segunda-feira, 28 de maio de 2018

A História e a Receita Original de "Bacalhau à Gomes de Sá"!

Bacalhau à Gomes de Sá é um dos pratos tradicionais da culinária portuguesa que recebe o nome do seu próprio criador, da autoria de José Luís Gomes de Sá Júnior, que nasceu no Porto a 7 de Fevereiro de 1851 e que faleceu no ano de 1926. 
Negociante de bacalhau, sediou o seu negócio num armazém da Rua do Muro dos Bacalhoeiros, na Ribeira do Porto, tendo vendido a receita ao seu colega e amigo João, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, localizado na Travessa dos Congregados, na cidade do Porto

A receita original propõe que o bacalhau seja cortado em pequenas lascas amaciadas em leite durante cerca de uma hora e meia a duas horas e que seja cozinhado com azeite, alho, cebola, acompanhado com azeitonas pretas, salsa e ovos cozidos.
Já agora, sabiam que o bacalhau à Gomes de Sá foi um dos candidatos finalistas às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa?

Este é então um prato originário e típico da cidade do Porto, normalmente acompanhado com Vinho verde tinto ou Vinho do Douro tinto, sendo ao mesmo tempo de preparação relativamente simples e rápida.
Por ser muito apreciado, é um prato que tem também impacto em todo o território português, bem como no Brasil, graças à imigração portuguesa pós-colonial, sobretudo depois dos meados do século XIX

Tais portugueses, vindos maioritariamente do norte daquele país, trouxeram consigo a sua rica gastronomia, de tal modo que este e outros pratos de bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua) são consumidos no Brasil (em que o azeite também é um componente omnipresente nessas receitas gastronómicas), como herança cultural das povoações do Norte de Portugal

Por essa razão, o Consul do Brasil no Porto, em 1988, João Frank da Costa, decidiu homenagear o criador da receita, José Luís Gomes de Sá Júnior, mandando colocar uma placa na parede da casa onde nasceu, na Rua do Muro dos Bacalhoeiros. 
Em vários mercados do Brasil, o bacalhau é vendido como Bacalhau do Porto, devido a esta história relacionada com o Bacalhau à Gomes de Sá, o que, muitas vezes, confunde as pessoas, que acabam por pensar que o bacalhau é pescado no Porto.

 A receita original de José Luís Gomes de Sá

Gomes de Sá era um comerciante da cidade do Porto nos finais do século XIX. A ele, se deve esta receita de bacalhau que terá sido criada com os mesmos ingredientes (à exceção do leite) com que, semanalmente, fazia os bolinhos de bacalhau que deliciavam os amigos. 

Com efeito, os ingredientes são os mesmos, mas a receita resulta de uma confeção mais cuidada e de maior requinte, suprimindo a farinha, escalfando o bacalhau no leite, realçando o gosto com a cebola alourada às rodelas e passando o ovo a ser cozido. 
E a mistura dos vários elementos com azeite e a ida ao forno para homogeneizar os sabores concebeu um novo prato: o «Bacalhau à Gomes de Sá».

Alguns conselhos úteis:

  • Devem-se escolher alhos, batatas, cebolas, salsa e azeitonas de boa qualidade: caseiros ou de agricultura biológica, de crescimento lento. Bem como ovos de galinhas caseiras ou de agricultura biológica.
  • Deve-se também escolher leite magro e não leite meio-gordo ou leite gordo, para não ser enjoativo, no amaciamento das lascas de bacalhau.
  • O bacalhau tem de ser sempre bacalhau-do-atlântico, Gadus morhua, de postas grossas, de salga lenta e cura amarela.
  • O azeite deve ser de muito boa qualidade para se obter o sabor original da receita, que tem sido desvirtuada nas últimas décadas, pela maioria dos restaurantes, com receitas que se afastam da original e/ou que utilizam ingredientes com pouco qualidade orgânica, bem como são muitas vezes publicitadas nos «mass media» e nas redes sociais, levando o consumidor comum a confundir essas falsas receitas.

Ingredientes (segundo a receita original de José Luís Gomes de Dá Júnior):

  • postas de bacalhau demolhado
  • batata
  • dentes de alho
  • cebolas
  • ovos cozidos
  • azeite q.b.
  • salsa q.b.
  • azeitonas pretas a gosto
  • leite magro q.b.

Confeção (segundo a receita original de José Luís Gomes de Sá Júnior):

Pega-se no bacalhau demolhado e deita-se numa caçarola. 
Depois, cobre-se tudo com água a ferver, e, depois, tapa-se com uma baeta grossa ou um pedaço de cobertor e deixa-se, então, assim, sem ferver, durante 20 minutos.  

A seguir, ao bacalhau que está na caçarola e que devem ser 2 quilos pesados em cru, tiram-se-lhe todas as espinhas e faz-se em lascas e põe-se num prato fundo, cobrindo-se com leite quente, deixando-o, em infusão, durante uma hora e meia a duas horas. 
Depois, em uma travessa de ir ao forno, deita-se três decilitros de azeite fino do mais fino (isto é essencial), quatro dentes de alho e oito cebolas a alourar.  
Ter já dois quilos de batatas (cortadas, à parte, com casca) às quais se lhes tira a pele e se cortam às rodelas da grossura de um centímetro e bota-se as batatas mais as lascas do bacalhau, que se retiram do leite.  

Põe-se, então, na mesma travessa, no forno, deixando-se ferver tudo, por dez a quinze minutos. 
Serve-se, na mesma travessa, com azeitonas grandes pretas, muito boas, e mais um ramo de salsa muito picada e rodelas de ovo cozido. Deve-se servir bem quente, muito quente.”

A receita é retirada de um manuscrito, atribuído ao próprio José Luís Gomes de Sá, que teria vendido a receita a um seu colega e amigo, João, cozinheiro do Restaurante Lisbonense, localizado na Travessa dos Congregados, na cidade do Porto, com a deliciosa nota: “João, se alterar qualquer coisa, já não fica capaz“. 
O aviso de que “Deve-se servir bem quente, muito quente” também tem de ser sempre, impreterivelmente, cumprido, para que o prato tenha qualidade!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Uma Receita de Bacalhau e sem Glúten!

Ai que o verão está a quase a chegar e as férias também!
Mas enquanto isso não acontece, que tal prepararmos uma saborosa e saudosa salada de bacalhau, quer seja para levar para o trabalho, quer seja para organizar um maravilhoso e divertido piquenique em família ao ar livre?

Entretanto, espero que aprovem esta minha decisão de escolher ao mesmo tempo uma receita sem glúten, de forma a tornar-se também mais saudável para todos, para além de ser bastante prática e fácil de preparar em casa!

Já agora, as refeições transportadas em frascos preservam todo o seu sabor, bastando transportar o respetivo molho num frasco à parte!

A saber:

A dieta sem glúten é uma dieta que exclui o glúten, uma mistura de proteínas que se encontram naturalmente no endosperma da semente de cereais da família das gramíneas (Poaceae), subfamília Pooideae, principalmente das espécies da tribo Triticeae, como o trigo, a cevada, e o centeio, incluindo todas as suas espécies e híbridos (como a espelta, o trigo de Khorasan e o triticale). 
 
O glúten é capaz de causar problemas de saúde em portadores de doenças relacionadas ao glúten, que incluem a doença celíaca, a sensibilidade ao glúten não-celíaca, a ataxia por glúten, a dermatite herpetiforme e a alergia ao trigo. Nesses pacientes, a dieta sem glúten tem se demonstrado um tratamento efetivo. Além disso, pelo menos em alguns casos, a dieta sem glúten pode melhorar os sintomas gastrointestinais e/ou sistêmicos em outras doenças, como na síndrome do intestino irritável, artrite reumatoide, esclerose múltipla ou enteropatia do HIV.

Mas atenção:

As proteínas do glúten apresentam um baixo valor nutricional e biológico e os grãos que contêm glúten não são essenciais para os seres humanos. Porém, uma seleção desorganizada de alimentos e uma escolha incorreta de produtos sem glúten na alimentação, podem levar a certas deficiências nutricionais. A substituição de cereais contendo glúten por farinhas sem glúten em produtos comerciais tradicionalmente produzidos com trigo ou outros cereais contendo glúten, pode levar a uma menor ingestão de alguns nutrientes, como ferro e vitaminas do complexo B. Alguns produtos sem glúten vendidos no mercado não são enriquecidos/fortificados como os alimentos similares com glúten e, frequentemente, apresentam maior teor de lipídios e carboidratos.  

Apesar de serem altamente recomendadas para celíacos, as dietas sem glúten têm sido alvo de estudos. Uma recente pesquisa descobriu que pessoas que adotaram dieta glúten free possuíam níveis mais elevados de mercúrio e arsênico decorrente da contaminação dos campos de produção de arroz (principal substituto do glúten).
Em conclusão:

Uma dieta sem glúten deve ser baseada, naturalmente, em alimentos sem glúten com um bom equilíbrio de micro e macronutrientes. Carne, peixe, ovos, legumes, castanhas, frutas, vegetais, batatas, arroz e mandioca são todos apropriados. Se produtos sem glúten comercialmente preparados forem utilizados, é preferível que se escolham formas enriquecidas ou fortificadas com vitaminas e minerais. Além disso, uma alternativa saudável a esses produtos são os pseudocereais (como a quinoa, o amaranto e o trigo sarraceno), que têm um alto valor nutricional e biológico.
RECEITA NA CATEGORIA DE PEIXE: Salada de Bacalhau
Ingredientes:
  • 500 g bacalhau demolhado
  • 300 g favas congeladas pequenas
  • sal, azeite e pimenta q. b.
  • 1 ramo de salsa
  • 1 cenoura
  • 2 dentes de alho
  • 1 cebola
  • 10 tomates cherry
  • 40 g azeitonas pretas cortadas às rodelas

Confeção:

1) Cozer o bacalhau, as favas e as cenouras cortadas às rodelas finas, durante cerca de 15 minutos.

2) Retirar a pele e as espinhas ao bacalhau, para depois ser desfeito em lascas e reservar.

3) Retirar a pele às favas e reservar.

4) Reservar as cenouras. 

5) Laminar a cebola e descascar os alhos e reservar.

6) Fazer o molho: picar a salsa, juntamente com os alhos, o azeite e o sal e pimenta a gosto; reservar.

7) Servir no prato, ou então distribuir por vários frascos de vidro individuais, de forma a levar para o trabalho, em função das seguintes camadas: dispor primeiro as rodelas de cenoura, depois as favas descascadas, o bacalhau disposto em lascas, os tomates cherry cortados ao meio, as azeitonas às rodelas e a cebola laminada, de forma a regar tudo por cima com o molho reservado.

Local de compra do ingrediente principal, o bacalhau, do qual falarei em maior pormenor, num próximo texto aqui no blog:

segunda-feira, 21 de maio de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 8 - Curcuma (by Miguel Boieiro)

Tive o grato prazer de conviver com o médico Dr. Jorge Teixeira dos Santos e de adquirir o seu livro “A Chave da Saúde” com o sugestivo subtítulo “Mantenha-se saudável sem Medicamentos”. O Dr. Jorge Santosfoi investigador biomédico, epidemiologista, cientista e formadorda “American Medical and Health Corporation” na área do cancro e é altamente crítico em relação aos tratamentos sistemáticos efetuados por quimioterapia. Em alternativa, advoga terapias baseadas em produtos naturais com realce para a planta denominada Curcuma longa. Aguçou pois, a minha curiosidade e interesse para o estudo desta exótica medicinal, espontânea nas regiões tropicais.

Com o nome genérico de curcuma existem cerca de 130 espécies pertencentes à família das Zingiberaceae, de que também faz parte o gengibre. Vamo-nos deter apenas na Curcuma longa, também conhecida como açafrão-da-índia, açafrão-da-terra e turmérico. Ela é originária da Índia, sua principal produtora, consumidora e exportadora. Como se sabe, a Índia é, de longe e de longa data, a casa das especiarias; que o digam os navegadores portugueses que, nos séculos XV e XVI, avidamente as buscaram nesta parte remota do então mundo conhecido pelo ocidente. Ora, dos cerca de 3 milhões de toneladas de especiarias produzidas por ano na Índia, a curcuma representa a parte substancial, o que denota bem o seu valor. A denominação “curcuma” provém do sânscrito, enquanto o termo inglês “turmeric” foi herdado enviesamente da expressão latina “terra merita”.

A curcuma é uma herbácea perene e rizomatosa que vegeta nas regiões de climas quentes e húmidos com temperaturas entre os 20 e os 30 graus centígrados, necessitando de acentuada pluviosidade para proliferar. Conheço, no entanto, uma amiga que a conseguiu plantar na sua quinta, sita num dos sopés da cordilheira da Arrábida, beneficiando do microclima lá existente.
A curcuma chega a atingir um metro de altura e possui longas folhas alternadas, brilhantes, pecioladas, oblongo-lanceoladas que estreitam em ápice. As inflorescências, protegidas por dilatadas brácteas, são hermafroditas, verdes na parte de baixo, brancas ao centro e violáceas no cimo. Os rizomas, cilíndricos, muito ramificados e aromáticos, de amarelo-alaranjado intenso, constituem a parte utilizável desta planta. Secos e moídos formam um pó amarelo, divulgado erradamente como açafrão. Ele é o principal constituinte do caril e da “masala”. Estas misturas de várias especiarias são largamente utilizadas na gastronomia do oriente há mais de 2 mil anos. 
Foram determinados alguns elementos da complexa rede de componentes químicos da curcuma, nomeadamente: vitaminas B3, E e K, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, zinco, princípios amargos, ácidos orgânicos, resinas e sobretudo, óleos, agrupando 34 essências.
Estão cientificamente comprovadas as propriedades anti-inflamatórias, antivirais, antibacterianas, antialérgicas, antioxidantes, anticancerígenas, colagogas, carminativas, reguladoras do sistema digestivo, apoiantes das funções do fígado e da bílis e estimulantes do sistema imunitário, desta notabilíssima planta.

Embora prossigam ainda aturadas investigações laboratoriais, são já imensas as indicações curativas que lhe atribuem para: artrite reumatoide, epilepsia, diarreia, amenorreia, hepatite, asma, acne, eczema, psoríase, diabetes, hidropisia, úlceras gastroduodenais, colesterol, doenças neuro degenerativas como o alzheimer e o cancro, etc.

A medicina chinesa e a ayurvédica usam abundantemente a curcumina para combater inúmeras maleitas. A curcumina, princípio ativo da curcuma, é um composto instável que não pode fabricar-se industrialmente, sendo apresentado em pó, gel ou pomada.

Na culinária é quase infindável o leque de utilizações em ementas dos países asiáticos, quer como corante alimentar, quer como especiaria gustativa, quer ainda como conservante, uma vez que reduz a ação bacteriana e suprime a oxidação das gorduras. Mesmo nos países ocidentais é cada vez mais corrente a sua utilização.

Especialmente no sudoeste asiático a curcuma tem papel relevante na preparação de champôs e perfumes e para tingir tecidos de seda e de algodão das vestes dos monges budistas e “saris”. Tem ainda funções folclóricas e religiosas e entra nos ritos funerários do hinduísmo e do budismo.

Determinante parece ser a sua atividade como inibidora do desenvolvimento dos tumores malignos

o que constitui uma solução para debelar o flagelo do cancro. As estatísticas mostram que a Índia possui, significativamente, uma das mais baixas taxas mundiais de cancros do cólon, próstata e pulmão. Isso quer dizer alguma coisa!

Para terminar, eis o preparo de uma simples infusão:

Deita-se 1 litro água fervente sobre 20 g de rizomas de curcuma, deixa-se repousar 15 minutos e toma-se duas chávenas por dia após cada uma das principais refeições.  

Miguel Boieiro

sexta-feira, 18 de maio de 2018

PLANTAS PARA COLHER E DEGUSTAR: texto 7 - Hortelã-pimenta (by Miguel Boieiro)

Em cada estação do ano, a vetusta Sociedade Portuguesa de Naturalogia, considerada uma das mais antigas associações ambientais existentes no nosso País, organiza um almoço de convívio para os seus sócios e amigos. Na elaboração das ementas vegetarianas, a SPN procura inovar e introduzir novidades gastronómicas para atrair os comensais e divulgar bons princípios da alimentação saudável. A bebida que acompanha as refeições é geralmente o suco de cenoura que os participantes sedentos, sobretudo no almoço de verão, esgotam num ápice. Para obviar aos inconvenientes, alguém teve a peregrina ideia de servir antes do sumo da cenoura, água aromatizada com folhas de hortelã-pimenta. A iniciativa foi excelente e resultou com agrado geral. Assim nasceu mais uma útil aplicação para esta versátil erva aromática.

A Menta x piperita é uma Lamiácea híbrida que resulta do cruzamento entre a Menta aquatica(hortelã-mourisca) e a Menta spicata(hortelã-vulgar). Todavia, para complicar, alguns botânicos referem que a hibridação é tripla, juntando-lhe também a Menta suaveolens, conhecida popularmente como mentrasto ou hortelã-de-burro. De resto, sublinhe-se que existem inúmeros cruzamentos entre as diferentes mentas, o que dificulta a sua rigorosa identificação. O sinal de multiplicação “X” foi a regra escolhida pelos cientistas da nomenclatura botânica para indicar que a planta é híbrida e que, consequentemente, a sua reprodução não se efetua por semente mas sim por via vegetativa (rebentos subterrâneos).

O que interessa verdadeiramente é que todas as subespécies de hortelã-pimenta, das cerca de três dezenas que se encontram caracterizadas, têm sensivelmente as mesmas propriedades aromáticas, medicinais, condimentares e ornamentais.

Trata-se de uma herbácea perene com raízes subterrâneas ramificadas. As folhas são opostas, peninérveas, lanceoladas ou ovadas, pecioladas e ligeiramente dentadas. Os caules, de cor arroxeada, apresentam-se canelados e podem atingir 60 cm de altura, culminando em flores violetas agrupadas em espiga. Os frutos (tetraquénios), com sementes estéreis, raramente aparecem.

A maior parte dos livros de fitoterapia mencionam a hortelã-pimenta. Veja-se, por exemplo, o que diz o antigo Manual de Medicina Doméstica do Dr. Samuel Maia que a designa de Mentha officinalis: “dela se extrai o mentol, de largo uso e muito apreciado como antisséptico do nariz, faringe, laringe, etc.. Internamente usa-se como aperitivo. Aproveitam-se as sumidades floridas com as folhas próximas que se cortam de agosto a setembro e a seguir se secam em tabuleiros de asseio rigoroso”. Eis o infuso recomendado: “10 g de sumidades secas num litro de água fervente. Infusa meia hora. Serve para gargarejos, inalações, lavagens das fossas nasais, corisas, rinites, faringites, rouquidão, ozena, sinusites”.

Análises químicas revelam que a hortelã-pimenta possui taninos, flavonóides, algumas substâncias amargas e sobretudo muitos óleos essências em que se sobrepõe o mentol.

Como propriedades medicinais são apontadas as seguintes: digestiva, carminativa, colerética, antissética, afrodisíaca, tonificante, analgésica, excitante, colagoga, estomáquica, vasodilatadora, descongestionadora nasal, etc.
 
Com tantas propriedades não admira a sua recomendação para múltiplos transtornos: falta de apetite, aerofagias, diarreias, cãibras, cefaleias, catarros, infeções bocais, herpes, cólon irritável, refluxo gastro esofágico, gastrite, vómitos, doença de crohn, pé-de-atleta, …
Pessoalmente, prefiro utilizar as folhas e as sumidades da planta fresca porque tenho a possibilidades de as colher nos sítios e épocas certas. Para quem não dispõe dessa possibilidade aconselha-se especiais cuidados: colher as folhas que não tenham ferrugem e submetê-las a uma corrente de ar quente e seco que não exceda a temperatura de 25 graus, guardando-as, depois de secas, em frascos escuros ao abrigo do ar e da luz.
Há imensas preparações fitoterapêuticas. Citemos apenas algumas:
  • Infuso da planta fresca (30 g num litro de água – bebida tónica e refrescante).
  • Licor (macerar durante 2 semanas 30 g das folhas num litro de álcool a 60º, coar, dissolver 250 g de açúcar de preferência mascavado).
  • Pedilúvio (banho de pés em infusão da planta – muito aconselhável para quem sofre de pé-de-atleta).
  • Chá” (deitar duas colherinhas da planta seca numa chávena de água a ferver e deixar macerar durante 10 minutos).
  • Álcool mentolado (dissolver a essência em álcool para fricções – para aliviar nevralgias, dores musculares e reumáticas).
  • Mastigação de folhas frescas para eliminar a halitose.
  • Compressas a fim de aliviar as dores de cabeça e as cãibras.

Para terminar, refira-se ainda que a hortelã-pimenta é também utilizada no fabrico de detergentes, cosméticos e pastas dentífricas.

Miguel Boieiro

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Luís Figueiredo em Entrevista à Cozinha Com Rosto by Mónica Rebelo!

Quem é que já não ouviu dizer “comer cenoura faz bem aos olhos”?
Todos nós sabemos o quanto uma boa alimentação é vital para a nossa saúde em geral, mas, também o é, seguramente, para a nossa saúde ocular!
 
E à medida que os anos vão passando, tornar-se-à cada vez mais difícil com que as células do nosso corpo se regenerem…

Mas também é verdade que talvez se consiga reduzir esse mesmo risco, ou pelo menos adiar essa situação menos boa, onde a alimentação poderá ter um papel fundamental; logo, em parte, dependerá da vontade de cada um de nós em querer desfrutar ou não de mais tempo com uma boa visão.

Vamos a isso?

Por esse mesmo motivo, nada melhor do que, iniciar-se uma pequena conversa com alguém que é especialista ao nível da optometria, ou seja, alguém que detém uma prática profissional com o objetivo sério de realizar medições de amplitude visual, para além do facto de ter, a seu próprio cargo, dois estabelecimentos ópticos na zona de Odivelas, a Opticalia Famões e a Opticalia Odivelas, ambos capazes de nos fazer propor um vasto catálogo de óculos adequados a cada situação, bem como ao nosso estilo, sendo eu a prova disso mesmo: Luís Figueiredo!

1) Soube que a Opticalia fora distinguida pelos consumidores, pelo quarto ano consecutivo, com o Prémio Cinco Estrelas na categoria Moda e Beleza, por isso muitos parabéns! Mas o que é que acha que está na base de toda esta repetitiva preferência?

Luís Figueiredo: A Opticalia viu reconhecida a qualidade dos seus produtos e serviços. Uma das nossas preocupações é a antecipação das necessidades do cliente. Há que criar confiança através do nosso trabalho, como se tem vindo a verificar nestes últimos 14 anos. A venda não acaba quando se entrega um determinado produto. Já a formação dos colaboradores é uma preocupação constante, pois só através dela é possível garantir a inovação e um “serviço cinco estrelas”.

 2) E será que as pessoas em geral estão a ficar mesmo mais preocupadas com a sua saúde ocular? 

Luís Figueiredo: Muito sinceramente, acho que as pessoas preocupam-se com a saúde ocular, mas quando chega à escolha dos produtos, o que vai prevalecer, em grande parte, são os valores despendidos na sua aquisição. Muitas vezes não estão em conformidade com as necessidades visuais para o seu dia a dia, nem com a qualidade óptica necessária para o seu conforto. Quando se pensa que é “tudo igual”, então poderemos dizer que todos aos carros, telemóveis, televisores, etc… também o são?
3) Mas não se têm visto muitas campanhas publicitárias, por aí, a esse nível, estou certa?

Luís Figueiredo: Na realidade, as campanhas começam nas ópticas. Somos os primeiros a alertar para o risco de alguns hábitos comuns que poderão “danificar” a saúde ocular. Nem sempre o estar a ver bem é sinónimo de ter uma boa saúde ocular. É cada vez maior o número de pessoas preocupadas com a alimentação e a prática de exercício físico, o que ajuda bastante, mas não chega! A visita regular a um oftalmologista ou optometrista é um conselho válido para todas as idades. Algumas doenças patológicas são silenciosas e só detetadas num consultório. 

4) Então, o que é que se deve ter mesmo em conta quando decidimos comprar uns óculos de sol, por exemplo?

Luís Figueiredo: Sem dúvida, a qualidade óptica que os óculos de sol/lentes oferecem. Hoje, vimos jovens (e não só) a adquirir os seus óculos de sol em mercados paralelos sem terem em conta se existe filtragem dos raios UVA e UVB. Essa escolha presente vai-se refletir no futuro da sua saúde ocular. Vamos imaginar o seguinte: quando temos muita luz, a pupila contrai-se para não deixar passar os raios solares para a retina, com pouca luz surge o inverso, isto é, dilata-se. Quando temos umas lentes escuras, tendencialmente a pupila vai dilatar. Ora, se não temos uma boa protecção, a quantidade de raios solares a atingir a retina irá ser num número muito maior. Conclusão: é preferível não usar óculos de sol comprados em mercados paralelos, sempre protege mais! 
5) E no que toca a rastreios visuais gratuitos: por acaso costuma existir muita adesão? 

Luís Figueiredo: Sempre que os pais visitam a nossa óptica com os filhos, temos sempre o cuidado de levar os mesmos a fazer um rastreio. Ao contrário do que se possa pensar, as ópticas, são a primeira barreira da saúde ocular para a população em geral.

6) Por outro lado, que tipo de alimentação, ou que tipo de rotinas diárias, devemos mais ter em conta, independentemente do facto de sofrermos ou não de alguns desses mesmos malefícios?

Luís Figueiredo: É um facto que a opção por uma alimentação saudável e adequada é essencial para manter a saúde dos olhos, pois ajuda a manter e melhorar a função visual e até mesmo evitar o surgimento de alguns problemas e patologias. Olhos sãos são também o reflexo de um corpo são.  Daí os legumes e peixe ricos em Omegas 3 e 6 sejam essenciais na mesa dos portugueses. Outra factor importante é a vitamina D, que ajuda à não progressão da miopia associada a outros métodos de controlo da miopia. As hipóteses de uma criança ficar míope são reduzidas em aproximadamente 30%, se a criança passar mais de 14 horas por semana ao ar livre!

7) E com que problemas oftalmológicos costuma deparar-se mais nas suas consultas? Quais serão também as suas causas mais comuns e como poderão ser tratados ou porventura evitados?

Luís Figueiredo: Os meus clientes relataram sintomas como olho seco, irritação, visão turva, fadiga ocular e dores de cabeça, principalmente quem “abusa” dos dispositivos digitais. A síndrome visual dos computadores é um problema de saúde pública emergente, epidémico e global. Hoje em dia, já existe uma solução para esse fim, como o filtro azul que previne a fadiga e o stress visual. Mas, conforme a idade, as queixas ou problemas oftalmológicos variam. A ter em conta, o glaucoma, catarata, DMRI, retinopatia diabética, maculopatia mioptica, que são as principais causas de cegueira, mas que detectadas a tempo podemos restringir o avanço das mesmas.  

8) Já agora, por sofrer de astigmatismo e de miopia desde quase os meus 5 anos de idade, sendo eu uma das suas clientes habituais desde já há algum tempo, mais precisamente desde que me mudara definitivamente para Lisboa, também sei que recentemente abrira uma segunda loja na zona de Odivelas: o que tem então para oferecer de «novo», neste caso, à população odivelense? 

Luís Figueiredo: Queremos transportar todo o nosso conhecimento de 14 anos adquirido em Famões para Odivelas. Garantimos sempre a melhor qualidade dos nossos produtos e serviços. Preços transparentes, atendimento personalizado aliado à moda. Queremos que quem nos visite se sinta em casa e ganhe a confiança dos nossos profissionais. É um projeto que nos vai fazer diferenciar da nossa concorrência.  

9) Lia eu também, outro dia, no site www.apdc.pt, o seguinte: “(…) no que respeita ao número de portugueses a fazer comprar online, foi de 36% em 2017 (13% em 2009), devendo alcançar os 59% em 2025. Os números são da última edição do estudo Economia Digital em Portugal, desenvolvido pela ACEPI, em parceria com a IDC.”; portanto, na sua opinião, o que é que acha que se poderia fazer no sentido de se «combater» este tipo de mercado, muitas vezes fraudulento?

Luís Figueiredo: Nada. Não poderemos fazer nada. Parte do consumidor adquirir informação necessária e indispensável para a aquisição desses mesmo produtos. 
10) Com que marcas costuma então trabalhar e que média de preços costuma praticar na sua loja de Famões e Odivelas?

Luís Figueiredo: Trabalhamos com as marcas de renome internacional, tais como: Ray-Ban, Hugo Boss, Max Mara, Emporio Armani, Guess, Swarovski, entre outras que oferecem aos nossos clientes qualidade e um bom serviço pós venda. A Opticalia oferece marcas exclusivas, tais como a Mango, Pepe jeans, Custo Barcelona, Pull&Bear e agora, mais recentemente, Pedro Del Hierro e Hacket. Para completar, dispomos das melhores marcas de lentes oftálmicas e lentes de contacto. Os valores vão depender de cada caso, graduação, necessidade e, claro, da escolha de cada cliente. 
11) Para finalizar, que tipo de serviços e/ou campanhas exatamente é que tem agora à disposição, de quem o quiser visitar, em cada um dos seus atuais estabelecimentos?

Luís Figueiredo: Temos consultas diárias de Optometria e Contactologia, medição da tensão ocular para despiste do glaucoma, topografia corneana e marcação de consultas de Oftalmologia. Paks de armações de marcas internacionais e exclusivas da Opticalia, que incluem lentes oftálmicas a um ótimo preço, mas nunca desprestigiando a qualidade óptica. Vai entrar agora, a campanha de 2×1 em óculos de Sol de marca, que consiste na escolha de um óculo de sol e oferta de outro das marcas exclusivas da Opticalia. Para completar, temos acordo directo com a MEDIS e Advancecare, entre outros descontos, na apresentação dos cartões com as empresas que temos convénio.  

sexta-feira, 11 de maio de 2018

As receitas que faltavam no texto anterior...

A batata-doce (Ipomoea batatas), com origem nos Andes, também chamada de batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma que da batata, do tomate, etc). 

Existem diversas variedades capazes de serem cultivadas, podendo ser encontrada nas seguintes cores externas: amarela, branca e roxa. Para além disso, ela ainda pode ser classificada de acordo com o seu formato, tamanho, cor interna, doçura, precocidade, cor das folhas e até pela coloração das flores, entre outras:

  • é bastante apreciada pelos desportistas, mas não só, uma vez que é fonte de potássio, vitamina A, C e B1.
  • deve-se evitar o frigorífico na altura em que é preciso armazená-la, pois o frio tornará a sua polpa mais dura, para além de que deve mantê-la longe das cebolas, já que se estiverem juntas, ambas se deterioram mais facilmente.
  • por ser difícil descascá-la, devido ao seu formato irregular, é preferível cozê-la primeiro com a casca, ajudando ao mesmo tempo a preservar os seus nutrientes.
  • as folhas e brotos da batata-doce são igualmente comestíveis após uma breve cozedura 

No que diz respeito ao acompanhamento da “maionese de alho“, decidi escolher este tipo de receita sem qualquer ovo adicionado, já que habitualmente procura-se fazer uma certa emulsão de gordura com a lecitina dos ovos, no sentido de ser especialmente adaptada também para pessoas que excluem quaisquer alimentos de origem animal, como no caso de quem segue o veganismo, sendo ao mesmo tempo um movimento a respeito dos direitos animais que tem vindo a crescer gradualmente:

Em português, se consideram as três primeiras e as três últimas letras (vegetariano), excluindo o etari, na formação do termo vegano (substantivo masculino, significando “adepto do veganismo” – feminino, vegana).
 A definição oficial de veganismo é: “O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para a alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade”.
Dean Ornish é um dos médicos que recomendam uma dieta vegana de poucas gorduras para prevenir e reverter certas doenças degenerativas.
Veganos evitam o uso de cosméticos, produtos de higiene e limpeza que tenham sido testados em animais.
 O dia 1 de Novembro é marcado pelo Dia Mundial Vegano (“World Vegan Day”, em inglês), que é comemorado desde 1994, quando a Vegan Society da Inglaterra comemorou 50 anos de criação.
Veganos não caçam, não promovem nenhum tipo de pesca, e boicotam qualquer “desporto” que envolva animais “não humanos”. 
Já agora, convido-vos a ler um texto na forma de entrevista já publicada há algum tempo por mim neste blog, mas sem dúvida bastante interessante, acerca de alguém que pratica o vegetarianismo/veganismo e qual a sua relação com a vida e o bem-estar comum:

E não se esqueçam de que o link abaixo ajuda a completar a referida… 

RECEITA 3 – Batata Doce no Forno 

Ingredientes:

  • batatas-doces q. b.
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de colorau
  • 1 colher de chá de orégãos
  • Uma pitada de sal e pimenta preta

Confeção:

1) Ligar o forno a 200ºC.

2) Cortar a batata-doce às rodelas, para logo a seguir misturar tudo muito bem juntamente com os restantes ingredientes.

3) Distribuir as rodelas de batata doce numa forma forrada com papel vegetal, levando depois ao forno durante cerca de 10 minutos.

4) Virar as rodelas de batata doce, para ainda ser levadas novamente ao forno durante mais 10 minutos, de forma a ficarem bem douradas e crocantes por fora e reservar. 

RECEITA 4 – Maionese de Alho (sem ovo) 

Ingredientes:

  • 60 g de pinhões
  • 1/2 colher de sopa de mostarda
  • 4 colheres de sopa de água
  • 1 colher de sopa de vinagre de fruta
  • Sumo de meio limão pequeno
  • 1 dente de alho
  • Uma pitada de sal e pimenta preta

Confeção:

1) Colocar todos os ingredientes no liquidificador e triturar até o molho ficar bem cremoso. 

2) Ajustar os temperos a gosto e, se necessário, adicionar mais água.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nova Receita de Peixe no Blog!

Polme é uma preparação culinária utilizada na fritura de determinados alimentos, sendo uma massa de consistência mole, com a qual se envolvem os alimentos antes de os fritar.
Normalmente, os seus ingredientes principais são: a farinha de trigo, ovo e/ou água
Mas a sua espessura pode variar, existindo polmes mais finos ou mais grossos, consoante a sua composição.

O seu nome deriva do vocábulo latino pulmentu, que significa polpa, podendo também designar os preparados usados para confecionar panquecas e crepes.

Por sua vez, tempura (em japonês てんぷら ou 天麩羅, tenpura) é um prato clássico da culinária portuguesa e exportada para o Japão que a popularizou, que consiste em pedaços fritos de vegetais ou mariscos envoltos num certo polme fino. Para esse mesmo resultado, a respetiva fritura é realizada em óleo bastante quente, durante apenas cerca de dois ou três minutos.

Mas, lá está, este tipo de receita fora introduzido no Japão por missionários portugueses ativos, particularmente na cidade de Nagasaki, fundada igualmente por portugueses, durante o século XVI. 
E a origem mais aceite atualmente para a palavra tempura baseia-se no facto de que os Jesuítas não comiam carne vermelha durante a Quaresma, em latim “ad tempora quadragesimae”, logo preferiam o consumo de vegetais e frutos do mar. Outras hipóteses da origem incluem a palavra tempero e o verbo temperar.

Hoje em dia ainda existe um prato em Portugal muito semelhante à tempura, denominado de peixinhos da horta, que por acaso já foi mencionado por mim neste blog no link abaixo, consistindo resumidamente em fritar pequenos pedaços de feijão-verde envoltos num certo polme mais espesso:

Vamos então passar agora à descrição de uma parte das receitas enumeradas acima, devendo só acrescentar-se o seguinte: mais uma vez, este conjunto de receitas teve o apoio da loja Lota no Bairro, com o respetivo fornecimento das referidas postas de dourada, devidamente limpas e cortadas em postas finas para o efeito pretendido.

E… bom apetite!

RECEITA 1 – Postas Finas de Dourada em Polme de Cerveja

Ingredientes:

  • postas finas de dourada
  • 1 l de óleo vegetal
  • 100 gr de farinha de trigo
  • 100 gr de amido de milho
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 1 ovo
  • 20 cl de cerveja
  • 1 colher de chá de sal
  • sal e pimenta a gosto

Confeção:

1) Colocar o óleo a aquecer numa panela funda, podendo utilizar-se um termómetro, de forma a ajudar a manter a temperatura pretendida.

2) Fazer o polme de cerveja: numa primeira tigela, misturar bem a farinha de trigo com o amido de milho, o sal e o fermento; numa segunda tigela, bater bem a cerveja com o ovo; misturar bem o conteúdo das duas tigelas.

3) Preparar o peixe: secar bem as postas com a ajuda de um papel absorvente. 

4) Fritar as postas: mergulhar cada uma das postas na tigela com o polme, para depois levar a fritar cuidadosamente no óleo quente; virar a meio do processo, devendo retirar já frito daí a uns 5 minutos, dependendo do tamanho, mais ou menos quando começar a ficar com a cor dourada; colocar numa travessa forrada com papel absorvente e reservar, temperando a gosto com sal e pimenta na altura de servir.

5) Atenção: não encher a panela de fritar com muito peixe, para evitar que a temperatura desça muito, para além de que a massa pode vir a ficar quase ou nada crocante!

RECEITA 2 – Molho de tomate com tomilho 

Ingredientes:

  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho
  • 40 gr de manteiga
  • 1 dl de azeite
  • 1 ramo de salsa
  • 2 folhas de louro
  • 500 gr de tomate
  • 1 dl de vinho branco
  • 1 colher de chá de açúcar amarelo
  • sal, pimenta e tomilho q. b.

Confeção: 

1) Descascar e picar as cebolas e os dentes de alho, para depois levar tudo ao lume com a manteiga e o azeite a refogar. 

2) Tirar a pele e as sementes aos tomates, para logo a seguir serem picados e misturados com a cebola e os alhos. 
3) Adicionar o ramo de salsa e as folhas de louro, deixando cozinhar tapado sobre lume brando durante cerca de 20 minutos.

4) Verter o vinho branco a pouco e pouco, para além de juntar o açúcar amarelo e de temperar com sal e pimenta a gosto, deixando ferver a seguir durante mais alguns minutos. 

5) Retirar o ramo de salsa e as folhas de louro, para logo a seguir reduzir tudo a puré com a ajuda de uma varinha mágica. 

6) Perfumar com o tomilho a gosto e reservar.