e de Empresas, Restaurantes, Lojas e Feiras;
– Promoção comercial, edição de Guias de Produtos Tradicionais, participação em feiras nacionais e internacionais, lojas on–line, websites, redes sociais, formação profissional, etc;
– Organização de Concursos Nacionais e Internacionais, mostras, feiras, provas, degustações, etc;
– Elaboração de Cadernos de Especificações para QUALIFICAÇÃO (IGs, DOs, ETGs, MCAs, ÉQUALIFICADO) e elaboração de planos de controlo, rotulagem e apresentação dos produtos, elaboração de fichas descritivas e técnicas, etc.
Por outro lado, a mesma associação tem como membros efetivos: municípios, agrupamentos de produtores, confrarias, associações de desenvolvimento local, de assistência e culturais, produtores e comerciantes, etc; logo, a fim de alargar o seu âmbito de atuação, acolherá com muito agrado todos aqueles que partilhem da mesma ideia de valorização dos produtos e das produções tradicionais portuguesas, sendo os documentos e informações necessárias para aderir, bastante simples, bastando pedir para qualificass@gmail.com. 
 
Para mais informações, por favor contacte qualificass@gmail.com  ou qualificanacalado@gmail.com.
Telemóvel: 92 782 0832
Skype:ana.calado60
Sede: Mercado Municipal de Portalegre – Loja 114, Rua Conde Jorge de Avilez, 7300-186 PORTALEGRE
Telefone: 245 906 273
Escritório: CNEMA
Escritório QUALIFICA / oriGIn Portugal: Quinta das Cegonhas, EN 3  Ap. 331, 2001-904 SANTARÉM
Telefone: 243 300 338
Contacto de Ana Soeiro, Diretora Executiva: qualificanasoeiro@gmail.com
Telemóvel: 96 581 9936
Skype: ana.soeiro4

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017: Mês de Agosto e a Receita "Brisas do Lis"

Olá a todos os que se encontram a ler este texto neste exato momento!
Felicito todos aqueles que me têm acompanhado desde o dia em que eu publiquei aqui pela primeira vez… já se passaram cerca de 6 meses, mas parece que foi ontem…

Na verdade, quer pelo facto de serem meus reais seguidores, quer seja pelo facto de serem ocasionais leitores deste blogue, um agradecimento sincero a todos sem exceção, vindo desta forma informar-vos de que irei proceder a algumas pequenas alterações durante os próximos dias ao nível da apresentação, mas também no que toca aos dias destinados às futuras publicações, tal como já aconteceu durante a presente semana, uma vez que não chegou a concretizar-se nenhuma publicação na passada quarta feira, repararam?

A vida é um longo caminho que se vai trilhando, em que umas vezes tropeçamos numa pedra e caímos, mas que logo a seguir nos levantamos porque é para a frente que queremos ir, ganhando mais vontade por enfrentar novos desafios e vencer…

Ou então, também já dizia alguém: a vida é como um rio, nunca passando duas vezes pelo mesmo lugar e as paisagens são sempre novas; num vale andamos sempre mais devagar e as nossas margens são sempre férteis; as pedras são contornadas e mesmo quando se encontra um buraco é preciso esperar que se encha para encontrar de novo a direção certa; o rio vai crescendo à medida que se vai aproximando do mar, unindo-se a outros, pelo que se tornará cada vez mais forte e ao mesmo tempo um meio de transporte único para folhas, barcos ou pessoas, ou seja, ajuda-os e leva-os sempre para a frente…

Qual é o vossa melhor definição para a vida?

Logo, pode acontecer que, por breves instantes, este mesmo blogue se encontre offline, mas sempre com a perspectiva de ficar melhor para quem me segue, podendo sempre acompanhar-me através das redes sociais: FacebookInstagram,  Youtube,  Pinterest,  Twitter.

Já agora, no caso de terem algum tipo de sugestão a dar, no que diz respeito, por exemplo, ao próprio aspeto e/ou organização do blogue, bem como a ver com exemplos de temas possivelmente mais interessantes e/ou úteis a abordar futuramente em textos ou vídeos na vossa opinião, terei todo o gosto em ler e responder aos vossos comentários a este texto; se preferirem, cliquem em contacto e preencham diretamente o formulário que aí se encontrará, ou então enviem-me um email para cozinhacomrosto@gmail.com.

E cá estamos nós, em pleno mês de agosto, logo é um mês de férias para uns e um mês de trabalho para outros, dependendo da vossa agenda profissional ou por outras razões… logo é um mês de verão para uns e um mês de inverno para outros, dependendo da vossa localização… 

Já de seguida, eu tratarei de vos enunciar uma receita, que eu acredito que vos irá agradar bastante, representando ao mesmo tempo, para mim, um marco muito importante no meu projeto a ver com a cozinha, pois foi quando tive a oportunidade de participar no intitulado concurso de A Mesa dos Portugueses de 2015, tal como podem verificar na fotografia da autoria de Tozé Canaveira presente na barra lateral deste blogue, aquando do meu apuramento para a segunda fase, ao ter conseguido estabelecer-me nos primeiros 14 lugares a ver com a doçaria, donde conheci um grupo de pessoas incríveis, valeu mesmo a pena!

RECEITA NA CATEGORIA DAS SOBREMESAS: BRISAS DO LIS

Ingredientes: 
  • 450 gr de açúcar
  • 8 ovos
  • 200 gr de miolo de amêndoa moído
  • 4 colheres de sopa de manteiga líquida

Confeção:

  1. Ligar o forno a 180ºC;
  2. Preparar 22 forminhas metálicas com manteiga e açúcar q. b.;
  3. Misturar muito bem 400 gr de açúcar com 2 colheres de manteiga líquida;
  4. Juntar os ovos e mexer bem;
  5. Acrescentar o miolo de amêndoa moído e mexer novamente;
  6. Distribuir o preparado anterior pelas forminhas metálicas, levando-as ao forno num tabuleiro em banho-maria, durante cerca de 30 minutos;
  7. Retirar as forminhas metálicas do forno e do banho-maria, deixando-as arrefecer um pouco antes de serem desenformadas ainda mornas;
  8. Quando as “Brisas do Lis” tiverem frias, colocá-las em forminhas de papel frisado e servir.

Entretanto, desta vez pensei em facultar-vos, e de uma vez só, todo um conjunto de materiais a ver com a Agenda Doméstica Cozinha Com Rosto 2017, comparativamente com o que se tem passado nos meses anteriores, podendo continuar a partilhar à vontade, no sentido de vos ajudar, desde já, a preparar e a gerir da melhor forma possível o vosso quotidiano na cozinha durante o mês de agosto, pois bem sei o tipo de tarefas que nos parecem tão fastidiosas às vezes e nada facilitadoras em certas alturas em que preferíamos descansar um pouco no sofá ou até brincar com o nosso filho…

A vida é um conceito com inúmeras faces, sendo portanto um processo constantemente evolutivo em termos de relacionamentos com os outros e o mundo que nos rodeia…
cabe a cada um de nós responder a um certo estímulo, tendo a capacidade de agir de acordo com as diversas circunstâncias do momento…

Por outras palavras, vida é toda a força natural que nos move, sendo uma arte que perdura no tempo ao transmitir-nos sensibilidades e que importa ser redesenhada a cada dia que passa por nós e nos abraça e reconforta ou não…

E preparem-se que irão surgir “surpresas”…
e até ao próximo texto!