quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Pêras Bêbadas com Especiarias e Pinhões

De acordo com o livro A Lenda de Martim Regos de Pedro Canais, “em plena época dos Descobrimentos um herói português, aventureiro, descobre a plenitude da vida nos quatro cantos do mundo… percorre o continente africano, anda pelo Egipto, explora a costa do Brasil, visita Veneza, conhece Meca e Jerusalém, chega à Índia e acaba por ser o primeiro europeu a entrar na China depois de Marco Polo…“.

Acrescente-se ainda que, na pág. 96 desse mesmo livro, “quis então meu pai saber se me haviam dado vinho a beber secretamente ou pêras emborrachadas ou águas de maçã arrecadada, pois tais coisas que eu ali estava dizendo não lhe pareciam senão pensares de cristão avinhado.

Portanto, aqui vos deixo uma possível história que nos permitirá tirar algumas conclusões importantes acerca da origem para a intituladas receita tradicional portuguesa das «pêras bêbedas», o que acham?

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Pêras bêbadas com especiarias

Ingredientes:

  • 400 gr de açúcar
  • 1 l de vinho tinto
  • 1 pau de canela
  • 1 casca de limão
  • 1 casca de laranja
  • 3 vagens de cardamomo
  • 3 bagas de pimenta rosa
  • 6 pêras
  • 1 limão
  • pinhões q. b.

Confeção:

  1. Descascar as pêras e envolvê-las em sumo de limão para não escurecerem.
  2. Num tacho, colocar o vinho, as especiarias, as cascas de limão e de laranja, tal como o açúcar, mexendo tudo muito bem, para depois levar ao lume até dissolver o açúcar.
  3. Acrescentar as pêras e deixá-las cozer em lume brando cerca de 30 minutos, para a seguir serem retiradas e deixar a calda de vinho reduzir mais um pouco.
  4. Depois, devem ainda ser levadas ao forno durante algum tempo num tabuleiro com um pouco da calda no fundo, sem esquecer de espalhar por cima alguns pinhões.
  5. Servir as pêras ainda mornas, podendo serem acompanhadas de um pouco de gelado a gosto.

fontes: https://bau-receitas-conceicaocoelho.blogspot.com/2018/02/peras-bebadas-com-especiarias.html,

https://asreceitasdatiagui.blogspot.com/2016/12/peras-bebedas.html

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Resultado do Sorteio do Pastel de Feijão by Chef António Amorim!

É com imenso prazer que, também em nome do Chef António Amorim, detentor da loja Fábrica do Pastel de Feijão em Lisboa, felicito a caríssima Vencedora do Sorteio do Dia de Namorados anunciado no passado dia 8 de fevereiro, Ana Antunes, tendo sabido entretanto que também é detentora de um Blog, Cozinha da Anita.

E logo a seguir ao fecho do referido Sorteio a 11 de fevereiro, no passado dia 12 do mesmo mês foi a altura de realizar o Sorteio propriamente dito, tendo-se em conta as várias entradas assumidas pelo respetivo formulário construído para o efeito e, ao mesmo tempo, o facto de terem ou não seguido exatamente todas as Regras mencionadas aqui, através do site Random.org, e de uma forma totalmente aleatória, tal como é demonstrado no Vídeo abaixo:

Mais tarde, durante a manhã do passado dia 17 de fevereiro, foi a vez de entregar em mãos, aqui, o saboroso Prémio a quadruplicar à já anunciada Vencedora Ana Antunes: 4 Pastéis de Feijão da autoria do reconhecido Chef António Amorim!

Já agora, quero também agradecer a feliz Parceria estabelecida com o referido Chef António Amorim, já que é alguém capaz de reconhecer, e de uma forma bastante capaz e empreendedora, que a Cozinha portuguesa tem raízes, passado e história!

Por isso sugiro, meus caros leitores deste Blog, subscreverem desde já a respetiva Newsletter, já que é relativa a uma Revista Digital Mensal, tendo saído este mês uma Entrevista feita ao próprio Chef António Amorim, logo não percam mais tempo e sigam por favor o link aqui!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Cinco Workshops sobre Comida Saudável!

Começa já amanhã, 23 de fevereiro, às 10h00 no Mercado da Ajuda, o primeiro de cinco workshops sobre comida saudável destinado a jovens atletas das Olisipíadas e suas famílias. chef Chakall e o Kiko, a mascote das Olisipíadas, são os anfitriões. Os workshops, que se destinam a sensibilizar e educar de forma prática para a adopção de hábitos saudáveis na alimentação, contam ainda com o aconselhamento de uma especialista nesta área.

Com início sempre às 10h00, os restantes workshops decorrem nos mercados de Campo de Ourique (2 de março), da Encarnação Norte / Olivais (23 de março), do Lumiar (4 de maio) e de Alvalade (11 de maio). As inscrições são limitadas ao máximo de cem participantes e efectuadas no próprio dia, por ordem de chegada.

“Tenho um enorme prazer em fazer parte da edição das Olisipiadas deste ano em estreita colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa”, afirma o chef, para sublinhar que “sendo pai de cinco filhos, cozinheiro e tendo praticado desporto em miúdo, faz todo o sentido partilhar algumas dicas boas, fáceis e divertidas sobre alimentação saudável ao longo dos próximos meses nalguns dos mercados mais emblemáticos da cidade de Lisboa.” Chakall deixa ainda um desafio: “Envolver pais, filhos, educadores na cozinha e, juntos, descobrirmos mais sobre uma vida mais equilibrada, saudável e saborosa, parece-me um ótimo programa para todos ao sábado de manhã! Quem alinha?”

Para mais informações sobre Chakall: www.chakall.com

Para mais informações sobre as Olisipíadas: www.cm-lisboa.pt/olisipiadas

Fotos: direitos reservados

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Creme de aves com caril

Tendo em conta a receita anteriormente apresentada de Caril de Gambas, decidi partilhar hoje, com quem me segue, uma outra receita com caril:

RECEITA NA CATEGORIA DE SOPA: Creme de aves com caril

Ingredientes:

  • 100 gr arroz carolino
  • 1 frango pequeno partido aos pedaços
  • 2 dentes de alho
  • sal e salsa q. b.
  • 1 cebola
  • 1 colher de sobremesa de caril em pó
  • 300 gr cogumelos frescos
  • 100 gr cenoura
  • 500 gr courgettes

Confeção:

  1. Numa panela com água a ferver, cozer os pedaços de frango, a cebola, os dentes de alho e o sal, durante 30 minutos.
  2. Quando estiverem cozidos, retire-os; depois deixe-os arrefecer e desfie a carne grosseiramente.
  3. Juntar o arroz e metade dos cogumelos à água da cozedura.
  4. Assim que o arroz estiver cozido, adicionar a salsa e o caril em pó, triturando depois tudo com a varinha mágica, de forma a obter um creme aveludado.
  5. Juntar a cenoura descascada e cortada em pequenos cubos, deixando cozinhar até estar tenra, para a seguir adicionar os restantes cogumelos laminados, as courgettes cortadas em cubos e o frango desfiado.
  6. Cozer até os cogumelos e as courgettes estarem macios e na altura de servir, decorar com algumas folhas de salsa.

fonte: https://www.pingodoce.pt/receitas/creme-de-aves-com-caril/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Resultado do Sorteio do Cabaz de Produtos Biológicos!

É com muito gosto que, também em nome de Cristina, detentora do Blog Coisas de Feltro, e de Libério, detentor da Empresa Alcobio, felicito a caríssima Vencedora do Sorteio do Cabaz de Produtos Biológicos anunciado no passado dia 18 de janeiro, Maria Delfina Gama, natural de Vila Verde, tendo já tido a feliz coincidência de a entrevistar, devido ao facto de ter assumido, e com elevada distinção, ao longo da sua carreira profissional, inúmeros cargos em Hotelaria e Restauração, podendo ler-se mais sobre este assunto aqui.

E após o fecho do referido Sorteio a 21 de janeiro, no passado dia 27 de janeiro, foi então a vez de selecionar a respetiva Vencedora, tendo-se em conta as várias entradas assumidas pelo respetivo formulário construído para o efeito e ao mesmo tempo o facto de terem ou não seguido exatamente todas as regras mencionadas aqui, através do site Random.org, e de uma forma totalmente aleatória, tal como é demonstrado no vídeo abaixo:

Entretanto, durante a manhã do passado dia 2 de fevereiro, tive o prazer de entregar em mãos, juntamente com o Sr. Libério da Empresa Alcobio, aqui, os seguintes prémios:

– Eco Bag 100% Algodão, que pode ser usada na mão, no braço ou no ombro e com a assinatura de Coisas de Feltro

– Cartão com a descrição da receita “Creme de Abóbora com Couve” selecionada pelo Blog Cozinha Com Rosto

– Ingredientes necessários à confeção da receita enunciada acima fornecidos pela Empresa Alcobio

Para finalizar, quero também agradecer a feliz parceria estabelecida com a talentosa Cristina do projeto Coisas de Feltro, bem como com o simpático Sr. Libério, detentor da Empresa Alcobio, porque “nós somos o que comemos”, estando certa de que o tipo de alimentação praticado por cada um de nós, por sua vez aliado a certos hábitos quotidianos mais ou menos saudáveis, pode vir a ter uma ligação determinante sobre o ambiente que nos envolve e até as gerações mais novas, logo o futuro também depende de nós!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Licor de Amoras Silvestres

De acordo com o site Wikipédia, as amoras-silvestres (Rubus fruticosus L.) são os frutos poliaquénios (frutos agregados) de arbustos (amoreira-silvestre) do género Rubus, vulgarmente designados como silvas, da família das rosáceas.

De acordo com Pedro Rau, Engenheiro Hortofrutícola, no site lifestyle.sapo.pt, temos que a amora silvestre é rica em açúcares, ácidos orgânicos e vitaminas A, B, E, K e C, minerais (como o potássio, magnésio e ferro) e fibras, sendo normalmente consomida entre julho e agosto no seu estado natural e congelada nos restantes meses do ano.

Este fruto silvestre cresce ainda em muitas zonas do país de forma completamente selvagem, podendo ser utilizado na preparação de gelados, doces, tartes e bebidas.

A nível medicinal, a amora silvestre é um dos mais poderosos antioxidantes, sendo por isso muito utilizada na luta contra o cancro. Historicamente, as plantas deste género existem há mais de 24 milhões de anos. A amora silvestre também é utilizada no fabrico de móveis para a produção de folheado de amora silvestre). Um desenho do famoso Leonardo da Vinci da amora silvestre foi realizado entre 1508 e 1510, sendo considerado um dos melhores e mais completos estudos botânicos do autor!

Em Portugal, existem vários nichos de produção de amora silvestre, que são Vila Real, Sintra, Odemira, Covilhã e Fundão. A nível mundial, os Estados Unidos da América são os principais produtores, seguidos da Sérvia.

A nível de características específicas, pode-se dizer que a amora silvestre provém de pequenos arbustos (podem crescer até aos três a seis metros), muito vigorosos, com ramos arqueados, que no primeiro ano se desenvolvem e no segundo dão origem a flores e frutos. Os ramos são espinhosos e as raízes são fasciculadas e superficiais.

RECEITA INTEGRADA NA CATEGORIA DE BEBIDAS: Licor de Amoras Silvestres

Ingredientes

  • 1 kg de açúcar
  • 1 kg de amoras silvestres maduras
  • 1 litro de aguardente branca
  • 1 estrela de anis
  • 1 pau de canela

Preparação

  1. Lavar as amoras e deixá-las a escorrer.
  2. Num frasco de boca larga, colocar o açúcar, a estrela de anis e a aguardente.
  3. Agitar muito bem para tentar dissolver um pouco o açúcar.
  4. Adicionar as amoras e voltar a agitar.
  5. Guardar o frasco num local afastado da luz solar e sem humidade.
  6. Agitar o frasco regularmente, pelo menos quatro vezes por semana em dias alternados.
  7. Passados três meses, coar o preparado com a ajuda de, por exemplo, um filtro de papel do café.
  8. Colocar numa garrafa e servir.

fonte da receita: http://viajardemochilaascostas.blogspot.com/2012/12/licor-de-amora-silvestre.html

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Caril de gambas

O termo camarão (do latim cammārus, caranguejo do mar, camarão, derivado do grego kámmaros, ou kámmoros) é a designação comum a diversos crustáceos da ordem dos decápodes, podendo ser marinhos ou de água doce.

Existem várias outras espécies de crustáceos aquáticos que têm no seu nome a palavra camarão, mas pertencem a grupos diferentes, tais como os camarões-de-concha (ordem Conchostraca) e os camarões-girinos (ordem Notostraca).

Os camarões comerciais são também conhecidos por outros nomes, tais como gamba ou lagostim (os de grandes dimensões, como o “camarão-tigre-gigante”, Penaeus monodon, que pode atingir cerca de 35 cm de comprimento e um peso de cerca de 1 k – que são as dimensões médias dos verdadeiros lagostins).

Carcinicultura, é como é chamada a criação do camarão em sistemas aquícolas.

Em resumo, sendo ambos crustáceos com presença assídua na gastronomia, o camarão e a gamba têm as suas diferenças: o camarão é de menor porte, enquanto que a gamba remete para variedades maiores, sendo na origem das duas palavras que estas espécies mais diferem, já que uma vem do grego e a outra do italiano.

Acrescente-se ainda que a receita original do caril de gambas tem sotaque português, uma vez que este prato é típico da culinária de Moçambique e da gastronomia Indo-portuguesa de Goa, Damão e Diu, que já pertenceu ao Estado Português da Índia!

E tal como o nome sugere, trata-se de um prato preparado com camarão, apresentando um molho espesso de tonalidade amarela. Entre outros ingredientes, pode incluir coco ralado, açafrão, cominhos, coentros, malagueta, cebola, alho, tamarindo, vinagre, açúcar e sal.

Também é normalmente acompanhado por arroz branco.

Mais especificamente, o caril (português europeu, português angolano, português moçambicano e português de Goa) ou curry (português brasileiro) é uma mistura de especiarias muito utilizada na culinária de países como Índia, Tailândia e alguns outros países asiáticos.

E um dos condimentos usados tradicionalmente na Índia em vários pratos é a folha da Murraya koenigii ou “árvore-do-caril”.

O “pó-de-caril” é feito à base de pó de açafrão-da-terra, cardamomo, coentro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, cravinho, pimenta e canela. Para além destes ingredientes básicos, outros são incluídos, de acordo com as preferências: alforva, pimenta-de-caiena, cominhos finos, noz-moscada, pimenta-da-jamaica, pimentão e alecrim, entre outros. Existem caris que chegam a levar setenta plantas diferentes. Inicialmente, o caril servia para temperar exclusivamente o arroz, mas actualmente é usado para a confecção de inúmeras receitas, como o frango de caril e outras.

A introdução da palavra “caril” na língua portuguesa remonta a 1563, conforme o seu primeiro registo escrito. É possível que a palavra tenha entrado na língua portuguesa através da sua forma canaresa karil, até hoje utilizada em Goa. Segundo outras fontes, a palavra seria proveniente do concani-marata kanddhí e, por sinédoque, teria passado a designar ensopados de vegetais ou de carnes, com especiarias. Na Índia, o caril é considerado como um tipo de massala.

Já a palavra curry que é mais usada no Brasil foi incorporada à língua inglesa em 1598, proveniente do tâmil e do malaio kari (கறி), que significa “molho“.

As comunidades nipónicas também empregam a forma “carê“.

RECEITA NA CATEGORIA DE PRATO PRINCIPAL DE PEIXE: Caril de Gambas

Ingredientes:

  • 150 gr de gambas (*)
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 colher de sopa de caril
  • Sal, azeite, pimenta  e sumo de limão q.b.
  • 1 alho picado
  • 1 colher de sopa de gengibre em pó
  • 1 colher de chá de açafrão
  • 2 colheres de sopa de concentrado de tomate
  • Coentros picados ou salsa picada q.b.

Confeção:

  1. Misturar muito bem, num recipiente, o caril, o açafrão, o gengibre ralado e um pouco do sumo de limão, até formar uma pasta, e reservar.
  2. Num outro recipiente, introduzir as gambas descongeladas, para depois temperar com um pouco de sal e sumo de limão a gosto e reservar.
  3. Num tacho, deitar um fio de azeite e fazer um refogado com a cebola picada, para a seguir colocar o alho picado e deixar alourar; adicionar o concentrado de tomate, envolver tudo muito bem e deixar ferver.
  4. Depois deve-se acrescentar o leite de coco e deixar cozinhar em lume brando, durante alguns minutos.
  5. Retificar os temperos do molho, deixando-o reduzir um pouco.
  6. Entretanto, adicionar as gambas reservadas e deixar cozinhar até começarem a mudar de cor.
  7. Servir o caril de imediato com coentros picados ou salsa picada a gosto e acompanhado de arroz branco.

(*) Encontra este produto à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas com 5% de desconto, bastando dizer que vai da parte do blogue Cozinha Com Rosto! 

fontes: https://saboresdaminhacozinha.blogs.sapo.pt/caril-de-camarao-com-coentros-lima-85103,

https://www.e-konomista.pt/artigo/caril-de-gambas/,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Caril_de_camar%C3%A3o,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Camar%C3%A3o

http://ensina.rtp.pt/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Revista Digital Cozinha Com Rosto - fevereiro 2019

Tenho todo o prazer em anunciar que, a Revista Digital Cozinha Com Rosto do mês de fevereiro, já se encontra finalmente disponível, para quem subscrever a Newsletter deste Blog aqui a partir de… agora!

E, tal como já referi também aqui, só para vos abrir o apetite, desta vez só foram incluídos textos novos, para além de que o tema principal está desta vez ligado, como não podia deixar de ser, ao “Amor e Chocolate“, cujas páginas principais que merecem ser destacadas são as seguintes:

E portanto, para quem ainda não teve a oportunidade de ter acesso à Revista Digital Cozinha Com Rosto do passado mês de janeiro, também não está esquecido, pois basta aceder à mesma clicando apenas na imagem abaixo que é referente à capa da mesma:

Em resumo, para conseguir ter acesso a todas as revistas a partir do presente mês, é preciso subscrever primeiro a Newsletter deste Blog, porque eu depois farei chegar, através do email fornecido, de uma forma totalmente gratuita e em formato PDF, podendo ser lidas em qualquer lugar e através de qualquer dispositivo eletrónico!

E sempre que uma nova surgir, eu publicarei de novo um texto a avisar desse mesmo facto, para além de que a anterior ficará igualmente disponível a partir desse mesmo momento aqui no Blog, só porque… nós somos os que comemos!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

El Bulo Social Club By Chef Chakall: Menu Dia dos Namorados

No passado dia 7 de fevereiro, o Chef Chakall, no seu restaurante El Bulo Social Clubreuniu algumas caras conhecidas, tais como Camané e João Garcia, para apresentar os intitulados menus do Dia dos Namorados, que aí estarão disponíveis, no próximo dia 14 de fevereiro (almoços e jantares).

Acrescente-se, ainda, que os mesmos irão ter um carácter solidário, uma vez que 2€ do seu valor irão reverter a favor da Fundação Rui Osório de Castro, que tem como principal missão apoiar e proteger as crianças com cancro e os seus familiares, através da partilha de informação fidedigna, capaz de esclarecer questões relacionadas com o cancro infantil e promover a investigação em oncologia pediátrica.

No decorrer do jantar, Chakall agradeceu a presença de todos e afirmou que “este jantar é uma forma de conseguirmos chegar a mais pessoas, convidando-as a virem ao El Bulo Social Club no dia 14 de fevereiro, desfrutar destes menus e ajudar-nos, assim, a contribuir para a causa da Fundação Rui Osório de Castro.”Cristina Potier, diretora-geral da FROC, agradeceu a oportunidade, referindo que “esta é mais uma forma que de dar a conhecer a Fundação e o trabalho que desenvolvemos. Este ano completamos 10 anos de existência, ao longo dos quais temos apoiado as famílias destas crianças, prestando esclarecimentos sobre a doença, através de seminários, publicações e o portal PIPOP, e também apoiando a investigação em oncologia pediátrica, praticamente inexistente, mas fundamental para o avanço nas respostas aos vários tipos de cancro infantil.”

Apesar do peso que o tema do cancro infantil acarreta, o ambiente do jantar foi descontraído e serviu também para passar informações relevantes. “O cancro é a primeira causa de morte por doença nas crianças, mas ao contrário do que acontece nos adultos a taxa de sobrevivência é muito positiva, de cerca de 80%” afirmou Cristina Potier. “Mas há muito para fazer. É preciso saber mais sobre o cancro pediátrico. É preciso mais investigação para percebermos melhor as suas causas, chegar a uma taxa de sobrevivência de 100% e para que sigam a sua vida com o mínimo de sequelas. Só aí o nosso trabalho deixará de fazer sentido”, termina.

No dia 14 de fevereiro, os menus solidários estarão disponíveis no El Bulo Social Club ao almoço (12h30-16h00) e ao jantar (19h00-1h00). Reservas: 218 619 027 / elbulo@elbulo.pt

SOBRE O EL BULO SOCIAL CLUB BY CHAKALL

Inaugurado em fevereiro de 2016, o El Bulo Social Club é mais que apenas um restaurante. É um “social club”, espaço despretensioso, simples, confortável e para todos. Com comida não gourmet, descomplicada e boa. Um espaço onde se pode ver futebol, comer petiscos ou assistir a concertos de música ao vivo. Chakall é o responsável pelo projeto e pela carta. Renovado no verão de 2018, aumentou a sua capacidade para 400 lugares sentados, tem vários espaços distintos e é o local ideal para eventos corporativos, team buildings, além de funcionar como bar e restaurante.

Endereço: Praça David Leandro da Silva nº9 A I 1950-064 Marvila I Lisboa

Para mais informações sobre Chakall e El Bulo Social Club: www.chakall.com I www.elbulo.pt

SOBRE A FUNDAÇÃO RUI OSÓRIO DE CASTRO:

A Fundação Rui Osório de Castro (FROC) é uma instituição dedicada ao apoio de crianças com cancro e seus familiares nas áreas de informação e investigação científica em oncologia pediátrica que desenvolve, a título complementar, ações de caráter diverso, nomeadamente atividades lúdicas com crianças e respetivas famílias, eventos de angariação de fundos e campanhas específicas. Constituída em Março de 2009 e reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social e de Utilidade Pública em Junho de 2010, a Fundação nasceu para colmatar a pouca e difusa informação existente sobre o Cancro Pediátrico, apoiando os pais e as crianças com cancro na compreensão da doença, bem como para contribuir para o avanço da investigação científica nesta área. Neste sentido, a Fundação estabeleceu como principais projetos a promoção de um Portal de Informação online (PIPOP), o apoio à edição de Publicações, a promoção de um Seminário Anual e o apoio ao desenvolvimento de estudos científicos nesta matéria. Mais informações em: www.froc.pt

Fotografias: direitos reservados.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Vieiras com Crosta de Sementes de Papoila e Vinagrete de Chocolate

As vieiras (nome cientifico Pecten maximus) são moluscos bivalves marinhos da família Pectinidae. Encontram-se em vários oceanos e abundantemente na América do Norte, norte da Europa, e Japão, sendo bastante apreciadas como alimento refinado. Nos países de língua inglesa são conhecidas como scallop, em francês são a famosa coquille saint-jacques.

As conchas coloridas em forma de leque de algumas vieiras, com seu padrão de pregas radiantes, são apreciadas por colecionadores e malacologistas e tornaram-se um símbolo de heráldica e de Santiago Maior, ostentado pelos peregrinos a Santiago de Compostela. É também a concha representada em O Nascimento de Vênus de Botticelli.

Como as ostras verdadeiras (família Ostreidae), as vieiras têm um músculo central adutor, cuja marca de fixação é visível no interior das suas conchas. O músculo adutor das vieiras é maior e mais desenvolvido do que o das ostras, pois elas são nadadoras ativas: as vieiras são, na verdade, os únicos bivalves migratórios.

As vieiras possuem olhos com lente e retina, mais complexos do que os de outros bivalves. Embora não consigam ver formas, podem detectar a luz e movimento.

RECEITA NA CATEGORIA DE ENTRADAS: Vieiras com Crosta de Sementes de Papoila e Vinagrete de Chocolate

Ingredientes:

  • 50 g de manteiga
  • 1 alho francês, cortado em fatias finas
  • sal e pimenta q. b.
  • 1 embalagem de vieiras (*) limpas
  • 4 colheres de sopa de sementes de papoila
  • 2 colheres de sopa de azeite

Vinagrete de chocolate:

  • 2 colheres de sopa de vinagre de fruta
  • 2 colheres de sopa de tequila
  • 4 colheres de sopa de molho de soja
  • 30 g de chocolate picado

Confeção:

  1. Derreter a manteiga numa pequena frigideira, em lume brando, para depois adicionar o alho francês cortado em fatias finas, devendo-se também temperar com sal e pimenta a gosto antes de tapar e deixar cozinhar alguns minutos; no fim, deve-se reservar, mantendo quente.
  2. Enxaguar as vieiras, para as secar com papel absorvente antes de serem temperadas com sal e pimenta de ambos os lados; colocar as sementes de papoila num prato e pressionar o lado liso das vieiras sobre as mesmas.
  3. Preparar o vinagrete de chocolate: numa caçarola, deitar o vinagre de fruta, a tequila e o molho de soja, para depois levar tudo a ferver; retirar do lume, juntar o chocolate e mexer até obter uma mistura homogénea; ajustar os temperos, se necessário, de modo a obter um certo equilíbrio entre o salgado, o ácido e o chocolate.
  4. Aquecer o azeite numa frigideira em lume brando, para depois ir juntando as vieiras, com o lado liso para baixo, onde estão as sementes; deixar cozinhar de ambos os lados até que estejam macias e ligeiramente douradas, devendo-se ter cuidado para não cozinharem de mais pois podem ficar duras.
  5. Servir logo a seguir, sobre o alho francês, e o vinagrete de chocolate.

(*) Encontra este produto à venda na loja Lota no Bairro, em Odivelas com 5% de desconto, bastando dizer que vai da parte do blogue Cozinha Com Rosto! 

FONTES: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vieira_(molusco)

https://cookingbooksblog.blogspot.com/2014/01/Scallops-in-sesame-crust-and-chocolate-vinaigrette.html

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Sorteio de 4 Pastéis de Feijão by Chef António Amorim

Se, para si, meu caro leitor deste Blog, Amor é “pão pão, queijo queijo”, só porque não quer mais “chorar sobre o leite derramado”, uma vez que está farto de “engolir sapos”, o que o faz “estar com os azeites” nesta altura do ano, deixe-me dizer-lhe que chegou ao local certo para simplesmente mudar a sua vida de rumo e começar a lutar pela sua felicidade a sério!

É que o Amor anda no ar e, de acordo também com um outro saber popular, igualmente imortalizado pelo tempo, em que “a felicidade cria-se no estômago”, ou seja, tendo-se agora em conta o texto publicado anteriormente acerca da loja da Fábrica do Pastel de Feijão, o Blog Cozinha Com Rosto em parceria com o conhecido Chef António Amorim, decidiram juntar-se para oferecer 4 Pastéis de Feijão a quem participar no Sorteio do Dia dos Namorados e preencher o Formulário abaixo com as seguintes Regras:

  1. O sorteio decorrerá a partir de agora, dia 8 de fevereiro, até ao dia 11 de fevereiro às 23h59m;
  2. Subscrever a Newsletter do Blog Cozinha Com Rosto por email, aqui
  3. Gostar da página do Facebook Cozinha Com Rosto, aqui
  4. Gostar da página do Facebook Fábrica do Pastel de Feijão, aqui
  5. Partilhar, de forma pública, o link referente a este texto com o sorteio, na sua rede social Facebook
  6. O vencedor será sorteado via Random.org, sendo depois contactado por email, para se combinar a entrega do prémio na loja da Fábrica do Pastel de Feijão em Lisboa na presença do próprio Chef António Amorim, idealmente entre os dias 14 e 17 de fevereiro, tendo 48 horas para o fazer, caso contrário será nomeado outro vencedor

Boa Sorte a todos!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Revista Digital Cozinha Com Rosto - janeiro 2019

Venho por este meio transmitir-vos, meus caros leitores deste Blog, que dentro muito em breve espero lançar mais uma Edição da intitulada Revista Digital Cozinha Com Rosto, ou seja, a que diz respeito ao mês de fevereiro!

Até lá, tinha todo o gosto que fizessem desde já parte do grupo de Subscritores deste Blog, para que na altura conseguissem então receber a referida Revista, de forma automática, para além de continuar a ser totalmente gratuita e em formato PDF, e assim ser lida em qualquer lugar e dispositivo e sem qualquer necessidade de acederem à Internet, acham boa ideia?

Se sim, vamos já tratar de preencher o formulário respetivo aqui!

E só para vos, digamos que, abrir o apetite do que aí vem, ora vejam abaixo, algumas das páginas mais marcantes da Revista Digital Cozinha Com Rosto do mês de janeiro, a número 1, já que estas eram mais dedicadas ao Aniversário de 2 anos do meu Blog, logo achei por bem na altura publicar uma primeira Revista contendo só alguns dos textos mais lidos, ok?

Mas atenção que, a Revista do mês de fevereiro, ou seja, a número 2, irá conter, que ninguém nos ouça, textos novinhos em folha, cujo tema principal terá a ver certamente com… o Amor e o Chocolate, a propósito do cada vez mais próximo Dia de… São Valentim!

E mais não digo, por agora… até breve!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Fábrica Pastel de Feijão by Chef António Amorim!

De acordo com o que o próprio Chef António Amorim me explicou na sua loja da Fábrica do Pastel de Feijão, por sua vez instalada num dos bairros mais característicos de Lisboa, Alfama, a ideia inicial de recriar o intitulado Pastel de Feijão tradicional de Torres Vedras surgiu em 2008, através de um jantar que fez para amigos, como uma forma de criar uma sobremesa que agradasse a todos!

Mais tarde, também houve a oportunidade de abrir um espaço de restauração em Torres Vedras, tendo sido o local perfeito para recriar então essa mesma receita secular, de forma a torná-la, digamos que, mais apelativa e exigente, não só a nível estético, mas sobretudo pela imagem de que uma certa pessoa ao degustá-la pela primeira vez, iria com certeza memorizar e querer voltar a ter a mesma experiência!

Portanto, em 2009, o Chef António Amorim conseguiu finalizar todo um processo que tinha durado cerca de 4 anos a chegar ao resultado praticamente atual, para além do facto de ter conseguido abrir a já referida Fábrica do Pastel de Feijão, porém sem tornar o próprio Pastel de Feijão num produto industrializado, ou seja, em que fosse possível confecioná-lo de uma forma totalmente manual e artesanal, logo a sua textura e o sabor continuariam, sem dúvida, a marcar pela diferença!

E, de facto, pela minha própria experiência, quem trinca o primeiro pedaço, sente logo toda a sua cremosidade no interior, mas também a sua textura otimamente crocante por fora…

Acrescente-se ainda que o local onde a mesma loja se encontra, contém, por si só, uma envolvência histórica natural, que é também o registo da doçaria tradicional, logo tende a criar-se uma certa dinâmica com o público que entra e sai com uma caixa cheia de Pastéis de Feijão para oferecer a alguém em especial ou então como recordação do nosso Portugal!

Por isso, o facto deste Pastel de Feijão ter sido implementado inicialmente no tal Restaurante A de Torres Vedras em 2014, só veio chamar à atenção de que o Pastel em questão “era bom demais para estar fechado ali entre quatro paredes e devia de ter outra dimensão”, permitindo-lhe «crescer» e ganhar notoriedade.

E obviamente que, na receita, vão continuar a existir «segredos» por desvendar, sendo que “o cheiro específico do crocante caramelizado é o que atrai muitas vezes as pessoas que desconhecem este produto”, tendo até já sido incluído em guias turísticos da Coreia!

A morada exata é Rua dos Remédios, nº33, ficando nas proximidades do Museu do Fado em Lisboa, cujo horário de atendimento é todos os dias entre as 8h e as 20h, mesmo durante o fim de semana.

No que diz respeito à decoração do espaço da Fábrica do Pastel de Feijão, “foi pensada ao pormenor juntamente com o arquiteto e o designer (…) também para além do Pastel queria que se criasse um ícone que fosse a referência da casa (…) e, sendo o tacho de cobre, a ligação com a doçaria tradicional, estava sujeito a criar uma peça que fosse única e que caracterizasse e realçasse o espaço, daí eu ter idealizado este candeeiro que tenho cá e que tem 72 peças de tachos de cobre de vários tamanhos e 110 kilos de peso (…) e está suspenso (…) foram adquiridos todos em França (…) e de facto é uma das coisas que as pessoas às quais tiram fotografia (…) depois temos um mural em que cada um pode deixar a sua dedicatória ou um comentário, temos todos os tipos de línguas (…) estamos no TripAdvisor, que é uma aplicação válida para quem nos procura e que tem os comentários mais reais possíveis”.

Já agora, fique-se ainda a saber que se “podem fazer encomendas em tamanho XL, é o que se considera um bolo de aniversário (…) para um conjunto de pessoas de família que queiram ter uma experiência diferente”, podendo “encomendar o simples ou com frutos vermelhos, que equivale a 12 unidades do nosso tamanho normal, e isto numa mesa dá um destaque diferente”.

Para além disso, existem outras diversidades para quem acompanha e quer tomar o seu pequeno almoço ou lanche, mas só o Pastel de Feijão é que é o ex-libris da casa!

E «Leve connosco o sabor de Portugal», é aquela frase que “funciona quase como um slogan, porque embora seja uma invenção ou reinvenção do Pastel de Feijão de Torres Vedras tradicional, existem vários, não existe só um, tem cá o cunho da nossa doçaria, ao provar, aquela quantidade do açúcar com o ovo, a amêndoa, tudo isso reúne sabores nossos”, e quem está habituado a outro tipo de doçaria, é quem vai aperceber-se das diferenças e caracterizar isso mesmo como sendo a nossa doçaria e levar consigo, ou seja, “poderá comer e levar, em caixas individuais, ou de 4 ou de 6, que fica mais acessível”.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Chuchu (texto 15 - by Miguel Boieiro)

Foram principalmente os Portugueses que, no século XVI, iniciaram uma verdadeira globalização da botânica, mormente das espécies de valor alimentar e terapêutico, ao transferirem plantas e sementes de Oriente para Ocidente e vice-versa, espalhando-as pelos cinco continentes. Lembrou-me um amigo goês que os nossos compatriotas levaram da Índia o café para o Brasil, onde era desconhecido. Hoje, o Brasil é o maior produtor mundial de café. Em contrapartida, trouxeram o caju, do Brasil para o subcontinente indiano e eis que atualmente a Índia é o maior produtor de caju. As navegações marítimas, “dando novos mundos ao mundo”, incrementaram e expandiram o intercâmbio das espécies. É exercício quase surrealista imaginar que na Idade Média os europeus sobreviviam sem batatas, tomates, feijões, abóboras, açúcar, café, chocolates … Seguidamente, as alterações climáticas, o comércio livre e os fenómenos da hibridação alargaram a proliferação das espécies pelas diversas regiões do planeta. Ainda me lembro dos tempos em que as bananas eram caríssimas e não chegavam à província. Foi há três dezenas de anos, se tanto, que provei, pela primeira vez um kiwi, fruta rara, diziam-me, que tinha trinta vezes mais vitamina C do que a laranja (!).

Desta feita, vamos abordar o chuchu, fruto-hortaliça, hoje vulgaríssimo, mas cujo cultivo era raro em Portugal até à primeira metade do século XX.

O chuchu, cuja nomenclatura científica é Sechium edule pertence à família botânica das Cucurbitaceae, como a abóbora, o pepino, a melancia ou o melão. É nativo do sul do México e dos países caribenhos onde se designa popularmente por chayote que, em língua indígena, significa “cabaça espinhosa”. Trata-se de uma herbácea trepadeira perene e monoica, que gosta de solos húmidos e azotados e medra favoravelmente entre os 13 e os 28 graus centígrados. Não resiste a geadas nem a grandes ventanias.

Possui caules híspidos que podem atingir mais de 10 metros de comprimento, dotados de gavinhas fendidas que surgem nos respetivos nós e se agarram a qualquer suporte. As folhas são inteiras, cordiformes, alternas, ásperas e pecioladas com nervações de três a cinco lóbulos. As flores, de amarelo suave ou esverdeado, são pequenas e aparecem nas axilas das folhas. Como a espécie é monoica, a mesma planta reúne flores masculinas aos cachos e flores femininas isoladas.

Os frutos são indeiscentes. Consoante as variedades, ficam redondos ou piriformes, verdes escuros, verdes-suaves ou amarelos. Pesam em média 500 g, mas alguns chegam a atingir 2 Kg. A casca pode ser lisa ou rugosa com frágeis espinhos. Cada planta produz, em média, cerca de 80 frutos.

Só existe uma semente por fruto, ao contrário das outras cucurbitáceas. A semente é achatada, oblonga, lisa e envolvida em polpa sucosa, germinando através de dois grandes cotilédones. É muito difícil extirpá-la.

As raízes são fibrosas. Nos climas quentes geram tubérculos ricos em amido.

É na gastronomia que o chuchu tem a sua maior utilidade e não só os frutos. Também as folhas tenras, os rebentos jovens e os tubérculos podem ser consumidos. Os frutos têm sabor suave e característico, substituindo, quando cozidos, a batata, a curgete e o nabo. Há também quem, com eles, confecione deliciosas compotas.

Os chuchus são ricos em fibras, aminoácidos, vitamina C, provitamina A, cálcio, magnésio, fósforo e sobretudo potássio. Desprovidos de gordura, integram plenamente as dietas de emagrecimento.

Possuem propriedades diuréticas, anti-inflamatórias, cardiovasculares e estimulantes do apetite. Dizem que favorecem a lactação e ajudam a debelar as constipações. Em cataplasmas, limpam e amaciam a cútis e o couro cabeludo.

Com as folhas pode-se fazer uma tisana que é boa para a arteriosclerose, a hipertensão e a dissolução dos cálculos renais.

Para terminar, acrescente-se mais uma curiosa utilidade conferida a esta planta: os habitantes dos países tropicais esfiapam os caules secos para, artesanalmente, fabricarem apreciados chapéus de palha.

Miguel Boieiro