segunda-feira, 27 de novembro de 2017

XIX Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais: PARTE 1

No passado sábado, dia 24 de novembro, eram cerca das 9h30 em Lisboa, quando peguei no carro rumo a Alcobaça, que é uma cidade portuguesa do distrito de Leiria, situada na província da Estremadura, região do Centro (Região das Beiras) e sub-região do Oeste, com cerca de 7000 habitantes no seu núcleo central. 

No entanto, a área urbana abrange cerca de 18000 habitantes distribuído pelas freguesias de Alcobaça e Vestiaria e por parte das freguesias de Aljubarrota, Maiorga, Évora de Alcobaça. Foi elevada ao estatuto de cidade em 1995, sendo célebre pela existência Real Abadia do Mosteiro de Alcobaça, da  monumento de enorme atração turística!

Já agora, acrescente-se ainda que Alcobaça também é sede de um município com 408,14 km² de área e 56 693 habitantes (2011), o segundo mais populoso da Comunidade Intermunicipal do Oeste e do distrito de Leiria, subdividido em 13 freguesias: o município é limitado a norte pelo município da Marinha Grande, a leste por Leiria, Porto de Mós e Rio Maior, a sudoeste pelas Caldas da Rainha e a oeste pela Nazaré (que rodeia por três lados), tendo dois troços de costa atlântica, a noroeste e sudoeste.

E sabendo que a cidade está localizada a 92 km a norte de Lisboa (124 km via A8, ou 110 km via IC2 / A1) e a 88 km a sudoeste de Coimbra (114 km via A8 / A17 / IC8 / A1, ou 105 km via IC2 / A1), decidi tomar a via A8, apesar de, infelizmente, o pavimento continuar a não se encontrar nas melhores condições em algumas zonas, ainda que existam portagens e a chuva ocorrida em alguns momentos tenha sido do tipo ligeira.

Atualmente, sabe-se que a cidade de Alcobaça crescera nos vales do rio Alcoa e do rio Baça, em que a área do actual concelho fora habitada pelos Romanos, mas a denominação ficou-lhe dos Árabes, cuja ocupação denota uma era de progresso a julgar pelos numerosos topónimos das terras adjacentes que os recordam, tais como Alcobaça, Alfeizerão, Aljubarrota ou Alpedriz!

Na verdade, quando Alcobaça fora reconquistada, a localidade tivera acesso ao mar através da grande Lagoa da Pederneira que atingia Cós, permitindo assim que navegassem embarcações em direção ao resto do País, todas repletas dos frutos mais deliciosos e produzidos na região graças à técnica introduzida pelos monges de Cister.

Ou seja, a 8 de Abril de 1153, Afonso Henriques doou as Terras de Alcobaça aos monges Cistercienses, mas com a obrigação de as arrotearem, tendo feito parte do vastíssimo território – Os Coutos de Alcobaça – que ia desde cerca de São Pedro de Moel a São Martinho do Porto e de Aljubarrota a Alvorninha, que por sua vez atingiu o seu máximo no reinado de D. Fernando I.

Os monges de Cister chegaram então a ser senhores de 14 vilas das quais 4 eram portos de mar (Alfeizerão, São Martinho do Porto, Pederneira e Paredes da Vitória), pois para além da sua actividade religiosa e cultural, uma vez que conseguiram ter acesso a aulas públicas desde 1269 de Humanidades, Lógica e Teologia, ensinavam ao mesmo tempo técnicas agrícolas, desenvolvendo uma acção colonizadora notável e perdurável no tempo!

Desta forma, foram colocadas em prática certas inovações agrícolas experimentadas noutros mosteiros, que graças às quais arroteavam as terras, secavam pauis, introduziam culturas adequadas a cada terreno e organizavam explorações ou quintas, a que chamavam granjas, criando praticamente a partir do nada uma região agrícola que se manteve até aos nossos dias como uma das mais produtivas de Portugal

Entretanto, em 1514, a cidade de Alcobaça recebera foral de D. Manuel I e em 1567, o mosteiro de Alcobaça separou-se de Cister, a casa-mãe em França, para se tornar cabeça da Congregação Portuguesa, por bula do Papa Pio V.

Em meados do século XVII, a maioria das terras já pertencia  aos habitantes das vilas e dos seus concelhos e em 1755; por causa do grande terramoto, Alcobaça fora destruída, sofrendo uma enorme inundação, em que o próprio marquês de Pombal impulsionara o município após essa tragédia.

Por toda esta história, graças à administração feita por parte dos monges cistercienses durante quase 700 anos, subsiste, ainda hoje, todo um conjunto de elementos arquitetónicos, sobretudo manuelinos, alguns pelourinhos e muitas casas rurais e anexos agrícolas, destinados a lagares de varas que depois nos séculos XVII e XIX foram amplamente utilizados para a extracção do azeite a partir dos olivais da Serra dos Candeeiros.

Alcobaça é, tal como todos os caríssimos leitores deste blogue devem saber, conhecida pelo seu mosteiro cisterciense, em torno do qual se desenvolveu a povoação, após o século XV. O mosteiro fora fundado por D. Afonso Henriques em 1148 e concluído em 1222 em estilo gótico. 

Durante a Idade Média, chegou mesmo a rivalizar com outras grandes abadias cistercienses da Europa; os coutos de Alcobaça constituíram um dos maiores domínios privados dentro do reino de Portugal, abarcando um dos concelhos vizinhos de Alcobaça, a Nazaré, e parte do de Caldas da Rainha, para além de possuir inúmeras terras adquiridas por escambo, emprazamento, aforamento ou arrendamento um pouco por todo o país.

Nos braços sul e norte do transepto da igreja do mosteiro, por exemplo, acham-se duas obras-primas da escultura gótica em Portugal: os túmulos dos eternos apaixonados, o rei D. Pedro (1357-1367) e D.Inês de Castro, sendo as melhores realizações escultórias da tumularia medieval portuguesa.

Sublinhe-se o facto do mosteiro de Alcobaça ser classificado pela UNESCO, em 1989, como sendo Património Mundial!

No que diz respeito às actividades de maior destaque económico no concelho são:
fruticultura, com destaque para a Maçã de Alcobaça e para a Pêra-rocha do Oeste; suinicultura; cerâmica de barro vermelho, faiança e cristalaria; indústria de moldes para plásticos; fabrico de cimento; turismo.

O prato típico da região de Alcobaça é o frango na púcara: um frango guisado aos pedaços com bastante molho de receita secreta, mas que inclui cebolinho, acompanhado de arroz branco e batatas fritas.
No campo da doçaria destaquem-se: trouxas de ovos; delícias de Frei João; Pudim de ovos do mosteiro de Alcobaça; pão-de-ló de Alfeizerão.

Portanto, mais uma vez decorreu, entre os passados dias 23 e 26 do presente mês, a denominada Mostra de Doçaria Conventual e Tradicional que, para além de Alcobaça, costuma contar com representações de todo o país e do estrangeiro, nomeadamente de Braga, Arouca, Louriçal, Alentejo, Galiza, Espanha e França.

O licor de ginja de Alcobaça é, sem dúvida, também muito apreciado pelos visitantes da cidade, tendo vindo a ser produzido desde 1930, tal como poderão verificar no meu próximo texto a publicar brevemente: XIX Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais: PARTE 2. 

Agora, no que respeita ao património museológico deste mesmo concelho, temosCasa-Museu Vieira Natividade, Museu do Vinho de Alcobaça, Museu Agrícola, Museu dos Coutos de Alcobaça, Museu da fábrica de cristal Atlantis, Museu Raul Bernarda, Museu Monográfico do Bárrio.

Para complementar, existe ainda a Rádio Cister (emissão em frequência modulada 95.5 MHz e online em www.cister.fm) e a Rádio Benedita FM (emissão em frequência modulada 88.1 MHz e online em www.beneditafm.pt), bem como o Projecto Cultural do Bazar das Monjas de Coz na freguesia de Cós, a Casa das Artes e o Cine – Teatro de Alcobaça – João d’Oliva Monteiro.

Em conclusão, tal como o próprio slogan do Portal do Munícipe de Alcobaça enuncia, “dê lugar ao Amor“, ou seja, Alcobaça, em primeiro lugar, é um romance vivo, tal como a própria Lusitana Paixão entre D. Pedro e D.Inês de Castro, sendo importante, na minha opinião, continuar a perpetuar esse seu testemunho vivo e permanente do grande amor que é o de cantar a uma só voz, ao mesmo tempo que se empreendem novas ideias e reúnem novas políticas, rumo a um desenvolvimento mais duradouro entre toda a Região do Oeste, logo tendo em vista um melhor envolvimento associativo capaz de enfrentar as mais diversas vicissitudes do dia a dia!

Para terminar e vos inspirar mais um pouco, apresento-vos, já de seguida, os seguintes alcobacenses famosos: Fernando dos Santos, matador de toiros; Frei António Brandão (1584-1637), historiador; Frei Fortunato de São Boaventura (1777-1844), polígrafo; Manuel Vieira de Natividade (1860-1918), arqueólogo; Virgínia Vitorino (1895 – 1967), poetisa e dramaturga; João d’Oliva Monteiro (1903-1949), industrial, fundador da Crisal e do cine-teatro; Joaquim Vieira Natividade, engenheiro agrónomo e historiador local; Humberto Delgado (1906-1965), general e combatente contra o Salazarismo, viveu na Cela Velha; Tarcísio Trindade, o único presidente de câmara do tempo da ditadura que não foi eleito pelas listas da União Nacional; deposto após a Revolução dos Cravos; The Gift e Loto, grupos de música electrónica; Sidewalkers, Black Leather, The two times twisted, Stone Dead, Plastic People, Fuzzil e Geek Daddies, bandas de Rock.

(fonteshttp://www.cm-alcobaca.pt,
https://pt.wikipedia.org/,
https://cister.fm/)

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Receitas tipicamente portuguesas: PEIXINHOS DA HORTA e BACALHAU À BRÁS!

A alimentação portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências atlânticas e também mediterrânicas (incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”), como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas
A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso de especiairias, do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adotados como produtos essenciais
 
Estudos diversos parecem indicar que Portugal é o país “mediterrânico” que menos alterou os seus hábitos alimentares tradicionais! 
Por sua vez, a presença portuguesa no mundo ao longo da história, principalmente durante os Descobrimentos do século XV e nos territórios do império português, influenciou em ambos os sentidos, com os Portugueses a importarem técnicas e novos ingredientes e a deixar também a sua marca em países tão distantes como o Brasil, Índia e Japão.
 
Já agora, em 2015 foi aprovado pela Assembleia da República, por unanimidade, a instituição do Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa (Projeto de Resolução n.º 1453/XII). Este dia ocorre em cada último domingo de maio, reconhecendo-se, assim, a importância da gastronomia enquanto elemento económico, cultural e social!

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACK: Peixinhos da Horta 

Ingredientes: 

  • 400 g de feijão verde
  • 2 ovos
  • 2 dl vinho branco
  • 100 g farinha
  • 1 colher de sopa de azeite
  • sal e pimenta q. b.
  • óleo para fritar

Confeção:

  1. Lavar o feijão verde, para depois cortar as pontas e retirar os fios;
  2. Cozer o feijão em água a ferver com sal, durante cerca de 10 minutos, devendo escorrê-los muito bem a seguir;
  3. Preparar um polme leve e cremoso para fritar os feijões verdes reservados anteriormente, devendo misturar-se bem os seguintes ingredientes: os ovos inteiros, a farinha, o vinho branco e o azeite, temperando tudo a gosto com sal e pimenta;
  4. Num recipiente fundo, aquecer óleo suficiente para fritar os feijões verdes;
  5. Mergulhar os feijões verdes no polme, para depois os colocar a fritar, mas poucos de cada vez;
  6. Quando ficarem dourados de ambos os lados, retirar os “peixinhos da horta”, deixando-os escorrer em papel absorvente;
  7. Para servir, basta distribuí-los numa pequena travessa, podendo ser quando ainda estão quentes ou frios.

RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Bacalhau à Brás

Ingredientes:

  • 400 g de bacalhau demolhado e congelado
  • 400g de batatas
  • 2 cebolas
  • 3 dentes de alho
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 6 ovos
  • Sal, pimenta, salsa picada e azeitonas pretas q. b.
  • Óleo para fritar
Confeção:
  1. Escaldar o bacalhau durante cerca de 10 minutos numa panela com água a ferver, devendo depois retirá-lo da água e deixar arrefecer, para ainda retirar a pele e as espinhas e desfiar o bacalhau;
  2. Entretanto, descascar as batatas e lavá-las bem, devendo até colocá-las sobre um pano para as secar também bem;
  3. Cortar as batatas às rodelas finas, para logo a seguir colocar algumas, umas por cima das outras, de forma a cortá-las também na vertical o mais fino possível, tornando-as, assim, em “batatas palha”;
  4. Fritar as “batatas palha” numa frigideira com óleo bem quente, deixando-as alourar um pouco, de ambos os lados;
  5. Depois de serem retiradas para um prato com papel absorvente e esperar algum tempo, colocar um pouco de sal fino por cima a gosto;
  6. Logo a seguir, tratar de refogar as cebolas e os alhos no azeite, juntar o bacalhau já desfiado, deixando-o absorver o próprio azeite;
  7. Adicionar depois a “batata palha”, mexendo tudo muito bem;
  8. Algum tempo depois, verter os ovos previamente batidos, estes, por sua vez, temperados com sal e pimenta;
  9. Manter o lume baixo para envolver bem, mexendo sempre até os ovos ficarem na consistência certa;
  10. Para servir, polvilhar com salsa picada, enfeitando o prato com azeitonas pretas.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Setúbal: a cidade portuguesa que nos inspira!

Pois bem, outro dia, estava eu tão satisfeita por ter entrado pela primeira vez no Mercado do Livramento, tal como podem ler em Vamos até ao Mercado do Livramento de Setúbal?, Setúbal, definitivamente, não é só sinónimo de “praia”, pois há todo um tesouro por descobrir entre a terra e o mar, para além de todo um conjunto de características que lhe são próprias, que a tornam numa cidade muito especial e em desenvolvimento contínuo paralelamente à realidade global a que assistimos hoje!

Em primeiro lugar, Setúbal é uma cidade portuguesa, capital do distrito de Setúbal (desde 1926) e sede de diocese (desde 1975), situada na sub-região de Área Metropolitana de Lisboa.
É ainda sede de um município com 230,33 km² de área e 131 000 habitantes (2011), subdividido em 5 freguesias, limitado a oeste pelo município de Sesimbra, a noroeste pelo Barreiro, a norte e leste por Palmela e, a sul, o estuário do Sado separa-o dos municípios de Alcácer do Sal e Grândola.

Obviamente que a época dos descobrimentos e conquistas em África trouxera a Setúbal um grande desenvolvimento, tendo-se ao longo do século XV, na vila de então, desenvolvido desde logo diversas actividades económicas, ligadas sobretudo à indústria naval e ao comércio marítimo.

Por exemplo, é no reinado de D. João II que se inicia a construção da Praça do Sapal (hoje Praça de Bocage, ex-líbris da cidade), e a construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, obras que foram posteriormente terminadas ou ampliadas por D. Manuel I
Porém, tudo isto fora injustamente interrompido aquando do terramoto de 1755, donde, só no Século XIX, é que se começara de facto a laborar nas primeiras fábricas de conservas de sardinha em azeite, bem como ganharam também fama as laranjas e o glorioso moscatel de Setúbal!

Em segundo lugar, em Setúbal nasceram alguns dos maiores nomes do campo artístico português, como a cantora lírica Luísa Todi ou o poeta Bocage!

E também devido ao envolvimento histórico com o estuário do rio Sado e à proximidade dos portos de Setúbal e de Sesimbra ao oceano Atlântico, a gastronomia da região em causa fez um forte aproveitamento de pratos ao longo dos tempos à base de peixe e de produtos que se desenvolvem favoravelmente na região, para além do facto da migração de população das regiões do Alentejo e Algarve introduzir todo um conjunto novo de pratos de carnes, aves e açordas que se adaptaram muito bem aos mariscos e aos peixes. 

Já agora, é muito comum entrar num restaurante da região e servirem, por exemplo, sardinhas assadas, normalmente acompanhadas de batata cozida e salada de alface temperada com azeite e vinagre, ou então o Choco frito que normalmente é servido acompanhado de batatas fritas e salada.

No meu caso, por exemplo, depois de andar um pouco a pé pelas ruas e vielas mais marcantes de Setúbal sem ser capaz de largar a minha bela máquina fotográfica Nikon L840 durante toda a manhã, decidi entrar por volta das 12h no Restaurante Retiro da Algodeia para almoçar, situado, por sua vez, numa antiga fábrica junto ao Estádio do Bonfimpara experimentar o sabor eloquente do salmonete fresco grelhado na hora, tendo ido para a mesa acompanhado de batatas cozidas e salada verde com pimentos assados. 
E o que mais me agradou fora, sem dúvida, o facto de se ter o peixe à vista, todo fresco, assim que entramos no espaço, podendo ser escolhido à nossa vontade antes de se pedir propriamente a ementa, para além de existir a possibilidade de se fazer a marcação de mesa para grandes grupos, logo sugiro chegarem relativamente cedo, ou então correrão o terrível risco de esperar muito tempo até serem devidamente atendidos, tal como aconteceu a outras pessoas que entraram algum tempo mais tarde! 

De qualquer forma, também reparei que existiam variadíssimas opções noutras zonas da cidade, desde as tascas aos restaurantes do tipo mais moderno, com uma apresentação para todos os gostos e valores!

Por último, ainda há a referir-se o grande repertório a ver com as bebidas espirituosas (vinho moscatel e licores), os queijos e a doçaria tradicional (queijadas, as tortas, e os “esses de Azeitão”, os barquilhos de “casca” de laranja).

É também na União das Freguesias de Setúbal, decorrente da fusão das antigas freguesias de Santa Maria da Graça, São Julião e de Nossa Senhora da Anunciada, aquando das eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, que se encontram os Paços do Concelho, que coloca qualquer um à prova dos seus conhecimentos sobre algumas das personalidades mais marcantes da história de Setúbal ao nível artístico e religioso. 
Isto porque aí estão retratados nada mais nada menos do que sete séculos de história local através dos intitulados “ilustres setubalenses” que figuram no célebre “Tríptico” de Luciano dos Santosdesde 1957, no intitulado Salão Nobre.

Outros lugares a terem-se igualmente em conta: o Fórum Municipal Luísa Todi, a Casa da Cultura, a Casa da Baía, a Igreja de Santa Maria (também conhecida por Sé de Setúbal), o Parque Urbano de Albarquel, a Casa Bocage, o Parque do Bonfim e a Casa do Corpo Santo.
Por sua vez, o concelho está rodeado pelo Parque Natural da Arrábida, a Reserva Natural do Estuário do Sado e a correspondente baía.

O movimento associativo de Setúbal é muito rico e dinâmico, existindo uma enorme listagem de contactos de algumas das coletividades existentes em todo o Concelho no site indicado abaixo, o que será de certeza muito benéfico para toda a região e arredores, no sentido de mostrar ser capaz atrair um maior número de públicos nas mais variadas áreas profissionais/recreativas, unindo tudo e todos perante uma vontade única de interligar horizontes:

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

RECEITAS PARA O LANCHE: 3.ª parte!

Em continuação dos textos RECEITAS PARA O LANCHE: 1.ª parte e RECEITAS PARA O LANCHE: 2.ª parte! anteriormente publicados, aqui segue o último conjunto de receitas desta série, para serem tidas em conta no aconchego do vosso lar, mas também para ser partilhado com quem mais gostam..

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS: Queijo Caseiro (confecionada na Bimby)

Ingredientes:
  • 30 gr de vinagre de vinho branco
  • 1 l de leite do dia gordo
  • sal q. b.
Confeção:
  1. colocar no copo da Bimby o leite e o sal, programando 15 min/90ºC/vel 2
  2. marcar 1 mim/vel 1 e, aos poucos, adicionar o vinagre através do bocal da tampa
  3. deixar o preparado anterior cerca de 15 minutos dentro do copo, para depois forrar o cesto com um pano de algodão fino e com a ajuda de uma concha deitar o mesmo lentamente, para um recipiente, deixando-o escorrer durante pelo menos 15 minutos
  4. desenformar e colocar no frigorífico até à hora de servir
RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS: Manteiga Caseira (confecionada na Bimby)
Ingredientes:
  • 400 gr de natas com pelo menos 30% de gordura, bem frias
  • sal fino q. b.
  • ervas aromáticas picadas q. b.
Confeção:
  1. deitar as natas no copo da Bimby, programando 2 min/vel 9, até o soro ser separado da manteiga;
  2. deitar a manteiga no cesto e lavar cuidadosamente com um fio de água fria debaixo da torneira até a água sair limpa;
  3. colocar a manteiga sobre papel absorvente e secá-la muito bem, juntando-lhe o sal e as ervas aromáticas a gosto;
  4. colocar o preparado anterior num frasco com tampa e colocar no frigorífico até à hora de servir.

RECEITA NA CATEGORIA DE TRADIÇÕES: Cavacas das Caldas da Rainha

Ingredientes:
 
Cavacas: 
  • 400 g de farinha
  • 30 g de margarina derretida
  • 6 ovos grandes
  • 1 colher (café) de sal fino
  • Azeite para untar
  • Farinha para passar
Cobertura:
  • 150 g de açúcar em pó
  • 1 clara
  • Sumo de limão q.b.
Confeção:
  1. Deitar primeiro os ovos numa tigela e depois o sal e a farinha peneirada, aos poucos, batendo tudo muito bem com uma colher de pau, para depois adicionar a margarina derretida e bater novamente até ficar uma massa «elástica»;
  2. Untar algumas formas de queques com azeite, dividindo a massa de modo a não ultrapassar os 3/4 de altura, sem esquecer de passar o dedo polegar em farinha para pressionar no meio da massa até ela começar a subir as margens;
  3. Colocar as formas no forno pré-aquecido a 220°C, durante cerca 20 minutos, para logo a seguir baixar para 180°C, durante mais 20 minutos;
  4. Fazer a cobertura, deitando primeiro a clara para uma tigela, depois o açúcar em pó e umas gotas de sumo de limão, a gosto, misturando tudo muito bem até ficar um creme mais seco; deitar o preparado obtido sobre as cavacas, deixando-as secar antes de serem servidas.

(fontes: livro “ABC da Bimby – receitas para o seu dia-a-dia”,
https://www.teleculinaria.pt)

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Um passeio por Vila Franca de Xira com paragem obrigatória em Ti Caíta by Clube Taurino para almoçar!

Vila Franca de Xira é um município português do Distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa, mas também é a sede de um concelho com 318,19 km² de área e 136 886 habitantes (2011), subdividido em 6 freguesias. 

O município é limitado, portanto, a norte pelos municípios de Alenquer e Azambuja, a leste por Benavente, a sul pelo estuário do Tejo, sudoeste por Loures e a noroeste por Arruda dos Vinhos.

Quanto à freguesia de Vila Franca de Xira propriamente dita, esta mesma situa-se, por sua vez, na margem direita do Rio Tejo, a cerca de 30 quilómetros de Lisboa, tendo cerca de 25 mil habitantes que se espalham pela malha urbana, sendo a área das Lezírias uma zona rural muito menos ocupada, mas não de menor interesse.

Além da população urbana, existem ainda outros grupos etnicamente definidos, autóctones ou então já estabelecidos há vários anos. Os campinos, trabalhadores rurais das lezírias, são um dos mais identificativos, tendo como principal função a de conduzir gado bravo; somam-se também os varinos,população piscatória, originária de Murtosa, Ovar e Meruge, bem como os avieiros, outra população piscatória, originária de Vieira de Leiria.

As lezírias produzem muito trigo, cevada e milho, mas também girassol, tomate, melão e o tradicional arroz carolino, tão tipicamente ribatejano; cria-se, por outro lado, muito gado bovino e cavalarNo rio Tejo pesca-se abundantemente a fataça, o linguado e o sável, porém, em tempos idos pescavam-se outras variedades de peixe e marisco, como o achigã e o lagostim, de tal modo que D. Manuel I e João V deram privilégios especiais aos pescadores de Vila Franca!

Aos Tertulianos e Toureiros, companheiros de importantes manifestações de interesse cultural e de associativismo, levado a cabo nesta cidade de Vila Franca de Xira, apresente-se, sem mais demoras, um pequeno apontamento sobre a própria origem do Clube Taurino, onde eu tive a excelente ideia de entrar para almoçar, tanto devido ao facto da decoração ser bastante agradável e acolhedora, recheada de múltiplas fotografias, cada uma com a sua história, bem como de citações várias colocadas junto a determinados objetos relativos à então atividade tauromáquica e seus embaixadores, bem como devido ao próprio ambiente do tipo familiar que se faz sentir nas diferentes mesas, apesar do espaço da sala de refeições ser um pouco pequeno e do estacionamento ser bastante difícil em toda a área envolvente.

Após a morte de José Falcão, comparativamente à iniciativa de Constantino Agostinho, alguns Vilafranquenses propuseram à Câmara Municipal atribuir, ao arruamento da estrada da Pedra Furada, o nome do próprio do José Falcão, tendo por fim decorrido, a 15 de Dezembro de 1974, o respetivo descerramento da Placa Toponímica com esse mesmo nome.
Entretanto, um grupo de Toureiros, tendo como convidados Osvaldo Falcão e Luís Franco de Sousa Melo, iniciaram os preparativos a fim de criarem uma Escola de Toureio denominada de “Escola Tauromáquica José Falcão“, inicialmente instalada na Quinta do Hospício, situada na Travessa das Parreiras, em Viva Franca, propriedade do Sr. Comandante António Balancuela, onde hoje existem as chamadasVarandas da Lezíria
Chegou até a construir-se um Tentadero, mas que logo a seguir sofrera uma forte tempestade, destruindo-o; e como as Instalações onde funcionara a parte administrativa não usufruíam das melhores condições, fora solicitada a cedência da Tertúlia Cirófila, tendo sido prontamente autorizado!

No dia 19 de Janeiro de 1976, o Grupo leva a efeito, no Salão dos Bombeiros, na Rua com o mesmo nome, uma conferência com o jornalista e crítico Tauromáquico Sr. Leopoldo Nunes, donde, a 15 de Maio de 1976, os elementos que constituíam a organização formalizaram um certo acordo, no sentido de existir um comprometimento a ver com a inauguração da Escola Tauromáquica José Falcão para com o Colete Encarnado de 1976, não sendo possível cumprir na data prevista.

Dados os acontecimentos, com a transladação do Corpo e a construção do Mausoléu, as Tertúlias reuniram-se e deliberaram colaborar no acontecimento dos mesmos, para se conseguir perpetuar a memória do Toureiro Vilafranquense, para a qual fora fundamental a própria colaboração entre os Toureiros.

No dia 25 de Junho de 1976, chega então, a Vila Franca de Xira, vindo de Barcelona, o Corpo de José Falcão, ficando depositado na Igreja Matriz e a 26 de Junho de 1976 deu-se o Cortejo Fúnebre em direção ao cemitério local, donde fora constituída a Comissão da Tertúlia Vilafranquense, composta por:

TERTÚLIAS – Almoçaristas (Joaquim António Vieira) – Campino (Carlos Santos) – Cavalo (Júlio Pedro Marques) – Cirófila (Joaquim Saavedra Valente e Armando Jorge de Carvalho) – Companheiros do Balde (José Batalha) – Estocada (Artur Paim da Cunha) – Fortunato Simões (José Maria Simões) – Jantaristas (Rui Filipe Andrade) – José Falcão (Osvaldo Frita Falcão) – Lezíria (João Maria Conde) – Cela (Mário Ferreira Vicente e Fernando Resende Ferreira) – Touro (João Pereira de Matos e Alberto Augusto do Nascimento) – Touril (Américo dos Anjos Vieira).

TOUREIROS – Laurentino Boeiro – José Carlos Santos – Jorge Domingues Rodrigues – Francisco da Silva Faz-Cordas – Jacinto Diogo Fernandes – José António Afonso – Américo da Silva Ferreira Jaime António Barquinha – José Domingos Faria – João Boeiro – Dário Venâncio – Ernesto Manuel – Ludovino Bacatum – João José Vieira Pedro e João Carlos Chambre.

Os Eventos seguiram-se com vários Festivais Taurinos, graças à intervenção das melhores figuras do Toureio de Portugal e de Espanha, como foi o caso da Feira do Melão do Ribatejo, da Corrida de Toiros de Gala à Antiga Portuguesa e do Festival Internacional de Folclore, para além de diversas palestras, conferências ou colóquios.

A 10 de Julho de 1982, foi inaugurado o Monumento ao Campino, mas também lançado um selo comemorativo da efeméride, tendo a presente Comissão concordado em fundar ainda um Clube Taurino e a respetiva Escola de Toureio.

 Vila Franca, “terra de Toureiros e Aficionados”, faltava-lhe, sem dúvida, uma Associação com essa mesma vocação. Assim, fora criada uma Comissão Instaladora, saída da Comissão das Tertúlias que se encarregaria da formulação do Clube, constituída por: Joaquim Saavedra Valente, Armando Jorge de Carvalho, João Pereira de Matos, Osvaldo Falcão, Laurentino Boeiro, Jorge Domingues Rodrigues e Jacinto Diogo Fernandes; tendo os restantes elementos continuado a pertencer à Comissão das Tertúlias, até à Fundação do Clube Taurino.

A 2 de Março de 1983 foi finalmente fundado o Clube Taurino Vilafranquense e ao mesmo tempo criada a Escola de Toureio “José Falcão”, com o fim específico de desenvolver a Festa de Toiros,visando a formação Humana, através da Educação Cultural, Aficionada e Recreativa, para o qual fora necessário celebrar Escritura Pública a favor da constituição da Associação a 4 de Julho, assim como, a 15 de Dezembro de 1983, Escritura Pública a favor da aquisição do um prédio urbano na Rua José Dias da Silva.

Vila Franca de Xira é, portanto, rica em tradição e costumes, possuindo fortes particularidades que a dinamizam e fazem dela uma cidade com identidade. 
É de destacar então a intensa actividade de associações e colectividades, mas também a sua história e memórias através da sua própria gastronomia, cujo sabor estará para sempre ligado à pesca e ao trabalho rural, podendo-se encontrar quase sempre, e em qualquer restaurante ou tasca da região, os linguadinhos fritos, o ensopado de enguias ou o sável

Paralelamente existe o Cozido de Carnes Bravas ou o Ensopado de Borrego, ou os bons sabores campestres da boa cozinha ribatejana, como o Torricado de Bacalhau Assado, a Galinha de Cabidela, a Sopa de Bacalhau, as Enguias à Pescador ou a Caldeirada Mista, sem esquecer o tal cozido com carnes da Lezíria.
Pode depois terminar-se qualquer refeição com um dos bolos regionais tão típicos de Vila Franca: os Garraios, Esperas e Lezírias.

Mas, já agora, caras leitoras e leitores deste blogue, para de alguma forma terminar inspirando-vos, ainda sobre o almoço servido no intitulado restaurante Ti Caíta by Clube Taurino, nunca mais me irei esquecer daquele sabor suave e delicado de cada vez que a minha colher de sobremesa quebrava com êxito alguma parte da superfície queimada, tendo decorrido apenas alguns minutos desde que o ferro de queimar fora utilizado na cozinha, para logo de seguida conseguir mergulhar no aveludado leite creme e ainda sentir tudo isso e muito mais, envolta das minhas papilas gustativas em cada um desses pedaços de sobremesa erudita

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

ALMANAQUE COZINHA COM ROSTO 2017: o magusto + uma receita + o mês de novembro

O MAGUSTO 

O Magusto é uma festa popular, cujas formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas ou bolotas para comer, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. 

A celebração do magusto está associada a uma lenda, a qual dizia que um soldado romano de nome Martinho de Tours (mais tarde conhecido como São Martinho), ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz-se que, neste preciso momento, parou de chover, derivando daí a expressão: “Verão de São Martinho“.

O Dia de São Martinho é celebrado então a 11 de novembro. 
Pensa-se ainda que a tradição teve a sua origem no facto do mês de novembro ser a época das castanhas, coincidindo ao mesmo tempo com o final das vindimas e com a preparação dos primeiros vinhos:
  • No Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
  • Por S. Martinho semeia fava e o linho.
  • Se o inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
  • No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho.
  • No dia de S. Martinho com duas castanhas se faz um magustinho.
RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Queques de Castanha

Ingredientes:

  • 150 gr de castanhas cozidas e descascadas
  • 3 ovos
  • 1/2 chávena de óleo
  • 3 chávenas de farinha
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1 colher de chá de fermento em pó 

Confeção:

  1. colocar todos os ingredientes num liquidificador e triturar;
  2. distribuir a massa por uma forma de silicone para fazer queques, tendo inserido anteriormente papel frisado em cada um dos orifícios;
  3. levar tudo ao forno previamente aquecido a 180ºC durante cerca de 30 minutos.
O MÊS DE NOVEMBRO 
  
1) AGRICULTURA – JARDINAGEM – ANIMAIS: 

2) FASES DA LUA: 

Lua Cheia: dia 4 às 05h 23m
Quarto Minguante: dia 10 às 20h 36m
Lua Nova: dia 18 às 11h 42m
Quarto Crescente: dia 26 às 17h 03m
3) FESTAS E FEIRAS:

Borda d´Água 2017)

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Vamos até ao Mercado do Livramento em Setúbal?

O tão aclamado Mercado do Livramento, por sua vez situado na Avenida Luísa Todi em Setúbal, já tem mais de 140 anos de histórias para nos contar, para além do facto de ficarmos desde logo rodeados de intensos sabores e sensações únicas capazes de nos fazerem direcionar através dos vários corredores existentes em busca dos paladares mais audazes…

Entretanto, podemos também distrair-nos com os vários painéis de azulejos expostos numa das suas paredes laterais, retratando pequenos pedaços da vida quotidiana setubalense, bem como com algumas obras de arte ao longo do corredor central, mais propriamente esculturas de Augusto Cid, desta vez alusivas a profissões ligadas aos mercados!

E assim têm ocorrido diversos tipos de remodelações ao longo dos anos, com o objetivo sério de modernizar todo o espaço, ao mesmo tempo que se procura inovar e melhorar as respetivas condições de trabalho e bem-estar dos que por lá vão passando.

A caminho de beneficiar de profundas obras que vão modernizar aquele espaço de acordo com as exigências dos tempos modernos, a importância do Mercado do Livramento remonta ao século XIX, quando população e comerciantes exigiram a melhoria das condições de venda.

O comércio era feito em barracas espalhadas pelas ruas da então vila de Setúbal, em particular das praças da Ribeira Velha e do Sapal (hoje, Praça de Bocage), o que gerava protestos contra o cheiro nauseabundo a peixe, a falta de higiene e as áreas exíguas de venda.

A 31 de Julho de 1876, o presidente da Câmara Municipal, António Rodrigues Manito, cortava a fita do novíssimo Mercado do Livramento, assim baptizado por ter sido construído sobre a ribeira com o mesmo nome.

O antigo edifício, de 80 metros de comprimento e 52 de largura, que albergou 44 mesas, das quais 24 em pedra, sucumbiu perante o ritmo da Revolução Industrial, tendo o espaço sido demolido em 1927 por se encontrar obsoleto e incapaz de satisfazer as necessidades da população.

Nova fita foi cortada três anos depois, a 10 de Julho de 1930, no mesmo local onde o antigo Mercado do Livramento já havia criado afinidades junto da população.
Renasce, então, o mercado, agora em Arte Deco, muito em voga na época, com três hangares, com colunas em ferro fundido, orientados de Norte para Sul.

No espaço interior, as paredes estão revestidas com vários painéis de azulejos com cenários alusivos a paisagens e a actividades económicas típicas do concelho.
De 1929 datam as obras “Descarga das Redes”, “Transporte de Sal”, “Reparação das Redes”, “Recolha do Sal”, “Descarga da Sardinha”, “Salga do Peixe”, “Setúbal – Vista Geral” e “Colheita da Azeitona”.
Os painéis “A Vindima”, “O Antigo Mercado”, “Lavra e Sementeira” e “Rega do Pomar” foram colocados em 1930, enquanto as restantes imagens da cidade, do campo e do Sado são de 1940.

E caminhe-se agora em direção aos melhores produtos regionais e arredores, entre terça a domingo, entre as 7h30 e as 14h00, e observe-se com a máxima atenção para a mais sublime variedade de peixes, moluscos e mariscos, para além dos habituais produtos hortícolas, ervas aromáticas, vinho, mel, pão, doçaria regional e até algum género de artesanato.

Aí se vêm abastecer alguns dos melhores restaurantes de Setúbal, Lisboa e Cascais e muitos conhecedores locais. Dizem os que o frequentam que há espécies de peixe que só podem ser encontradas aí. Mas a notoriedade nacional tornou-se mundial depois de os críticos gastronómicos do jornal americano USA Today, terem incluído o Mercado do Livramento, em Setúbal, entre os melhores do mundo, lado a lado com o de Tóquio ou o de Brooklyn.

Acrescente-se ainda que existem outros tipos de serviços à disposição do público dentro do mesmo edifício: floristas, ervanária, garrafeira, restauração e bebidas, cabeleireiro, imobiliária, artigos para pesca e artigos de plástico.

Já agora, se conseguir ir acompanhado de alguma criança, terá ainda a oportunidade de promover nela a simples curiosidade para experimentar novas frutas ou legumes, por exemplo, bem como de explicar-lhe a verdadeira origem dos mesmos com o auxílio dos próprios produtores ou seus representantes, logo uma ótima oportunidade para também ficar a conhecer ótimos frescos, apesar de correr o risco por vir a tornar-se no seu local preferido para ir às compras!

Vamos a isso?

 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

RECEITAS PARA O LANCHE: 2.ª parte!

Em continuação do texto RECEITAS PARA O LANCHE: 1.ª parte! anteriormente publicado, aqui segue mais um conjunto de receitas para serem tidas em conta no aconchego do vosso lar em frente à televisão e entre amigos ou só ao som do trovejar e dos pingos de chuva a baterem na vossa janela

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Compota de Ameixa (receita confecionada na Bimby)

Ingredientes:
  • 400 gr de ameixas descascadas e descaroçadas
  • sumo de 1/2 limão
  • 300 gr de açúcar
Confeção:
  1. colocar no copo da Bimby: a ameixa, o açúcar e o sumo de limão, programando primeiro 10 seg/vel 6 para picar, e só depois 28 min/120ºC/vel 1 com o cesto colocado por cima da tampa para evitar salpicos;
  2. verificar a consistência do doce, retirando-o a seguir para frascos hermeticamente fechados e virados para baixo até arrefecer.
 
RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Areias (receita confecionada na Bimby)
Ingredientes:
  • 300g de farinha
  • 200g de manteiga à temperatura ambiente
  • 100g de açúcar
  • sal q.b.
Confeção:
  1. colocar todos os ingredientes no copo da Bimby e marcar 30 seg/ vel 6;
  2. fazer bolinhas com as mãos e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal;
  3. levar tudo ao forno cerca de 20 minutos a 180ºC;
  4. retirar do forno, passando tudo imediatamente por açúcar, deixando arrefecer sobre uma rede antes de servir.
 
RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS: Enroladinhos de Presunto com Tâmaras 
Ingredientes:
  • presunto cortado às tiras finas
  • tâmaras sem caroço
  • molho à base de vinagre basâmico
  • cebolinho picado
Confeção:
  1. enrolar cada tira de presunto envolta de cada tâmara com cuidado, de forma a segurar tudo um um palito, levando durante algum tempo ao forno até tostar um pouco;
  2. temperar a gosto com o molho e o cebolinho, podendo servir quente ou frio.
 
RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS: Patê Caseiro (receita confecionada na Bimby)

Ingredientes:

  • 1 lata de sardinhas sem pele e sem espinha em azeite picante
  • 1 lata de atum em azeite
  • 2 colheres de chá de maionese
  • picles a gosto

Confeção:

  1. colocar todos os ingredientes no copo da Bimby, programando 8 seg/vel 6;
  2. servir com tostas. 
(fontes: livro “ABC da Bimby – receitas para o seu dia-a-dia”)