segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O que é a Anafilaxia?

A alergia​ é um tipo de resposta imunológica do nosso corpo frente a alguma substância em particular. Desta forma, nos dias que correm, é algo cada vez mais comum, nomeadamente entre as crianças, sobretudo entre as mais jovens, sendo preferível consultar um médico imunoalergologista logo que começarem a aparecer os primeiros sintomas.

Encontrar o melhor tratamento é muitas vezes essencial para combater o problema, uma vez que nessas mesmas idades é também mais difícil de uma alergia ser identificada, logo causadora dos maiores transtornos para as próprias crianças e os pais!

E de acordo com uma notícia avançada pelo site​ da SPAIC (Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica)​, em 7 de Abril 2014, “A anafilaxia é cada vez mais uma das manifestações de alergia observadas na criança, sobretudo provocada por alergia alimentar: até 22% das crianças Europeias têm uma alergia, com as reações alérgicas graves a alimentos a aumentar”.

Vamos então procurar perceber melhor que tipo de reação alérgica grave generalizada é esta, a anafilaxia​, e como é que afinal se pode ajudar a divulgar este tipo de situações, já que a missão maior da intitulada Associação de Apoio e Promoção à Inclusão de Crianças com Anafilaxia​ é salvar vidas, tornando a vida de quem sofre mais segura e mais inclusiva!

Convido, portanto, todos, a lerem as respostas abaixo, relativamente às perguntas colocadas, por mim, a Sofia Fernandes, detentora dessa mesma Organização, agradecendo, desde já, o seu tempo despendido:

  1. Para começar, o que é afinal a anafilaxia, a quem mais afeta e quais os seus sintomas e efeitos mais notórios? 

Sofia Fernandes: Anafilaxia é uma doença grave potencialmente fatal, pela resposta excessiva do sistema imunitário, quando em contacto com o alergénio, que pode ser alimentar (leite, ovos, frutos secos, marisco, etc..), medicamentosa (antibióticos, inflamatórios) ou por picada de insetos (abelhas, formigas), pode aparecer em qualquer idade, a qualquer pessoa, os sintomas podem ser respiratórios, cardíacos, gastro intestinais, cutâneos.

  1.   Será algo hereditário? E que tipo de alimentação deverá seguir-se?

Sofia Fernandes: Alergias no histórico familiar parecem aumentar a probabilidade de desenvolver Anafilaxia. Se a causa for alimentar deve evitar o alimento em si e tudo o que levar esse alimento, muitas vezes escondido. Por exemplo o leite, todos os seus derivados, bolachas, bolos, cozinhados, que muitas vezes levam algum derivado do leite, alguns produtos de higiene, até o material escolar existe leite. Um mundo a descobrir e sem margem de erro, o preço a pagar é demasiado alto.

  1. Existirá, por acaso, algum tipo de investigação bem-sucedida no nosso país, ou lá fora, capaz de alterar um pouco o paradigma desta doença ao nível da cura, por exemplo?

Sofia Fernandes: Existem várias cá e mundo fora, pelo nosso país está a ter sucesso a dessensibilização e quando corre bem muda para muito melhor a vida dessa família. Só uma equipa médica especializada pode decidir se o doente está em condições de fazer e quando é adequado, infelizmente nem todos os doentes podem fazer, e é um processo longo são vários anos, com reações pelo meio, mas que muda a vida para melhor e mais segura. Passando o corpo a tolerar alguma quantidade sem reagir com anafilaxia.

  1. E como é que nasceu a Associação de Apoio e Promoção à Inclusão de Crianças com Anafilaxia, e qual a sua verdadeira missão e objetivos mais prementes?

Sofia Fernandes: A Missão Arco Iris levou vários anos até ao seu nascimento, já fazia há pelo menos 5 anos de forma informal este voluntariado e pouco a pouco mais e mais famílias, profissionais de saúde foram-se juntando, o que no une é o espírito de Missão e queremos todos os meninos sejam tratados de igual, possam ir à escola, sejam respeitados na família e amigos, que não falte a medicação de emergência, que um internamento não seja uma aventura perigosa, entre tantas outras coisas… por isso estamos a oferecer de forma 100% gratuita, Portugal Continental, Madeira e Açores ações de sensibilização  e formação, desde os pequenos aos adultos, dos pais aos profissionais de saúde e educação.

  1. No seu entender, qual deverá ser a relação existente entre casa/escola/família, nomeadamente quando existe este tipo de patologia?

Sofia Fernandes: A parceria escola-família é fundamental, sempre mas quando existe uma doença grave ainda mais, a escola não é uma empresa de eventos, é um local onde os meninos vão aprender e fazer amigos, todas as festas, todos os passeios, todas as atividades são pensadas e organizadas pelos profissionais de educação, pessoas que sabem dos problemas de saúde dos meninos com quem trabalham,  logo é muito fácil organizar as coisas de forma segura e inclusiva para todos, o que NUNCA pode acontecer é tirar um aluno da sala, ou não o levar a um passeio porque os doces ou fazer o que nos apetece são mais importantes que um aluno!!! Podem fazer festas e seguramente que os pais vão ajudar, podem fazer imensas atividades e sempre que precisarem de ajuda estamos cá para fornecer ideias seguras, receitas, etc…

  1. E que tipos de apoios se conhecerão porventura em Portugal, por parte das entidades governamentais, para ajudar e acompanhar as famílias que mais fazem parte deste dilema?

Sofia Fernandes: Em Portugal, a lei da inclusão é excelente, o problema é quem a coloca em prática… se perguntar se A, B ou C são a favor da inclusão, são todos, agora quem de facto é inclusivo nos atos… pois, a realidade muda… o primeiro erro é acharem que inclusão é solidariedade, logo só se faz quando queremos… não, a inclusão é um DIREITO inalienável da criança e sua família! Inclusão é tudo com todos!! Todas as crianças têm direito ao ensino, é um direito! Não existe o direito a “fazer o que me apetece” no recinto escolar e pode parecer caricato, mas em pleno século XXI isto é um desafio e bem grande!! Existe também de forma gratuita serviços de imunoalergologia nos hospitais públicos que seguem os meninos e são um apoio fundamental às suas famílias.

  1. Já agora, como é que as crianças costumam lidar com este tipo de problema? Será que têm tendência a isolar-se? 

Sofia Fernandes: As crianças com anafilaxia, depende muito da idade, da gravidade, do que têm vivido… se têm sofrido bullying? Se sim, dos pares ou dos adultos?? Porque as crianças que vivem com isto desde sempre aceitam bem, é natural o cuidado A ou B, o problema surge quando a sociedade os castiga por terem uma doença grave… e os discrimina! E aí sim pode surgir o isolamento, entre outras …

  1. Por último, como é que então cada um de nós pode apoiar a Associação e a Missão Arco íris?

Sofia Fernandes: Ensinar para a diferença, todos os adultos e crianças, ajudar a divulgar a nossa Missão vai salvar vidas e tornar a vida destes meninos mais segura e inclusiva. Podem fazer voluntariado connosco, tornar realidade a Missão.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Na cozinha das nossas avós!

A cozinha das nossas avós será o local perfeito para voarmos mais alto e saltarmos para trás no tempo, fazendo-nos sentir novamente crianças, numa altura em que a televisão era ainda a preto e branco, quando existia, ou dos candeeiros a petróleo, em que na rua, só as estrelas é que iluminavam a madrugada já esguia e escura.
 
As panelas em ferro transformavam os próprios cozinhados num autêntico banquete dos deuses, para o qual também o fogão a lenha ajudava a crepitar o verdadeiro sabor dos alimentos.
Estes, por sua vez, tinham sido até apanhados momentos antes de serem cuidadosamente preparados para um saudoso prato de bacalhau, por exemplo, depois de uma calorosa canja de galinha, sei lá, cuja galinha também fora atenciosamente criada ao ar livre, esgravatando o chão térreo, pelo meio das árvores de fruto ou de outros animais domésticos criados à solta.
A própria meteorologia era mais acertada e as quatro estações eram bem mais demarcadas, não dando origem a tanto desperdício de frutas ou legumes criados nos campos. 
 
E até as florestas eram mais vigiadas por quem passava a pé dezenas de quilómetros, ainda de noite, para dar de comer ao seu rebanho de ovelhas ou cabras. 
Mais tarde iria com certeza aparecer alguém com o respetivo farnel de almoço, para depois ir buscar água à fonte ou lavar roupa no rio, tal como a minha mãe conta, em que tantas vezes preenchia as horas com verdadeiras cantigas em grupo para espantar os maus espíritos!
Quanto aos bolos e sobremesas, faziam lembrar os respeitosos doces conventuais, como o pão de ló ou o arroz doce, conotando-se de um magnífico registo de família ao longo de várias gerações, bem como o modo caseiro de fazer vinho, pão ou azeite, em que no Salmo 104 inscrito na Bíblia, mais precisamente nos versículos 14 e 15, está escrito:
 
“É o Senhor que faz crescer o pasto para o gado, e as plantas que o homem cultiva, para da terra tirar o alimento: o vinho, que alegra o coração do homem; o azeite, que lhe faz brilhar o rosto, e o pão, que sustenta o seu vigor.”
É certo que os nossos antepassados viviam pior, descalços e com frio, fome e pouco dinheiro, tendo de trabalhar arduamente, tal como o meu pai contara já tantas vezes.
 
E, realmente, a Igreja era um assunto bastante presente no dia-a-dia, como que uma questão de segurança e paz interior, existindo por todas as casas das aldeias diversos objetos sagrados expostos, incluindo-se muitas vezes até um pequeno altar, onde se davam as respetivas graças e louvores à família de Deus e aos anjos dos Céus.
Por isso mesmo, eu acho que os avós são os nossos verdadeiros heróis e testemunhos vivos dos valores fundamentais de toda uma vida, tendo uma tarefa educativa bastante importante a desempenhar no seio de uma família.
 
E a hora da refeição era sagrada, em que não se saía da mesa sem antes pedir-se a devida licença!
Quanto a outros tipos de utensílios de cozinha porventura utilizados, temos que o material a que se recorria, como no caso dos talheres, era o latão, ou até mesmo o aço inox, porém não totalmente resistente à corrosão; todavia, de acordo com os devidos recursos, também podiam ser de prata ou banhados a ouro. Já agora, diversos potes, castiçais, fruteiras, taças, etc, podiam ser de bronze.
 
As toalhas de mesa eram normalmente de linho, com rendas de crochet ou bordadas à mão, sendo que os guardanapos, bem como até alguns panos de tabuleiro, nalguns casos eram devidamente identificados com a inicial do respetivo usuário.
Não esqueçam que, antigamente, era costume, sobretudo nos meios rurais portugueses, as meninas serem ensinadas, desde cedo, a criar um certo enxoval, cujo objetivo era ser acompanhado por um dote, este por sua vez constituído, quando possível, por dinheiro para ajudar o futuro casamento. Aliás, eu tenho guardado comigo, um certo conjunto de enxoval, que a minha mãe me ajudara a fazer, até uma certa altura em criança, guardando-o por isso com muito amor e recordação, dentro de uma mala ou arca de madeira.

Finalizo esta minha reflexão com o seguinte: vamos procurar dar mais valor à nossa história, aos produtos locais e da época, fugindo de dietas loucas e passageiras, ao mesmo tempo que damos mais valor à sustentabilidade do planeta e à nossa própria sobrevivência, porque as crianças de hoje serão os homens do amanhã!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O Restaurante Fifty-Fifty em Vila de Rei!

Durante as minhas últimas férias de verão, voltei a passar uns dias verdadeiramente relaxantes na zona de Vila de Rei, que fica mesmo no centro de Portugal, tal como podem verificar aqui!
E o que dizer acerca de um restaurante que é também uma loja?
A proprietária de Fifty-Fiftycontou-me como foi possível apostar neste tipo de negócio cruzado há três anos, em que toda a decoração exposta nesse mesmo espaço é relativa à cultura americana dos anos 50 e 60 e está à venda, desde móveis retro, brinquedos antigos, luzes neons, estátuas em fibra, quadros de metal, bombas de gasolina, jukeboxes, slotmachines, malas, latas, copos, ímans, etc, sendo quase tudo original dessa mesma época!
O seu marido já comprava e vendia muitos destes artigos há quase 40 anos, mas Lieve Burssens queria abrir um restaurante. Entretanto, também por viverem na zona circundante desde há 16 anos, decidiram fechar a loja que mantinham na cidade de Tomar, para abrir este novo espaço, aberto fundamentalmente durante a altura do verão, recebendo sobretudo pessoas fora do concelho ou então jovens à noite.
Simplesmente achei a ideia fantástica, cuja ementa é igualmente convidativa a entrar e a usufruir de uma experiência única e exclusiva, que nada choca com o meio envolvente, contendo receitas de todo o mundo, todas deliciosas e muito apetecíveis.
Em resumo: uma viagem no tempo, num local imprevisto, recheado de peças sensacionais e de muito bom gosto e à venda, que somado à simpatia no atendimento e à qualidade da comida a preços razoáveis, vale mesmo a pena visitar!
E se lhe apetecer ficar até ao dia seguinte, ainda pode hospedar-se num dos 4 apartamentos dispostos no mesmo edifício, ou então na intitulada Quinta do Eco, no caso de preferir ficar antes rodeado pela natureza per si, onde pode:

“Aproveitar uma boa refeição, beber um copo, conversar, ler um livro, descansar ao sol… no terraço. Acordar com o canto de pássaros ou mergulhar na piscina…

Fazer passeios pedestres ou ciclismo pelos vales em estradas de terra batida, atravessar as colinas com vistas magníficas…

Fazer visitas à praia fluvial ou castelos próximos, museus ou conventos…

Vila de Rei é então sinónimo de descanso, mas também de artesanato e gastronomia local, praias fluviais e atividades ao ar livre, bem como de boa gente e bons costumes, aparecendo até no Top 20 dos Concelhos com maior Qualidade de Vida, mediante uma notícia publicada no siteda Câmara Municipal de Vila de Rei, datada de 22 de janeiro deste ano, apesar dos incêndios florestais que tanto assolaram o concelho durante o verão do ano passado!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 12 - Arroz (by Miguel Boieiro)

Observo sempre com muita curiosidade a vegetação das terras por onde deambulo nas minhas viagens. Depois escolho uma das plantas encontradas, por uma questão de mera simpatia ou por a julgar mais significativa, para ser o alvo das minhas investigações botânicas.
Ora, estando mais de um mês no sul da China (ilha Hainan), qual foi a planta que aí encontrei mais abundante e representativa? Já calculam! Foi a do arroz, cereal que é a base da alimentação de 1400 milhões de chineses e de mais de metade da população mundial.
O arroz sempre me apaixonou e tenho para com ele um carinho e uma afinidade que vêm dos tempos de menino. O meu pai, embora analfabeto, concentrava um conjunto de saberes ancestrais e misteriosos que recebeu oralmente dos antepassados. Um dia, já perto do Natal, que para ele nada tinha a ver com o consumismo da festa da cristandade, trouxe da Barroca d’Alva umas sementinhas castanhas que colocou num pires com alguma água. Curioso, como sempre fui, todos os dias ia ver as sementes e acompanhei radiante a sua rápida germinação. Nasceu uma pequena seara de um verde tão bonito e mimoso, como jamais vira. E aí logo me dei conta de que estava perante algo imensamente mais sagrado do que os “meninos-jesuses” de todo o mundo, uma vez que “pais-natais” ainda não havia naqueles idos (que me desculpem os crentes mais radicais). 

A sensação do arroz como planta sagrada, tive-a, de novo, na China profunda, ao ver as searas amorosamente cuidadas e enquanto ia comendo arroz três vezes por dia durante um largo mês. Definitivamente, fiquei fã do arroz.

Há meia dúzia de anos comprei um livro que descrevia, tim-tim por tim-tim, este afamado comestível, terminando com dezenas de receitas. Emprestei-o a alguém e não voltei a reavê-lo. Paciência! Que a esse alguém lhe faça bom proveito, são os meus votos sinceros. Recordo, no entanto, que lá se referia o nosso país como o maior consumidor europeu do precioso cereal: 17 kg por ano, per capita. A seguir vinha a Espanha com 9 kg e muito atrás, todos os outros. Num almoço ocasional com o embaixador da Coreia do Norte perguntei-lhe, qual seria o consumo médio por pessoa na RPD da Coreia. Fez umas contas rápidas e de imediato me respondeu: 150 kg! 
Existem cerca de 8 mil variedades de arroz, mas basicamente elas integram sete espécies, sendo a mais conhecida a Oryza sativa (arroz asiático). Cada vez mais apreciadas são as variedades perfumadas, como o basmati, o jasmim, o vermelho e o dourado, este, manipulado geneticamente. Entre nós, as mais conhecidas são o carolino e o agulha.
 
Como se sabe, o arroz é uma gramínea de origem asiática. Julga-se que é usado como alimento há perto de 7 mil anos, fazendo parte do quotidiano dos países orientais que são, de longe, os seus principais produtores e consumidores.
A planta tem um cultivo anual em terras alagadas, mas pode sobreviver por vários anos nas regiões tropicais. 
O arroz é um dos alimentos mais equilibrados que se conhece. Contém hidratos de carbono, proteínas, vitaminas B1, B2, B3, cálcio, magnésio, manganés, fosforo, zinco, ferro, proteínas, pouca gordura e nenhum glúten. No que respeita às proteínas, é certo que não possui a totalidade dos aminoácidos essenciais, mas combina muito bem com todas as outras fontes proteicas.
O arroz integral, ou seja o arroz em que apenas se retira a casca exterior (celulose), ficando com uma película fina acastanhada, é o melhor para uma nutrição saudável. Essa película contém fibra e maior quantidade de proteína e de gordura, alimentando muito mais. Se bem mastigado, é de fácil digestão, combatendo o colesterol, a arteriosclerose, a diabetes, a prisão do ventre e outras disfunções do aparelho digestivo. Além disso, contém selénio que é um antioxidante natural que beneficia o sistema imunológico. Quem consome apenas arroz normal, leva algum tempo a habituar-se ao integral, mas depois acaba por o achar mais saboroso que o chamado arroz branco. 
Quanto às formas de cozinhar, elas variam muito, de país para país e de região para região. Na China o arroz é cozido a vapor o que, de entre outras vantagens, fica mais a jeito para ser comido com os tradicionais pauzinhos, como aliás, sempre assim fiz.
Para mim, que gosto dele bem cozido mas não empapado, a melhor maneira é usar o forno solar: uma parte de arroz para três de água, um pouco de azeite e uma pitada de sal, sol que baste e passadas 2 horas, está pronto. Vantagens: não esturra, não pega, não endurece e é claro, não se despende energia elétrica nem gás, o que, em tempos de aguda crise, não é de somenos. 
 Miguel Boieiro