segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 2 - Beringela (by Miguel Boieiro)

Na viagem realizada em fins de agosto pelo sul da Itália, tive o prazer de conhecer a “melanzana rossa”. Foi em Matera, cidade mística e mítica que em 2019 irá ser a Cidade Europeia da Cultura. Entre tantas surpresas agradáveis proporcionadas pela participação no 84º Congresso Italiano de Esperanto, com realce para as excursões efetuadas na região da Basilicata onde visitámos palácios, museus e igrejas, destacámos a que foi feita à cidade pétrea, dotada de cavernas ancestrais. Recordar tudo o que aí se viu é sumamente difícil, mas recordo que mesmo no fim da digressão, entrámos numa loja “gourmet” onde um fruto vermelho e arredondado passou de mão em mão, sem ninguém adivinhar o que seria. Parecia uma maçã ou um tomate mas era simplesmente uma beringela, que dá pelo nome vernáculo de Solanum aethiopicum, especialidade daquela região.
Solanum aethiopicum MS 2264.JPG
By Marco Schmidt [1] – Own workCC BY-SA 2.5Link
Fruto de Solanum aethiopicum (“local de berinjela”), cultivado perto de Cascades de Karfiguela, Burkina Faso

Esta foi uma das maneiras de iniciar a presente croniqueta. Outra poderia ser a relativa à experiência que tive quando fiz os “Berberes do Toubkal”, integrado numa caravana de caminheiros que, em 8 dias, percorreu 140 quilómetros nas montanhas do Atlas. O jovem guia era berbere mas expressava-se em bom francês. Ao comentar os ingredientes do almoço esqueci-me do termo “aubergine” e escapou-me “beringela”. Não houve problema pois o guia de imediato entendeu. Afinal a palavra portuguesa era igual à do seu idioma. Mas chega de conversa fiada!

A beringela, cujo nome científico é Solanum melongena, pertence à família das Solanaceae e ao contrário de outras solanáceas conhecidas, como o tomate, a batata e o pimento, não proveio das américas. É originária da Índia e entrou na Europa trazida pelos árabes no século XIII. Os europeus, a princípio, olharam-na com desconfiança. Como se sabe, todas as solanáceas possuem elementos tóxicos e algumas são mesmo mortais. Os italianos chamaram-lhe “melanzana” que significa maçã malquista, mas pouco a pouco, após muitas hibridações, das centenas de variedades espontâneas, logrou-se alcançar espécies comestíveis com baixo teor em solaninae solasonina (as tais substâncias tóxicas) e o consumo da beringela como alimento, popularizou-se. 


A planta possui caule ereto, ramificado e peludo podendo atingir 1 metro de altura. As folhas, oblongas ou ovadas, são ásperas. As flores, hermafroditas, com cinco pétalas brancas ou violáceas, apresentam-se solitárias. Mas o que mais nos interessa são os frutos. Eles são grandes com pele lisa e brilhante podendo ter várias configurações, se bem que as mais frequentes sejam as ovoides ou piriformes. A sua cor pode ser roxa, negra, amarela, branca (nos EUA chamam-lhe “eggplant”) ou até vermelha, como a que vimos na Itália. A polpa tem textura esponjosa.
Eggplant production map FAOSTAT 2014.png
By Horticulturalist RJ – Own workCC BY-SA 4.0Link
Produção de berinjela em 2013 por país

Os maiores produtores mundiais são a China e a Índia com 85% das quantidades obtidas em todo o mundo. Na Europa, com exceção da Itália e da Espanha, a sua produção e consumo são ainda incipientes. Em Portugal era praticamente desconhecida há meio século. Ainda me lembro bem quando vi beringelas pela primeira vez. 

A beringela gosta de calor e luminosidade mas detesta regas abundantes quando está a florir. Possui vitamina C, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, potássio, magnésio e selénio. É rica em fibras solúveis e integra alguns alcaloides.
Embora ainda não suficientemente estudada no tocante aos seus poderes medicinais, atribuem-lhe virtudes como a de ser digestiva, nutritiva, laxante e antioxidante. Reduz as taxas do colesterol e atua nos problemas de artrite, gota, reumatismo e diabetes. Externamente, em cataplasma, atenua os efeitos das queimaduras solares. 
No entanto, é na gastronomia que a beringela atinge maior projeção. O seu sabor em refogados, “ratatouilles”, lasanhas, frita, panada ou assada às rodelas, é único, contribuindo para dilatar a paleta de paladares dos vários pratos cozinhados. O “caviar” de beringelas, confecionado com as ditas assadas, tomate, cebola e ervas aromáticas forma uma pasta muito apreciada que substitui com vantagens económicas, e não só, as ovas de esturjão.
A terminar, adverte-se que jamais se deve consumi-la crua, porque o seu gosto é amargo e retém maior índice de alcaloides. 

Miguel Boieiro

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O dia Internacional do Vinho do Porto, a sua história e duas receitas!

DIA INTERNACIONAL DO VINHO DO PORTO
Será durante o dia de amanhã, 27 de janeiro, que se assinalará o intitulado Dia Internacional do Vinho do Porto!

Mas esta data já fora criada em 2012 pelo Center for Wine Origins, uma instituição dos Estados Unidos da América, da qual o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) faz parte.

Já agora, a chamada “Região demarcada do Douro” engloba cerca de 250 mil hectares, onde 44 mil são compostos por vinhas e 32 mil estão autorizados a produzir vinho do Porto; em terra de socalcos existem mais de 100 castas aptas à produção.

E se a região é demarcada há mais de 260 anos, a produção na região é já milenar, antecedendo a ocupação romana, somando já cerca de 65 mil pessoas envolvidas na produção deste tipo de vinho.

Por outro lado, o Douro é considerado Património da Humanidade pela UNESCO como “paisagem cultural evolutiva e viva”, estando dividido em três sub-regiões (Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior).

Alguns factos sobre o vinho do Porto:

– 85% da produção deste vinho é para exportação (7,5 milhões de caixas por ano).
– 20% das exportações destinam-se a França.
– França, Portugal, Reino Unido, Holanda, Bélgica e EUA são os países que mais consomem esta bebida.
– O vinho do Porto está presente em cerca de 120 mercados.
– As vendas do vinho do Porto rendem 365,4 milhões de euros (em 2013).
– O nível de álcool deste vinho varia entre 16,5% (branco leve seco) e 22%.
– Existem quatro estilos de vinho do Porto: Tawny (envelhecido em pipa), Ruby (envelhecido em garrafa), Branco e Rosé.
– EUA, Argentina, África do Sul ou Austrália são alguns países que produzem imitações do vinho do Porto.

A HISTÓRIA DO VINHO DO PORTO

Quanto à sua história, o Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto, sendo Régua e Pinhão os principais centros de produção e S. João da Pesqueira o concelho com maior produção de vinho do Porto a nível nacional.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como “vinho do Porto” a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade: Vila Nova de Gaia é então o local com maior concentração de álcool por metro quadrado do mundo!

Porém, a “descoberta” do vinho do Porto é polémica, já que uma das versões, defendida pelos produtores da Inglaterra, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. 

Por outro lado, o processo que caracteriza a obtenção do precioso néctar era já conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses, pois já, por causa das época dos Descobrimentos, o vinho era armazenado desta forma para se conservar durante todo o tempo das viagens. 

Portanto, a diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas e a empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.

O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). 

Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

Acrescente-se ainda que o vinho do Porto que envelhece até três anos é considerado standard, pertencendo a categorias especiais, quer porque as uvas que lhe deram origem são de melhor qualidade, quer por terem sido produzidos num ano excepcionalmente bom em termos atmosféricos. 
Assim, entre as categorias especiais, é comum encontrar os Reserva, os LBV, os Tawnies envelhecidos e os Vintage, e, menos regularmente, os Colheita.

Para terminar, nos primórdios da história do comércio do vinho do Porto, os ingleses eram das famílias mais influentes no negócio, uma vez que o mercado inglês era o maior consumidor mundial do famoso néctar português. 
Com o passar dos anos outras nacionalidades — tais como holandeses, alemães e escoceses — prevaleceram igualmente no comércio deste produto português. 
As principais casas portuguesas eram a casa Ferreira — detida por D. Antónia Ferreira —, Ramos Pinto e a Real Companhia Velha.

RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE: Entrecosto carnudo com batatas no forno

Ingredientes:

  • azeite, sal e folhas alecrim q. b.
  • 1 cebola grande cortada às rodelas
  • 6 alhos esmagados
  • 6 folhas de louro
  • 1 peça de entrecosto carnudo
  • 4 colheres de sopa de massa de pimentão
  • 4 colheres de sopa de margarina
  • 4 colheres de sopa de polpa de tomate
  • 1 cálice de vinho do Porto
  • batatas pequenas cortadas aos quartos para 4 pessoas

Confeção:

  1. cobrir o tabuleiro de barro com o azeite, a camada de cebola cortada às rodelas, os alhos esmagados e as folhas de louro
  2. colocar, por cima, a peça de entrecosto carnudo envolvida em: massa de pimentão, polpa de tomate, vinho Porto, folhas de alecrim e sal q. b.
  3. entretanto devem-se dar alguns golpes na própria carne, acrescentando mais uns pedaços de folhas de louro, bem como pedaços de margarina
  4. distribuir as batatas envolta da peça de carne
  5. ligar o forno a 180ºC, tendo a preocupação de ir virando a peça de carne, bem como as batatas 

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Maçãs assadas no forno

Ingredientes:
  • 6 maçãs vermelhas
  • 6 paus de canela
  • açúcar amarelo q. b.
  • 1 cálice de vinho do Porto 

Confeção:

  1. Lavar as maçãs, para depois, com a ajuda de algum instrumento próprio para o efeito, retirar a parte central (pedúnculo e caroços), criando um tubo oco no meio de cada uma delas
  2. Colocar as maçãs num tabuleiro para ir ao forno, polvilhando em seguida com açúcar a gosto, para além de introduzir um pau de canela no meio de cada uma
  3. Salpicar o tabuleiro com o vinho do porto, levando depois tudo ao forno pré-aquecido a 180.ºC, cerca de 1h

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

ANÚNCIO: Nova Rubrica aqui no meu Blogue Cozinha Com Rosto!

Desta vez, vou anunciar algo novo no meu Blogue Cozinha Com Rosto: a inclusão de alguns textos da autoria de Miguel Boieiroem continuação do tema “PLANTAS PARA CURAR E PARA COMER“, publicado aqui no passado dia 4 de dezembro de 2017!

Faça-se recordar que, Miguel Boieiro, sendo autor dos livros “Plantas para curar e para comer” e “As plantas, nossas irmãs, bem como de vários artigos sobre botânica, viagens e administração local, para além do facto de ser formado em Contabilidade e Administração, e de já ter sido Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, da Assembleia Municipal de Alcochete e da Assembleia municipal do Seixal, exerce atualmente o cargo de Diretor na Sociedade Portuguesa de Naturalogia (SPN).

De facto, tal como se pode ler logo ao início do Prefácio do seu livro Plantas para curar e para comer“, o cozinheiro faz medicina sem o saber (Nicholas Culpeper), donde a curiosidade e a vontade de saber mais sobre o nosso próprio desenvolvimento físico, emocional, mental e espiritual, através do Naturismo, me levou recentemente ao facto de também me tornar sócia da mesma, podendo usufruir-se por exemplo de:


– Almoçar no refeitório vegetariano;

– Participar em várias actividades como: yoga, relaxamento e meditação, chi kung, mentalismo, pintura, introdução ao Esperanto, iniciação ao Latim, entre muitas outras;

– Consultar a Biblioteca dedicada a temas como: naturismo, vegetarianismo, terapias naturais, saúde, auto-cura, alimentação e nutrição, forma física, agricultura e jardinagem, filosofia, psicologia e sociologia. 

– Consultas de homeopatia, de naturopatia, de saúde integral e ortomolecular, de astrologia;

– Massagens: shiatsu, terapêutica, drenagem linfática, desportiva, relaxamento muscular, ayurvédica;

– Terapias naturais: reflexologia, acupunctura, cura quântica;

– Passeios pedestres e passeios culturais;

– Conferências, palestras e tertúlias.

 

Desta forma, vamos então dar início ao primeiro texto desta série, agradecendo, desde já, a Miguel Boieiro, toda a atenção e a amabilidade com que fui recebida na dignificada instituição SPN, contando já com 105 anos de história, mas também por permitir-me partilhar convosco, um pouco dos seus vastos conhecimentos, numa área em que ainda há tanto por descobrir!

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 1 – Inula MarítimaInule fausse criste.jpg
Inule fausse criste: Limbarda crithmoides syn. Inula crithmoides à Belle-Île-en-Mer
Por Patrice78500Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, Hiperligação
Revestiu-se de grande sucesso o 1º Festisal, certame organizado pela Fundação das Salinas do Samouco no passado mês de julho. Participaram entusiasticamente cerca de seis centenas de pessoas de todas as idades. A iniciativa, plenamente integrada na filosofia eco ambiental, visou, entre outros objetivos, sensibilizar a população para o potencial educativo, científico e lúdico contido num espaço de quase 400 hectares que ficou denominado Salinas do Samouco, embora mais de 80% do território se situe na freguesia de Alcochete. A 1º Festisal, englobou um leque diversificado de atividades: rapação de sal, recriações históricas, artesanato, venda de produtos regionais, observação de aves, gastronomia, fornos solares, projeção de filmes, exposições, palestras temáticas, etc.

Neste âmbito, despertou enorme interesse o “showcooking” dirigido pelo “Chef” António Sequeira com demonstrações culinárias e respetivas degustações (talvez o mais cativante para quem busca experiências de novos sabores) efetuadas com plantas halófitas das salinas. A este escriba foi solicitado que, na véspera, colhesse folhas de salgadeiras, salicórnias, sarcocórnias, gramatas e inulas, o que foi efetuado com prazer para que tudo corresse a contento. Refira-se que as citadas plantas são todas elas edíveis, embora ainda não estejam integradas na gastronomia portuguesa tradicional. Apenas a salicórnia começa agora a ser popularizada como produto “gourmet” (Ver alusão no meu livro “Plantas para Curar e para Comer”).

Aproveitamos a ocasião para investigar sobre as propriedades gustativas da inula com que o “Chef” preparou um acepipe de camarinhas (pequenos camarões). A inula marítima, para além de ser uma planta salgada, tem sabor forte e característico o que confere identidade própria a qualquer prato.

Campana-da-praia (Inula crithmoides) em frutificação.

Campana-da-praia (Inula crithmoides) em floração.

 

Há várias plantas designadas por inula, mas falo-vos da Inula crithmoides, de seu nome científico, espécie da aristocrática família das compostas ou Asteraceae. Trata-se de uma planta perene, simples, glabra, ramosa e ascendente que pode atingir 8 dm de altura. As suas folhas são carnudas, estreitas, quase lineares, sésseis e alternas. Os caules são lenhosos e um pouco torcidos na base. As flores, agrupadas em capítulos, apresentam-se de amarelo dourado com pétalas estreitas e brácteas imbricadas em várias filas. São hermafroditas e surgem de maio a setembro. As sementes, de 2 a 3 mm, formam aquénios angulosos hirsutos e pubescentes.

A inula não suporta a sombra, adorando o calor. Prefere solos ligeiramente ácidos, formando tufos e pode ser encontrada em orlas de sapais, muros de salinas, esteiros e mesmo em esporões rochosos e arribas litorais, como recentemente vimos em Peniche, a caminho do Cabo Carvoeiro. 

Dos compêndios consultados apenas encontrámos menção da Inula crithmoides em “Elementos da Flora Aromática” de Aloísio Fernandes Costa, edição de 1975 da Junta de Investigações Científicas do Ultramar, referindo que “por destilação das folhas se separa uma essência da qual predominam, particularmente, hidrocarbonetos”. A mesma obra regista ainda outras duas inulas com essências, nomeadamente a viscosa e a graveolens. Inula helenium Prague 2011 1.jpg

Espécimes de Inula helenium (Praga, República Checa).
Por KareljObra do próprio, CC BY-SA 3.0, Hiperligação
No entanto, a inula mais consagrada como planta medicinal, descrita em variados livros de fitoterapia, é a Inula helenium de que se aproveita a raiz. Trata-se de uma erva de folha larga, bem mais alta do que a crithmoides e tem aplicações no tratamento de bronquites, tosses e problemas estomacais.

Quanto à nossa inula marítima há a destacar, para além das suas essências ainda não devidamente estudadas, o teor em cloreto de sódio e quiçá em cloreto de potássio, sendo portanto ideal para temperos em substituição do sal-das-cozinhas e, desta forma, aconselhada para quem sofre de hipertensão. As folhas jovens podem ser consumidas cruas, cozidas, em picles e como condimento.

Avançando nas minhas experimentações, procedi à secagem da planta em forno solar e pulverizei as respetivas folhas que casam bem com saladas e cozinhados. E eis assim como se pode aproveitar mais um recurso disponível e gratuito (por enquanto) no nosso País, cuja utilização enriquece os preparados culinários e beneficia a nossa saúde.

Inula helenium Prague 2011 2.jpg
Flores de Inula helenium.

Por KareljObra do próprio, CC BY-SA 3.0, Hiperligação

Miguel Boieiro

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Be Happy!!

Ainda sobre o dia de ontem, 18 de janeiro, o Dia Internacional do Riso, neste dia procura-se chamar à atenção para a importância de rir, pois o riso é um comportamento humano que traz muitos benefícios ao nível do nosso bem-estar físico e mental, como por exemplo e de acordo com www.calendarr.com

– Redução do stress
– Queima de calorias
– Melhoria da qualidade de sono
– Fortalecimento abdominal
– Combate ao surgimento de rugas
– Melhor circulação sanguínea
– Melhor respiração
– Melhoria da digestão
– Fortalecimento do sistema imunológico
– Estímulo da criatividade
– Criação de laços com outras pessoas

Por outro lado, tal como também se pode ler no texto Rir é o melhor remédio, da autoria de Fernando Ilharco, datado de 30 de julho de 2017, em http://www.cmjornal.pt:
 Não é intuitivo, mas a origem do riso é alimentação. Sentimo-nos bem quando rimos e sentimo-nos bem quando comemos. São milhões de anos de evolução, de processos complexos, e o riso assenta de facto nos mesmos processos corporais que a alimentação.” 

E ainda, tal como está igualmente escrito no livro Amar, rir e comer: E outros segredos de longevidade do povo mais saudável do planeta, por Dr. John Tickell, da editora Valentina, onde “conta o segredo da vida longa: MODERAÇÃO. Moderação em tudo, exceto no amor, no riso, no peixe e nos vegetais, claro”: 

“Uma boa comida é uma das grandes alegrias da vida. Dignifica reuniões de família e todo tipo de encontros e celebrações.”

A intitulada Terapia do Riso, apesar de milenar no oriente, no ocidente existe como método terapêutico desde a década de 60, com o relato de reversão de uma violenta doença degenerativa, do jornalista americano Norman Cousin, que se auto-medicou com a Terapia do Riso.

Depois disso, o americano Hunter Adams, conhecido como Patch Adams já implantava o método em hospitais e escolas desde a sua época de estudante. Era comum vê-lo atender seus pacientes com nariz vermelho ou peruca de palhaço:
Cientificamente, o riso pode ser considerado como um grande estimulador da cura. O riso e as gargalhadas são responsáveis por mandarem uma ordem para o cérebro, através do hipotálamo, para sintetizar uma família de substâncias chamadas de endorfinas, mais precisamente as betas endorfinas. Essas substâncias, que são produzidas nos momentos de bom humor e conseqüentemente do riso, são analgésicas, similares às morfinas, mas com potência cem vezes maior.
 
Já agora, existem diferentes variáveis quanto ao aparecimento da cárie e das doenças nas gengivas, sendo os cuidados básicos de higiene oral e a alimentação os mais importantes!

E para além da necessidade de ir ao seu médico dentista mais ou menos entre cada 6 meses, a dieta adequada para manter a saúde dos seus dentes e gengivas deverá ser baseada em: 
 
– alimentos ricos em fibras, pois a mastigação de alimentos com alto teor de fibras promove a autolimpeza dos dentes, evitando a formação da placa bacteriana
– alternativas ao tradicional leite de vaca, tais como sardinha em lata, semente de gergelim e de linhaça, laranja e legumes de tonalidade verde escura; 
– bastante água, também sob a forma de sumos ou chás, por manter os níveis corretos dos minerais no organismo, estimulando a salivação e ajudando na manutenção e limpeza de toda a boca e dentes;
– níveis equilibrados de vitamina C, existindo nos citrinos, morangos, kiwi, bróculos, tomate e pimentos amarelos, não devendo ser ultrapassar, sob pena de desmineralizar os dentes, enfraquecendo-os.
– alimentos com vitamina D, existente no óleo de fígado de bacalhau, na gema do ovo, ostras, sumo de laranja, atum e sardinha enlatados, cogumelos, salmão, etc, para além da necessidade de apanhar banhos de sol.
Desta forma ficamos definitivamente preparados para «fugir» ao verdadeiro stress e ansiedade, faltando só quase aprender a controlar melhor os nossos próprios pensamentos negativos e incluir a atividade física na nossa vida quotidiana, para além de uma boa seleção de alimentos ao longo do dia!
 
E sendo este o ponto de partida para se conseguir gerar um certo metabolismo mais salutar em nós, onde predomine sobretudo o equilíbrio e a sensatez das nossas ações e reações perante os outros, logo está na hora de preencher a sua dieta com algo que seja capaz de estimular o bom funcionamento do sistema nervoso, desintoxicar o fígado e intestinos, ou seja, acabar de vez com aquela irritação precoce e mandar embora a tristeza que há em si!

Valorize-se então e tenha uma boa cumplicidade para com os alimentos que facilitem exatamente a limpeza das impurezas do seu próprio organismo, como por exemplo no caso da adrenalina que causa stress e ansiedade, ou dos cortisóis que causam melancolia e depressão.
 
E cuidado com o exagero na toma de certos alimentos, podendo gerar igualmente desequilíbrios hormonais que desencadeiem o seu mau humor e a sua falta de empenho no geral!
 
Idealmente devem serem escolhidos os da estação em que nos encontramos, para além de que devem ser consumidos crus, ou pelo menos confecionados da forma mais simples e natural possível, uma vez que muitos deles perderão as suas propriedades funcionais, sendo ainda preferível os de origem biológica!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Unboxing Canon EOS 77D

Ora sejam muito bem vindos ao meu blogue Cozinha Com Rosto, seja no caso de ser a primeira vez ou não que aqui venham pesquisar sobre alguma coisa, como por exemplo: aquela receita culinária que mais vos apetece provar, aquela máquina de cozinha que mais vos dava jeito ter na cozinha, aquele livro de cozinha que só de olhar vos inspira…
 
Pois bem, desta vez vou mostrar-vos que máquina fotográfica é que afinal decidi comprar recentemente, se bem que, por pouco, eu não era mais uma daquelas clientes extremamente desapontadas com a Amazon, no sentido de ter feito uma encomenda num dia e mais tarde ter sido necessário reclamar, devido àquele enorme problema de atrasos nas compras online, gerados aquando da passada época do Natal!
 
É que, tanto quanto eu sei, a transportadora em causa não conseguia, de maneira alguma, dar vazão ao pico de pedidos vindos de Portugal, tal como mostra a notícia presente no link abaixo, donde extraí o seguinte parágrafo: “No início de novembro, a Amazon tinha anunciado portes de envio grátis para Portugal em encomendas a partir da empresa de Espanha, desde que essas atingissem determinado valor. O comunicado provocou uma avalanche de pedidos e a SEUR, uma das transportadoras que entrega os produtos viu-se sem mãos a medir.”

Mas lá me decidi dirigir antes presencialmente a uma certa loja Worten em Lisboa, de forma a tirar também melhor partido dos modelos expostos ao nível de máquinas fotográficas DSLR, comparando e testando, ao mesmo tempo que ía analisando até que ponto é que determinado equipamento seria capaz de dar um impulso renovado às minhas fotografias e vídeos que por aqui vou publicando, bem como através do meu canal Youtube Cozinha Com Rosto, entre outras redes sociais.

Seguindo-se a mesma ordem de ideias, optei por comparar fundamentalmente modelos entre as marcas Nikon e Canon, já que, por um lado, a primeira máquina fotográfica propriamente dita, escolhida por mim acerca de 1 ano, fora a Nikon COOLPIX L840, tal como podem recordar no Unboxing realizado na altura, e, por outro, devido ao facto de ter feito várias pesquisas pela Internet ao longo de várias semanas, donde retirei algumas conclusões importantes mediante o tipo de trabalhos que a partir de agora tencionava começar a desenvolver, sem esquecer de ir ao encontro das seguintes questões:
 
– Qual o meu orçamento disponível?
– Qual a qualidade da objetiva incluída no kit?
– Que outro tipo de acessórios poderão adquirir-se no futuro?
– Para que fim se destinará a máquina?
– Que características ergonómicas deverão salientar-se?
– Que sensor(es) detém?
– Qual a importância do visor?
– Qual a sua fonte de alimentação?
– Quais os sistemas de armazenamento envolvidos?
– Que tipos de Interface/Sotware/aplicações possíveis interessam mais?
– Que outros tipos de funcionalidades e/ou aspetos técnicos deverão estar incluídos?

Só sei que saíra bastante satisfeita daquela loja, com a referida aquisição, como se de uma prenda se tratasse para mim própria a poucos dias do Natal, e em promoção, do Kit CANON EOS 77D + EF – S18 – 55 F4 – 5.6 IS STMpelo valor de 889,99€!

Conteúdo presente na caixa demonstrada nos vídeos:

– Corpo da câmara digital EOS 77D; 
– Ocular EF;
– Tampa da câmara R-F-3; 
– Correia larga EW-100DBV;
– Carregador de bateria LC-E17E; 
– Bateria LP-E17; 
– Cabo de alimentação; 
– Kit de manual de utilizador;
– Objetiva Canon EF-S 18-55mm f/4-5.6 IS STM

Algumas características técnicas:

– 24,2 megapixels; 
– DIGIC 7;
– 45 pontos AF; 
– Dual Pixel CMOS AF;
– Vídeo em Full HD; 
– IS de 5 eixos;
– Wi-Fi e NFC; 
– Bluetooth®

Dimensões (L x A x P): 131,0 x 99,9 x 76,2 mm

Peso (incluindo bateria e cartão): cerca de 540 g

E desde logo comecei a planear mais um Unboxing, desta vez dividido em Parte 1 e Parte 2, tal como podem assistir neste texto, tendo recorrido aos seguintes equipamentos tecnológicos e editores de fotografia e de vídeo:

– captação de fotografia: Nikon COOLPIX L840
– gravação de vídeo: One Plus 3 DJI Osmo Mobile
– edição de fotografia: Digital Photo Professional 4 + Photoshop Online
– edição de vídeo: OpenShot Video Editor

Quero-vos também contar que a primeira grande experiência realizada em casa, em modo “estúdio de fotografia”, fora a propósito da construção do texto Dia de Aniversário do Blogue Cozinha Com Rosto: 6 de janeiro, para o qual ainda juntei os seguintes materiais:

– lâmpadas LED ​​E27 1000 lúmens com 4000K e 5000K de temperaturas de cor, adquiridas na loja IKEA.
– Kit Tripé MANFROTTO Befree, adquirido na loja Worten
– 64gb SanDisk Ultra Micro SD SDXC Cartão de Memória Uhs-i 100mb / s Classe 10, adquiriso na loja Worten

 Já agora, por acaso sabiam que o nome Canon provém de “Kwanon“, a deusa budista da Misericórdia?
 
Pois é, para além do facto de continuar bastante agradada com a máquina fotográfica em questão, ainda juntei ao meu lema “nós somos o que comemos“, já dizia Hipócrates, o pai da medicina há mais de 2500 anos, o seguinte slogan europeu da marca CanonYou Can (Tu consegues)!
 
De facto, é preciso deixar-nos inspirar, encorajando outros a atingir hoje metas que amanhã deixarão de ser intransponíveis! 
Na verdade, tal como está escrito no site Wikipédia:
 
– A Canon (キヤノン株式会社?) (Kyanon Kabushiki gaisha) é uma empresa multinacional japonesa que desenvolve e fabrica produtos como câmaras fotográficas, câmaras de vídeo, faxes, fotocopiadoras, scanneres, impressoras, sistemas de imagem, equipamentos ópticos para indústria de semicondutores, lentes profissionais para sistemas de envio de imagens, entre outros.
– O produto original da companhia, a câmera “Kwanon”, foi escolhido como uma homenagem à deusa budista da piedade absoluta, Kuan Yin.
– O nome original era Seikikōgaku kenkyūsho. Depois modificado para “Canon”. Escolhido por ter um som semelhante ao nome do primeiro produto, e pelo significado de “Kwanon” implicar em precisão, no que a empresa desejava associar.
– Fundada em 1934, em Tokyo, Japão, criada por Takeshi Mitarai, com os funcionários da empresa (ainda pequena), o Laboratório de Instrumentos de Precisão (SKK) foi constituído em 1933 para especializar as câmeras fotográficas para melhorem suas qualidades, sendo importadas a alto preço pelos países distintos. O primeiro produto da empresa foi fabricado ainda quando a se chamava Kwanon, nome da antiga deusa da Ásia, e mais tarde a empresa foi se chamar Canon, traduzido pelos Webster’s como “padrão de comparações”, por causa da ambição de a empresa chegar ao padrão chamado de Alta Tecnologia.
Apresentem-se de seguida algumas notas não menos importantes a ver com o amplo reconhecimento da marca Canon:
 
– A Canon foi galardoada com o prémio Marca de Câmaras de Confiança (Most Trusted Camera Brand) da Reader’s Digest, na Europa, durante 11 anos consecutivos. 
– A Canon ficou classificada em 33.º entre As Melhores Marcas Globais (Best Global Brands) da Business Week 
– A Canon ficou classificada em 3.º lugar entre As Melhores Marcas Globais (Best Global Brands) da Interbrand, no Japão. 
– A Canon ficou classificada na 5.º posição da lista World’s Most Admired Companies 2011 Industry da revista Fortune (categoria “Computadores”).

E assim finalizo este texto, agradecendo a todos os que chegaram a este último parágrafo, desejando sinceramente que tenham ficado tanto ou mais inspiramos como eu, com mais vontade ainda para conseguir realizar todas as vossas resoluções para este ano de 2018, pois eu já comecei!
Até ao próximo texto!…

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Ano Novo Ortodoxo + Receita de KUTYA

O Velho Ano Novo celebra-se a 13 de janeiro em 2017, sendo comemorado pelos cristãos ortodoxos treze dias depois do Ano Novo do calendário gregoriano.

O dia marca o fim do velho (anterior) ano e a chegada do Ano Novo pelo calendário juliano, que antecede historicamente o calendário gregoriano.

Como a diferença do calendário juliano para o gregoriano é de 13 dias nos séculos XX a XXI, a data comemora-se a 13 de janeiro. Contudo, a diferença entre os dois calendários aumenta um dia a cada século, sempre que o número de centenas do ano não é um múltiplo de quatro. Assim a partir de 2101 a data comemorar-se-à a 14 de janeiro.

A noite de 13 de janeiro para dia 14, correspondente à chegada do Ano Novo pelo calendário juliano, é celebrada em países como a Rússia, Geórgia, Bielorrússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Azerbaijão, Moldávia, Ucrânia, Sérvia, Macedónia, Montenegro, Bósnia Herzegovina, Gales e Suíça.

Algumas notas importantes:

  • As Igrejas Ortodoxas Russas realizam serviços religiosos, sendo conhecidos por oferecer jantares e danças para comemorar o feriado ao servirem: almôndegas de carne, salada de beterraba, cogumelos em conserva, tomates, pepinos e vodka.
  • Os sérvios ortodoxos também celebram o Velho Ano Novo, também conhecido por Ano Novo Sérvio, realizando missa e serviços, que são acompanhados com bebidas, jantar e danças.
  • Os macedónios também celebram o Velho Ano Novo com comida tradicional, música folclórica e visitas à familiares e amigos.
  • Muitos russos aproveitam para incluir o Ano Novo Ortodoxo na temporada de festas, celebrando o Natal e o Ano Novo duas vezes: 25 de dezembro e 1º de janeiro, 7 de janeiro e 14 de Janeiro, fazendo passeios e visitando amigos e familiares.
  • Um dos mais importantes pratos russos durante esse dia é o Kutya, um mingau feito com feijão, mel e sementes de papoula, simbolizando esperança, felicidade e sucesso.
  • O filme Dr. Zhivago (1965) reflete algumas das grandes festas feitas pouco antes da Revolução Russa, sendo ele baseado na novela, de 1957, com o mesmo nome, de Boris Pasternak.
  • Em 1973, o dramaturgo Mikhail Roschin escreveu um drama-comédia intitulado O Velho Ano Novo, apresentado nos cenários de teatro locais durante vários anos.

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACK: Kutya

Ingredientes:

  • 2 chávenas de chá de trigo
  • 3 a 4 chávenas de chá de água
  • 1 chávena de chá de sementes de papoila
  • 1/3 de chávena de chá de mel
  • 2/3 de chávena de chá de açúcar
  • 1/2 chávena de chá de água quente
  • 1/2 chávena de chá de nozes picadas ou amêndoas

Confeção:

  1. Lavar o trigo em água fria e deixar empapar durante a noite nas 3 a 4 chávenas de água.
  2. No dia seguinte, ferver a água durante 4 a 5 horas, mexendo sempre.
  3. O trigo estará pronto quando os núcleos abrirem, sendo o fluido espesso e cremoso.
  4. Passar as sementes da papoila por um multiprocessador.
  5. Misturar mel, açúcar e água quente.
  6. Antes de servir, acrescentar a mistura de mel, a semente de papoila, as nozes picadas e o trigo. 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dia de Aniversário do Blogue Cozinha Com Rosto: 6 de janeiro!

E eis então aqui o dia tão esperado a ver com a comemoração do 1.º aniversário do meu Blogue!
 
Ao mesmo tempo achara por bem também começar a tratar de fazer por aqui algum tipo de alterações, no sentido de melhorar a apresentação dos meus textos, sobretudo pela preocupação em vos mostrar o quão importante é sabermos olhar e sentir, já que a fotografia, tal como qualquer outra arte, onde se inclui o próprio ato de cozinhar alimentos, tem que ser exercitada e feita com muito amor e paciência.
 
E independentemente do facto de ter decidido adquirir recentemente uma máquina fotográfica com a possibilidade de, por exemplo, controlo manual, permitindo-me obter outro tipo de resultados, todos nós sabemos que não existe aquela “fotografia perfeita”!
Cada vez mais, a fotografia tem de ser prática e dinâmica, tal como tudo na vida, não será o desejável?
E todo este projeto denominado de Cozinha Com Rosto, outrora denominado por MRKitchen somente ao nível da rede social do Facebook, começara com uma grande vontade e singela convicção no meu pensamento: partilhar o que e como somos, para além do porquê e o para quê de tudo o que nós representamos.

Por isso, muito obrigada a todos e a todas quanto me seguem neste mesmo ideal, porque em boa verdade vos digo: este propósito só faz sentido convosco! 
Na minha opinião, a cozinha e a gastronomia são aspetos da nossa vida que não podem ser simplesmente considerados como uma “soma de comidas e alimentos tradicionais”, urge serem de facto constituídos por um conjunto de elementos melhor definidos e incorporados no decurso da história, através das mais diferentes áreas do conhecimento. 
Por outro lado, a alimentação é uma necessidade indiscutivelmente biológica, logo uma condição para a nossa própria sobrevivência; contudo, as principais práticas alimentares para se obterem os melhores produtos à maior velocidade e menor custo possível, por exemplo, influenciam demasiadamente os nossos recursos e demais hábitos e costumes no dia-a-dia.
 
Compreenda-se, portanto, que o ato de comer é algo intrinsecamente sociocultutal, construído pela sociedade em si e em algum tempo histórico, portanto irrepetível! 
Era ainda muito cedo quando depressa me levantara, pois estaria tremendamente ansiosa por que este dia chegasse e não mais terminasse! 
Só me lembro de ter tomado o meu singelo pequeno-almoço, ainda que constituído por uma apetitosa bebida de aveia com sabor a café, devidamente acompanhada por umas belas fatias de pão com sementes torradas com mel…

Desde logo preparei o meu melhor cenário a fim de receber o meu melhor presente, o bolo de aniversário, para além de um certo número de Macarons de Framboesa e Limão, tendo sido tudo encomendado com a necessária antecedência na Pastelaria e Confeitaria Maison Collet, situada na Rua Pulido Valente, nº9/9A/9B, em Odivelas.

E ainda saíra de casa à procura de adquirir os melhores botões de rosa, com a preciosa ajuda da Florista Mariazinha, especialista em trabalhos com flores e com entregas ao domicílio, por sua vez situada no Quiosque da rua Antero de Quental, igualmente em Odivelas.

Entretanto tratara de almoçar rapidamente, a fim de experimentar a manusear as minhas mais recentes aquisições através de uma loja Worten em Lisboa: uma máquina fotográfica DSLR CANON EOS 77D, juntamente com a Objetiva de zoom standard EF-S 18-55mm IS STM e o Tripé MANFROTTO Befree, assunto este que eu terei todo o gosto em aprofundar noutro texto, podendo e devendo ficar atentos!

E pronto, num só clik lá se aproximara o final de mais um dia muito cansativo, mas também muito enriquecedor e encorajador, encontrando-me cheia de vontade por me aperfeiçoar, à medida que se perfaçam muitos e longos anos relativamente àquele que já terminou!
 
Já agora, meus caros leitores e leitoras deste Blogue, atrevo-me a perguntar-vos o seguinte: o que mais almejam alcançar nos próximos anos, querem contar-me?

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O Dia de Reis e uma ementa especial para comemorar o fim dos festejos do Natal!

O Dia de Reis é celebrado anualmente a 6 de janeiro, sendo também conhecido como Festa da Epifania.
Efetivamente, esta celebração católica ainda está associada à tradição natalícia,que diz que três reis magos do Oriente, visitaram o Menino Jesus na noite de 5 para 6 de janeiro, depois de serem guiados por uma estrela. 
Os três reis magos chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar e levaram de presente ao Menino Jesus, ouro, incenso e mirra.

A tradição manda que neste dia a família se volte a reunir para celebrar o fim dos festejos de Natal, sendo costume comer-se na Noite de Reis: o bacalhau com batatas cozidas, o bolo-rei, o pão-de-ló, as rabanadas, os sonhos, entre outras iguarias de Natal.

É também o dia em que se cantam as Janeiras, cujo cântico das Janeiras começa no dia após o Natal e prolonga-se até ao Dia de Reis.
A tradição geral e mais acentuada, é que grupos de amigos ou vizinhos se juntem, com ou sem instrumentos (pandeireta, bombo, flauta, viola), para irem cantar de porta em porta pela vizinhança.
Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as janeiras (castanhas, nozes, maçãs, chouriço, morcela), para no fim da caminhada, o grupo dividir o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.


No dia seguinte, as famílias começam a retirar os enfeites de Natal que decoram as casas durante a época de Natal.
Na tradição espanhola, por exemplo, o Dia de Reis é celebrado por grande parte da população. É neste dia que as crianças recebem as prendas de Natal, pois, de acordo com a tradição cristã, são os reis magos que trazem as prendas para as crianças.

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACK:
  • Fatias de melão servido com presunto
  • Camarões com vinagrete de maçã verde
Ingredientes:
Camarões
  • gambas q. b
  • 150 ml de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher de sopa rasa de sal
  • 100 ml de sumo de limão
  • 1 colher de sopa de salsa picada
  • 1 colher de cebola picada
  • Pimenta do reino preta moída q. b.
  • 100 ml de vinho branco seco

Vinagrete

  • 2 maçãs verdes
  • 2 colheres de sopa de salsa picada
  • ½ chávena de cebolinho picado
  • 50 ml de vinagre balsâmico
  • 100 ml de azeite
  • Sal a gosto

Confeção:

  1. Numa tigela: temperar as gambas com sal, sumo de limão, pimenta do reino, cebola, salsa e ¼ do azeite, reservando por cerca de 20 minutos no frigorífico; começar a preparar o vinagrete, cortando as pêras em pedaços pequenos.
  2. Numa tigela: juntar os restantes ingredientes.
  3. Reservar no frigorífico antes de servir, corrigindo o sal e a pimenta do reino.
  4. Aquecer uma frigideira, para depois grelhar as gambas até dourarem.
  5. Na hora de servir, colocar os camarões em volta do prato fundo e espalhar o vinagrete no meio.
RECEITA NA CATEGORIA DE SOPA:
  • Creme de abóbora assada
Ingredientes:
  • 1 abóbora grande
  • 1 cebola
  • 4 dentes de alho
  • 1 alho francês cortado aos pedaços
  • 1 curgete descascada e corada aos pedaços
  • azeite e sal q. b.

Confeção: 

  1. Cortar a parte de cima da abóbora com uma faca afiada, para depois com as mãos retirar todas as sementes, bastando só raspar um pouco com uma colher
  2. Temperar o interior da abóbora com azeite, pimenta e sal, e logo de seguida levar a abóbora ao forno a 190ºC com a parte cortada virada para baixo cerca de 50 minutos
  3. Depois retira-se a polpa da referida abóbora, a fim de preparar o creme propriamente dito
  4. Colocar um tacho ao lume com um pouco de azeite, cebola picada e os dentes de alho, deixando refogar
  5. Mais tarde, juntar a polpa da abóbora com o alho francês e a curgete, mexendo tudo muito bem, para logo a seguir verter água a ferver até cobrir e deixar cozinhar
  6. Retirar do lume para passar tudo muito bem com a ajuda de uma varinha mágica
  7. Na hora de servir, levar o creme para a mesa dentro da própria casca da abóbora, decorando com um fio de azeite, bem como umas folhas de tomilho

RECEITA NA CATEGORIA DE BEBIDA: Sangria de champanhe rosé com frutos vermelhos

 (basta juntar q. b. de champanhe rosé, morangos, mirtilos e açúcar amarelo, para além de 1 pau de canela e 1 flor de anis, deixando repousar algum tempo antes de servir no frigorífico)

 RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE:

Risotto de gambas com presunto e cogumelos acompanhado de
Salada verde com frutos secos, alperce seco, sementes de girassol e queijo, tudo temperado com condimento balsâmico a gosto
  • Risotto de gambas com presunto e cogumelos
Ingredientes:
  • 200 g de cogumelos
  • 200 g de gambas
  • 1 chávena de chá de arroz para risotto
  • Azeite q.b.
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho picado 
  • 200 g de presunto em cubinhos
  • 1 cubo de caldo de Galinha
  • Queijo Parmesão q.b. em lascas
  • 50 g Manteiga
  • 1 chávena de chá de vinho branco
  • Sal e pimenta preta q.b.
Confeção:
  1. Levar ao lume um tacho com o cubo de caldo de galinha e cerca de 1 a 1,5 litros de água, deixando ferver e manter sempre quente.
  2. Num pouco deste mesmo caldo quente, dar uma fervura rápida aos cogumelos e às gambas, reservando tudo, juntando depois o caldo de ferver os cogumelos e as gambas ao caldo de galinha inicial.
  3. Noutro tacho: refogar a cebola com um pouco de azeite, juntar o dente de alho, deixar refogar mais um pouco e, por fim, o presunto.
  4. Deitar o arroz e mexer até ficar translúcido, para logo a seguir juntar o vinho branco e continuar a mexer até o vinho evaporar.
  5. Reduzir o lume e ir sempre juntando, aos poucos, o caldo de galinha quente até o arroz estar cozido; rectificar de sal e pimenta, para depois juntar os cogumelos e retirar do lume.
  6. Misturar a manteiga e as lascas de parmesão e mexer bem, para então servir rapidamente.
RECEITAS NA CATEGORIA DE SOBREMESA:
  • Sonhos de festa
Ingredientes:
Massa de sonhos:
  • 2,5 dl de água
  • 2 tiras de casca de laranja (só a parte vidrada)
  • 1 colher de café de sal
  • 75 g de Vaqueiro Líquida
  • 150 g de farinha
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 4 ovos tamanho M
  • óleo para fritar
Para a calda:
  • 250 g de açúcar
  • 1 dl de água
  • 1 dl de vinho do Porto
  • 1 estrela de anis
  • 1 pau de canela
Confeção:
  1. Levar a água ao lume com as cascas de laranja e o sal; quando começar a ferver, retirar as cascas de laranja, adicionar a manteiga e mexer até dissolver.
  2. Retirar do lume e juntar a farinha, previamente misturada com o fermento; mexer energicamente com uma colher de pau até a massa formar uma bola e se soltar das paredes do tacho.
  3. Mudar para a tigela da batedeira e deixar arrefecer um pouco; começar a preparar a calda: deitar todos os ingredientes num tacho, levar ao lume e deixar ferver suavemente durante 10 a 15 minutos.
  4. Assim que a massa estiver morna, ligar a batedeira e ir adicionando, um ovo de cada vez, à medida que a massa os for absorvendo.
  5. Aquecer o óleo numa fritadeira e deitar a massa em colheradas; ir picando os sonhos com um espeto de madeira para que cresçam e fiquem fofos; retirar os sonhos com uma escumadeira e deixar a escorrer sobre papel absorvente.
  6. Colocar os sonhos num prato fundo e regá-los com a calda preparada.
  • Bolo rei