segunda-feira, 24 de junho de 2019

O poder das Cerejas e a receita Clafoutis de Cereja!

Por acaso sabiam que “com os caroços das cerejas fazem-se almofadas com poder terapêutico para aliviar stress, ansiedade, cólicas, insónias ou dores musculares“? Por favor leiam o artigo completo que eu encontrei aqui. E até encontrei aqui um modo de fazer essas mesmas almofadas de caroços de cerejas passo-a-passo!

Já agora, fiquem também a saber, que o chá de pés de cereja pode ainda ser um bom suplemento diário, podendo ler aqui como o preparar. Ou seja, por alguma razão, “cerejeira, originária do sudoeste da Ásia, é uma das árvores mais adoradas no Japão por causa da sua beleza e efemeridade”, existindo até “festivais dedicados inteiramente a esta árvore e pessoas que viajam de muitos lugares para as ver florescer”. O que acham?

Por último, mas não menos importante, de acordo com o site wikipédia, as cerejas são um tipo de fruto bastante nutritivo, contendo proteínas, cálcio, ferro e até vitaminas A, B, e C, que quando consumidas ao natural, ainda têm propriedades refrescantes, diuréticas e laxativas, para além de conterem altas concentrações de antocianina, sendo consideradas como que um anti-inflamatório natural, logo são capazes de prevenir inflamações e de acalmar as dores no corpo.

Por tudo isto, e como até nos encontramos na época das cerejas, vamos então aprender a fazer uma receita francesa, a dos clafoutis, que ainda de acordo com o site wikipédia, temos que:

Clafoutis é um doce da culinária da França, que consiste numa fruta, originalmente cerejas inteiras, cozida no forno, num creme de farinha, ovos, leite e açúcar. A receita indica que as cerejas devem ser marinadas por 2 horas com açúcar e Kirsch (licor de cerejas alemão). Entretanto, faz-se uma mistura de farinha, uma pitada de sal, ovos, açúcar, baunilha e raspa de limão; junta-se leite, nata, manteiga derretida e as cerejas, e deita-se num prato que possa ir ao forno e à mesa, untado de manteiga e polvilhado de açúcar; coze em forno quente 30-40 minutos e serve-se morno.”

Mas esta receita pode ser feita com qualquer outro tipo de fruta, bem como com alimentos salgados, sendo que, neste caso, não lhe deve ser adicionado açúcar, para além de ficar a chamar-se antes de flaugnarde.

Para finalizar, acrescente-se, agora, uma certa curiosidade acerca do próprio nome da receita que eu descobri aqui:

O nome clafoutis deriva de l’occitan clafotís, do verbo clafir, que significa “encher” (a massa com cerejas). De origem incerta, aparentemente a receita surgiu e se espalhou por toda a França durante o século IX.

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESAS: Clafoutis de Cereja

Ingredientes:

  • 500 g de cerejas
  • aguardente, manteiga e açúcar amarelo q. b.
  • 100 g de farinha
  • 1 colher de chá de fermento
  • 5 ovos
  • 500 ml de leite

Confeção:

  1. Tirar os caroços às cerejas, para depois as deixar a marinar no frigorífico com um pouco de aguardente e algumas colheres de açúcar amarelo, durante cerca de duas horas.
  2. Passar as cerejas descaroçadas da marinada anterior para uma tarteira, espalhando-as, que entretanto foi untada de manteiga e polvilhada com açúcar amarelo, levando tudo ao forno, a 180ºC, durante cerca de 10 minutos.
  3. Bater a mistura de todos os restantes ingredientes até criar uma pasta homogénea, de forma a vertê-la em seguida sob as cerejas.
  4. Voltar a colocar a mistura no forno até a consistência da massa ser semelhante à de um pudim, devendo-se estar com atenção a partir dos 30 minutos com recurso ao teste do palito.
  5. Espalhar açúcar em pó por cima e servir ainda morno.

(fonte: https://rfm.sapo.pt/content/4979/chef-kiko-resolve-no-cafe-da-manha)

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Receita de Pica-pau com Pickles de cenoura caseiros!

Por acaso sabem qual é que é a mais bela e antiga cervejaria de Portugal?

A resposta certa é… Cervejaria Trindade de Lisboa, muito bem!

É que de acordo com algumas pesquisas que eu fiz, nomeadamente aqui, ela “tornou-se reconhecida por aliar a sua história a uma trindade: cerveja, bifes e marisco – os ex-líbris do restaurante“, para além de que “já foi um convento, sobreviveu a dois incêndios, ao terramoto de 1755 e ao Estado Novo“.

Em resumo, “o edifício da Cervejaria Trindade tem história“, somando já mais de 180 anos de existência, sobre o qual prometo um dia voltar a falar, combinado?

Isto porque, foi precisamente nesse edifício, num certo final de tarde entre colegas de trabalho e amigos, que eu tive a excelente oportunidade de degustar um tão belo e requintado prato típico português, o chamado Pica-pau!

E português que se preze, gosta sempre de um bom petisco, ou será que eu estou a dizer alguma mentira? E a iguaria que vos trago aqui hoje é precisamente muito apropriada para a época de verão, ainda para mais numa altura em que se festejam os queridos Santos Populares!

O Pica-pau é, afinal de contas, um prato tradicional português composto por ingredientes muito simples, tais como a carne de porco frita – embora possa ser utilizada carne de vaca – os pickles e as azeitonas. Originária do Ribatejo, mais precisamente da Charneca Ribatejana, zona de Carne de Bravo del Ribatejo – DOP –, muito embora seja uma das especialidades de muitas tascas e tasquinhas na generalidade do nosso país, também não dispensa o tradicional pão caseiro para aproveitar o molho.

Vamos para a cozinha?

RECEITA NA CATEGORIA DE PRATO PRINCIPAL DE CARNE: Pica-pau (com Pickles de cenoura caseiros) acompanhado de Batatas Fritas

Ingredientes:

Pickles de cenoura caseiros (atenção que esta receita deve ser confecionada com pelo menos 5 dias de antecedência relativamente a outro tipo de receita onde quer que se utilize este tipo de pickles!)

  • 200 gr de cenouras baby
  • 1 ramo de salsa
  • 2 dentes de alho
  • Grãos de pimenta preta a gosto
  • 1/2 chávena de chá de vinagre de vinho branco
  • 1/2 chávena de chá de vinagre de maçã
  • 1 chávena de chá de água
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 colheres de chá de açúcar

Pica-pau

  • 4 dentes de alho
  • 500 g de carne de porco
  • 1,5 dl de vinho branco
  • Sumo de 1 limão
  • 2 folhas de louro
  • Sal e pimenta q.b.
  • 2 colheres de sopa de margarina
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 3 colheres de sopa mostarda
  • Pickles de cenoura caseiros, pepino e alcaparras de compra q. b.

Confeção:

Pickles de cenoura caseiros

  1. Preparar a base: levar uma pequena panela ao lume, juntamente com o vinagre de vinho branco, o vinagre de maçã, a água, o sal e o açúcar, deixando ferver um pouco antes de reservar
  2. Num vidro esterilizado, colocar as cenouras, a salsa, o alho e a pimenta
  3. Verter a mistura de vinagre, ainda quente, sobre as cenouras e tampar o vidro
  4. Reservar no frigorífico por, pelo menos, 5 dias antes de servir

Pica-pau

  1. Descascar e picar os dentes de alho e reservar
  2. Cortar a carne de porco em pedaços pequenos e temperar tudo com os dentes de alho, o vinho branco, o sumo de limão, o louro, sal e pimenta, deixando a marinar por 2 horas no frigorífico
  3. Descascar e cortar as batatas aos palitos, para depois fritar em óleo bem quente e reservar numa travessa com papel absorvente, temperando com sal a gosto
  4. Levar uma frigideira ao lume com a margarina e o azeite, deixando derreter antes de juntar a carne escorrida e depois saltear de ambos os lados, mexendo de vez em quando
  5. Misturar a mostarda com a marinada, para logo a seguir adicionar à carne na frigideira, mexendo tudo muito bem até ferver
  6. Retificar os temperos, se necessário, juntar os pickles e retirar o preparado da frigideira para uma outra travessa
  7. Servir o pica-pau acompanhado das batatas fritas reservadas anteriormente

(fonte: https://asenhoradomonte.com/2012/09/21/feijoada-a-transmontana/,

https://www.teleculinaria.pt/receitas/carnes/feijoada-a-transmontana/,

http://iberismos.com/receita-pica-pau/?lang=pt-pt,

https://www.tastemade.com.br/videos/3-tipos-de-picles)

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Revista Digital Cozinha Com Rosto N.º 6

Aqui estou eu para vos apresentar mais uma Revista Digital Cozinha Com Rosto, a número 6 – junho 2019!

E atenção que, a partir de agora, a mesma, bem como qualquer uma das edições anteriores, só se encontrará disponível para quem subscrever a Newsletter deste Blog aqui, ok?

Mas eu acredito que não vão arrepender-se,  já que é uma Revista totalmente gratuita e em formato PDF, logo feita a pensar em ser lida quando e onde quiser, à qual todos poderão ter o devido acesso através do respetivo email fornecido.

Acrescentem-se ainda abaixo, as seguintes categorias, a partir das quais foram construídos novos textos para um total de 29 páginas, no caso de quererem imprimir:

  • na cozinha
  • viva melhor
  • as minhas recomendações
  • curiosidades do mês
  • em destaque
  • considerações finais

E um dos grandes destaques deste mês vai para a Tertúlia Gastronómica “Pudim Abade de Priscos”, ocorrida em 30 de maio último na ACPP em Lisboa, tendo estado presente do lado da plateia, a Gastrónoma Maria de Lurdes Modesto, em que se falou sobretudo da história e receita do grande finalista por Lisboa nas 7 Maravilhas doces de Portugal, o Pudim do Abade da autoria de Miguel Oliveira, tendo sido este, por sua vez, o grande vencedor do concurso “A mesa dos Portugueses” do ano de 2014!

 

Isto tudo, só porque… nós somos o que comemos e… até ao próximo texto!

segunda-feira, 3 de junho de 2019

"Fish and Chips with Mushy Peas"

Fish and Chips” é nitidamente um prato clássico britânico, que consiste em peixe frito envolvido num polme, acompanhado por batatas fritas. Inicialmente, e de acordo com o que eu pesquisei pela Internet, o mesmo era vendido embrulhado em folhas de jornal, como ainda acontece em algumas regiões do país e rapidamente começou a dominar um certo sector de comidas por várias zonas do mundo:

  • Na Inglaterra, o peixe frito e as batatas fritas surgiram separados nos menus há muitos anos, apesar das batatas só terem chegado à Europa no século XVII; tendo sido originalmente um prato judaico, o peixe frito foi levado para a Holanda e para a Inglaterra por judeus portugueses e espanhóis sefarditas, nos séculos XVII e XVIII, na sequência da sua fuga às perseguições movidas pela inquisição; este prato também foi introduzido pelos portugueses no Japão, onde hoje é conhecido como tempura.
  • Com o desenvolvimento rápido da pesca com rede de arrasto no mar do norte, na segunda metade do século XIX, sabe-se que o prato foi transformado num tipo de alimentação barata e rápida entre os membros da classe operária britânica.
  • Tornou-se popular num âmbito mais alargado em Londres e no sudeste da Inglaterra em meados do século XIX; Charles Dickens menciona um “armazém de peixe frito” no seu romance “Oliver Twist”, publicado em 1838; ao mesmo tempo, desenvolveu-se no norte da Inglaterra o comércio das batatas fritas; afirma-se, de forma discutível, que a primeira loja de batata frita foi fundada num mercado de Oldham; existe igualmente incerteza quanto ao local e à data em que os dois produtos foram combinados para se tornarem a indústria de peixe com batatas fritas que existe hoje no Reino Unido; oprimeiro registo de uma loja de peixe com batatas fritas em Londres indica que foi aberta em 1860 ou 1865, por Joseph Malin, apesar de se indicar ter sido antes criada outra loja por um “Sr. Lees” em 1863 no norte da Inglaterra, em Mossley, no Lancashire.

E tendo em conta o facto de que houve várias pessoas a pedirem-me para experimentar a fazer este prato, tentei fazer uma breve seleção no que toca aos vários passos da sua confeção (escolha do peixe, preparação do peixe, tipo de cobertura do peixe, fritura das batatas fritas, escolha do acompanhamento), uma vez que, tal como poderão tirar as vossas próprias conclusões a partir da leitura dos próximos parágrafos, existem diferentes versões para diferentes regiões, tendo surgido então assim surgido a receita que se encontrará mais abaixo!

Relativamente ao tipo de peixe escolhido, temos que:

  • Na Inglaterra, a arinca e o bacalhau são os mais utilizados; mas, as lojas usam muitos outros tipos de peixes de carne branca, tais como o escamudo ou a raia. Em algumas áreas do norte da Inglaterra e da Escócia, predomina a arinca; na Irlanda do Norte, o bacalhau e a solha são os peixes mais comuns.
  • Na República da Irlanda, o bacalhau e a solha são também os peixes mais comuns; Dublim possui uma tradição antiga de consumo de asas de raia fresca com batatas fritas; em Galway, é comum as lojas de peixe frito oferecerem uma selecção mais vasta de peixe, incluindo tamboril, pescada, escamudo e arinca.
  • Na Austrália, usam-se alguns tipos de tubarões pequenos, bem como lulas e outros tipos de peixe indisponíveis no Reino Unido.
  • No Canadá, é usada uma vasta gama de peixes como o bacalhau, a arinca, o alabote e o escamudo; as lojas permitem normalmente ao cliente escolher o peixe que pretende.
  • Nos Estados Unidos, os peixes brancos são também os mais comuns, mas, por vezes, o salmão também é utilizado.

Agora, no que diz respeito à preparação do peixe antes de o envolver no polme, existem variações regionais no Reino Unido,:

  • Algumas lojas, em especial no sul da Inglaterra, deixam a pele em ambos os lados do peixe, enquanto outros, sobretudo no norte da Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte, fritam filetes sem pele.

Depois segue-se a cobertura do peixe, podendo esta também variar, com a utilização de pão ralado ou pão ázimo, para além da farinha tradicional:

  • Na Austrália, no norte de Nova Gales do Sul, o “fish and chips” é feito normalmente com pão ralado, sendo possível pedir o polme só com farinha como pedido especial.
  • No Reino Unido, a cobertura com pão ralado não está disponível em grande parte das lojas, tendo vindo a tornar-se popular o polme feito com cerveja, de tom alaranjado e textura mais suave.

As lojas de “fish and chips” do Reino Unido e da Irlanda incluem frequentemente pedaços de polme, que caem na gordura e acabam por ser fritos, podendo ser oferecidos gratuitamente e ou então pedidos explicitamente.

No que diz respeito às batatas fritas de estilo americano, estas têm tipicamente uma forma mais fina que as britânicas:

  • Nos menus americanos, aparecem por vezes raspaduras mais grossas sob a designação de “steak fries” (batatas fritas para bifes). Contudo, estas também não são tão grossas como as britânicas, que medem tipicamente entre 1 a 1,5 cm em corte transversal.
  • A maioria das lojas tradicionais de “fish and chips” no Reino Unido faz as suas batatas fritas a partir de batata fresca.
  • Na Austrália, as batatas são pré-fritas e congeladas, antes da fritura final.

Quanto à fritura tradicional, é utilizada banha de bovino ou de suíno. Porém, os óleos vegetais, devido a libertarem fumo apenas a temperatura muito elevada, predominam nos dias de hoje. Uma minoria de vendedores no norte do Reino Unido ainda usa banha, por oferecer um sabor diferente ao prato, mas isto tem o efeito secundário de tornar as batatas fritas impróprias para vegetarianos e para crentes de certas religiões, tais como hindus, judeus e muçulmanos.

No que toca aos temperos, tem-se:

  • no Reino Unido é normalmente temperado com sal e vinagre, podendo este ser de tipo mais claro (como o usado nos picles, no caso dos escoceses ) ou de malte, mais escuro.
  • Na Irlanda do Norte, é comum usar-se molho castanho ou de tomate sobre a comida.
  • Nos EUA, oferecem molho tártaro ou vinagre.
  • No Canadá, usa-se o vinagre sobre as batatas e limão espremido sobre o peixe.

Para terminar, nos pubs britânicos, é ainda comum encontrar-se como acompanhento, as ervilhas cozidas. Outros acompanhamentos populares são os feijões com molho de tomate (baked beans), o pão com manteiga, a salada coleslaw, o puré de ervilhas (mushy peas) e os picles de cebola.

RECEITA NA CATEGORIA DE PRATO PRINCIPAL DE PEIXE: Fish and Chips with Mushy Peas

Ingredientes:

  • 1 l de Óleo para fritar
  • 6 Batatas médias
  • 4 Filetes de Bacalhau Fresco (*)
  • 1 chávena de Farinha de Trigo
  • 2 colheres de chá de Fermento
  • 1 colher de chá de Paprika
  • 1 colher de chá de Sal
  • 200 ml de Cerveja gelada
  • Sal e Pimenta q. b.
  • 1 lata de compra de 400gr de Ervilhas
  • 1 colher de sopa de Manteiga
  • 2 folhas de Hortelã picadas
  • 1 limão

Confeção:

  1. Descascar  e cortar as batatas em palitos, para depois serem fritas no óleo e reservar.
  2. Colocar as ervilhas, a manteiga, as folhas de hortelã e um pouco de sal numa panela em lume médio, até as ervilhas aquecerem.
  3. Adicionar 2 colheres de sopa de água e, com um garfo, amassar as ervilhas grosseiramente e reservar.
  4. Numa tigela, misturar a farinha, o fermento, a paprika, o sal e a cerveja, mexendo tudo muito bem.
  5. Depois de retirar a pele ao filetes de bacalhau fresco, pode optar-se por cortá-los em mais pequenos, para depois mergulhar cada um deles no preparado anterior e logo a seguir fritar no mesmo óleo das batatas até ficarem dourados.
  6. Retirar os filetes e tratar de os colocar num prato forrado com papel absorvente para absorver o óleo excedente.
  7. Servir o peixe e as batatas, juntamente com as ervilhas amassadas e ainda pedaços de limão cortado.

(*) Este produto encontra-se à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas, com 5% de desconto, bastando dizer que vai da parte do blogue Cozinha Com Rosto! 

(fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peixe_e_fritas

https://inglesgourmet.com/2011/09/21/fish-chips-um-icone-britanico/

https://inglesgourmet.com/2018/09/28/receita-de-fish-and-chips/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Perca_(peixe))