sexta-feira, 28 de abril de 2017

12 FORMAS DE EMAGRECER A SUA CARTEIRA E 20 MITOS SOBRE ALIMENTAÇÃO

Continuando a desenvolver o texto publicado anteriormente, desta vez explicito algumas dicas úteis para começarem a emagrecer de vez, sobretudo a vossa carteira, enquanto vagueiam pelo supermercado: 

– fazer uma lista de compras antes de sair de casa
– verificar as datas de validade dos alimentos
– atender às promoções
– levar a própria banda sonora com músicas animadas
– preferir os produtos da época
– resistir às “tentações”
– escolher as marcas brancas
– pagar em dinheiro
– ir sozinho
– escolher um cesto em vez de um carrinho
– selecionar o supermercado mais barato
– evitar ir às compras com fome

Também existem determinados “mitos sobre alimentação”, que sendo verdadeiros ou não, podem vir a condicionar o nosso olhar sobre as respetivas prateleiras, que segundo a cardiologista Fátima Veiga, do serviço de cardiologia do Hospital de Santa Maria, no 36º Congresso Português de Cardiologia realizado entre 18 e 21 de Abril de 2015, ao jornal Diário de Notícias, enunciem-se alguns:

1. O leite é a maior fonte de cálcio: Mito
2. O leite auxilia no sono: Verdade
3. Beber sumos de frutas é melhor para a saúde: Mito
4. Os adoçantes são melhor para a saúde: Mito
5. Os óleos têm muito colesterol: Mito
6. Alguns sintomas ajudam a perceber que o colesterol está elevado: Mito
7. O colesterol não é benéfico para o organismo: Mito
8. O ovo tem muito colesterol: Mito
9. Margarina é mais saudável que a manteiga: Mito
10. A natação é o exercício mais completo. Mito
11. Comer maçã nos intervalos das refeições é útil para combater a “fome”. Mito
12. Café faz mal à saúde. Mito
13. Óleo de coco tem muito colesterol. Mito
14. Cafeína pode elevar a glicemia. Verdade
15. A natação faz perder peso. Mito
16. A carne de porco é a mais rica em colesterol. Mito
17. A soja tem menos calorias que a carne bovina. Mito
18. Pão tostado engorda menos que pão normal. Mito
19. Comer antes de deitar engorda. Mito
20. Sumo de beterraba evita a anemia. Mito

E se antigamente, a ideia de uma alimentação saudável relacionava-se maioritariamente com o aspeto do corpo, atualmente, muito devido à evolução da investigação e da divulgação de conhecimentos para a população, as pessoas começaram a preocupar-se sobretudo com hábitos saudáveis, não prejudiciais à saúde, devendo dar-se importância aos seguintes tópicos: 

  • Saltar refeições é um erro 
  • Cuidado com a ingestão de algumas bebidas
  • A influência genética ou hereditária não é justificação para não ser feita uma dieta mais correta a cada caso
  • O facto psicológico importa sempre

Por outras palavras, a nossa alimentação deve ser permanentemente cuidada e equilibrada, tendo em conta ao máximo todas as etapas das refeições, pois tudo quanto ingerimos, quer sejam alimentos sólidos ou líquidos, terá o mesmo impacto no nosso organismo e na forma como isso se refletirá no nosso corpo!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

AGENDA DOMÉSTICA COZINHA COM ROSTO 2017: LISTA DE COMPRAS E CONTAS DO MÊS

Ir às compras pode até ser um ato bastante simples, mas vários estudos científicos têm demonstrado qual a importância de sair de casa, digamos que, com um plano de ação devidamente estruturado!
Por exemplo: muita atenção na colocação dos produtos nas prateleiras, no tamanho do carrinho escolhido ou até na música que ouve!

E sabia que comparar preços antes de fazer as compras pode equivaler também a uma grande poupança? 
Por isso mesmo, a Deco criou um simulador para mostrar aos portugueses onde podem fazer as suas compras de supermercado mais baratas, através do qual os consumidores podem fazer uma simulação por região e cabaz de compra:

http://www.deco.proteste.pt/alimentacao/supermercados/simule-e-poupe/supermercados-qual-o-mais-barato

Também o site Maiscarrinho.com consegue relacionar grande parte dos produtos à venda em Portugal, contando, na sua base de dados, com os preços dos artigos de vários supermercados, tais como: Continente, Intermarché, Lidl, Pingo Doce e Jumbo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

OS LIVROS "À MESA COM A HISTÓRIA" E "ENQUANTO SALAZAR DORMIA..."

Tendo em conta que ontem foi o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído pela UNESCO em 1995, já que foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov, na continuação do texto imediatamente antes publicado, em tempos de comemoração do importante marco do que foi, para Portugal e os portugueses, a Revolução dos Cravos no dia 25 de abril de 1974, hoje decidi trazer-vos aqui duas grandes sugestões de livros que eu já li e recomendo

Em primeiro lugar, tendo em conta a imagem acima, recorde-se então, entre as páginas 266 e 277 contidas no livro “À mesa com a história” do autor Manuel Guimarães, editora Colares, como foi de facto a vida de António de Oliveira Salazar, promotor do então Estado Novo entre 1933 e 1974, tendo como ponte de partida o tão conhecido ditado popular:

Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és.
Homem discreto e reservado, que nunca fez qualquer dieta alimentar, tendo tido durante toda a sua vida uma só uma constipação e uma só broncopneumonia. Nunca pediu conselhos a ninguém e comia de tudo o que gostava, sempre segundo o olhar atento e discreto da sua governanta, cujo orçamento que lhe fazia chegar nunca podia ultrapassar da quarta parte do seu salário! 
Na maior parte das vezes, comia um só prato principal, alternando a carne com o peixe, e raramente acrescentava algum doce à sua refeição, apesar da sua preferência ser o pudim francês. Apreciava castanha-de-ovos, mas não café. 
Do Minho enviavam-lhe as primeiras lampreias e salmões pescados em cada ano; de Vila Real de Santo António vinham as laranjas; do Linhó chegavam as primeiras alfaces. Também pedia para que lhe enviassem alheiras de Mirandela, assim como diversos enchidos alentejanos. Nunca entrou num restaurante para comer, preferindo levar consigo em viagem algum tipo de farnel preparado meticulosamente pela sua governanta.

António de Oliveira Salazar nasceu, portanto, na zona de Beira Alta em 1889, tendo estudado no Seminário de Viseu, para depois passar para a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Era um homem solteiro e solitário. A governanta era a Maria de Jesus que substituíra uma cozinheira que usava um fogareiro de petróleo. Ele habitou na Rua de Bernardo Lima, já depois de ter vivido em duas casas alugadas em Lisboa, mas em 1937, por razões de segurança, mudou-se para o Palácio de S. Bento. Raramente tinha convidados, mas os banquetes oficiais eram sempre dispostos na sala grande, cujo serviço era prestado pelo pessoal do Aviz Hotel, incluindo-se o próprio cozinheiro João Ribeiro!

Salazar detestava leite, mas adorava degustar queijos frescos de Tomar. Por outro lado, também era exigente com o “mise en scéne” em cada refeição, em que apesar de elogiar cada prato de comida, também apontava, se necessário, cada defeito, adorando ainda calcular tudo em escudos! Uma das suas irmãs chegava mesmo a dizer que:

“come pouco, prefere o peixe à carne, a fruta aos doces, os legumes aos ovos
 
O final de cada mês de abril era sempre passado em festa: entrou para o governo no dia 27 de abril e nasceu a 28 do mesmo mês. 
Ele detestava souflé ou qualquer outro tipo de cozinha elaborada, talvez devido ao facto de ter herdado uma quinta dos pais em Santa Comba Dão, donde recebia regularmente hortaliças, azeitonas, broa, pimentos, abóbora, figos e cerejas. Mas Maria de Jesus conseguiu instalar, com o devido consentimento do Presidente, dentro dos próprios jardins de S. Bento, uma capoeira e até várias hortas, apesar de ter de ser tudo “às escondidas”!

Acrescente-se ainda, que a sua governanta guardava consigo muitos livros de cozinha, fazendo de Salazar a sua “vítima”!

Ele comia sopa a todas as refeições: caldo verde, sopa de nabiças ou sopa de cebola. Maria de Jesus também costumava confecionar uma canja de ossos de perú e outra com as espinhas e barbatanas de bacalhau. E para além da torta de bacalhau desfiado ou do bacalhau à Salazar e do esparregado, o Presidente apreciava certas iguarias tipicamente portuguesas, tais como as sardinhas fritas com salada de feijão-frade ou com pimentos assados, nomeadamente na altura do verão, bem como o bacalhau assado com batatas a murro ou os bolinhos de bacalhau. Para finalizar, ainda havia a ginjinha caseira!

Em segundo lugar, de acordo com a imagem acima, por que não experimentarem a adquirir o livro “Enquanto Salazar dormia…” da editora Casal das Letras, pois tal como o próprio autor Domingos Amaral, nascido em 12 de outubro de 1967, afirma:

A vida é aquilo de que nos recordamos, ou seja, as grandes histórias que vivemos.

E se hoje falamos tanto acerca da chegada à Europa de milhares de migrantes e refugiados de barco – na sua maioria oriundos da Síria, Iraque e Afeganistão – tendo, sem dúvida, levantado imensas preocupações sobre aquela que já é considerada a maior crise migratória que assola a Europa desde a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente a propósito das várias situações de terrorismo que cada vez mais faz “tremer” cada um de nós, por que não recordar também Lisboa no ano de 1941, em que fora um autêntico oásis de tranquilidade num ambiente fustigado pelos horrores dessa época, em que refugiados chegavam aos milhares ao nosso país, enchendo-se Portugal de milionários e atrizes, judeus e espiões, em que Salazar permitia, mas vigiava tudo à distância!

Boas leituras, ficando à espera dos vossos comentários acerca destes ou de outros livros!

(fontes: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-08-29-Migrantes-ou-refugiados–A-distincao-e-importante-porque-as-palavras-importam-,

sexta-feira, 21 de abril de 2017

PORTUGAL ANTES E DEPOIS DO 25 DE ABRIL DE 1974 E O INQUÉRITO ALIMENTAR NACIONAL

No período anterior ao 25 de abril de 1974, Portugal vivia sob regime ditatorial, ora governado em primeiro lugar por António de Oliveira Salazar, ora governado em segundo lugar por Marcelo Caetano. O país atravessou, assim, uma fase de grande opressão e sem qualquer liberdade de expressão, em que apesar do já adquirido direito ao voto, os portugueses estavam submetidos a um regime político de um partido único, podendo ser perseguidos pela Polícia Política (PIDE). 
A economia nacional assentava mais no setor agrícola, sendo a população maioritariamente analfabeta. Os operários trabalhavam com poucas condições de segurança e de higiene, em que as mulheres não possuíam qualquer poder para decidir sobre a sua vida pessoal ou familiar. Mas em várias colónias começavam a surgir vários movimentos, ao mesmo tempo que os portugueses cada vez mais emigravam para países europeus em rápido crescimento. 
Após a Revolução, esta triste realidade alterou-se bastante, passando-se a viver sob regime democrático. Aos poucos, foram sendo criadas leis a fim de defenderem todos os portugueses, independentemente da sua raça, sexo, etnia, religião ou opção política, doentes ou inválidos.
A intitulada Revolução dos Cravos marca, portanto, um enorme sentimento de coragem e de luta pela igualdade de direitos, pois estávamos há muito, como que: “orgulhosamente sós“!

cravo vermelho tornou-se também no símbolo da liberdade, já que foi Celeste Caeiro, trabalhador num restaurante na Rua Braancamp de Lisboa, quem começou a distribuir cravos vermelhos pelos populares, que por sua vez os ofereciam aos soldados, preferindo estes colocá-los nos canos das suas espingardas, dando-se então a “Revolução dos Cravos“!
Já agora, com a ajuda de uma reportagem dirigida por Martim Cabral e Teresa Conceição através do canal de televisão SIC Notícias, recorde-se como era a alimentação dos portugueses antes da Revolução de 1974:

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/40anos25abril/2014-04-25-A-alimentacao-dos-portugueses-antes-da-Revolucao

Na década de 80 do século XX, quase todos os portugueses comiam sopa, para além de alimentos cozidos, e tomavam o pequeno-almoço. Os alimentos mais usados eram a batata, o pão, as gorduras líquidas e o açúcar, caracterizando-se assim o quotidiano alimentar dos portugueses, que fora dado a conhecer pelo primeiro Inquérito Alimentar Nacional, realizado pelo Centro de Estudos da Nutrição (hoje Centro de Segurança Alimentar e Nutrição, integrado no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, INSA) com a colaboração do então Ministério da Agricultura e Pescas.
Permitiu-se concluir, por exemplo, que a alimentação da população rural era mais saudável do que a urbana, utilizando-se mais leite no campo e mais carne na cidade; ou que quanto ao peso de alimentos consumidos, era em Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal que existia uma “quantidade sensivelmente maior do que a média do continente“. 
 
Entretanto, passados vinte e cinco anos, por iniciativa do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia da República aprovou uma resolução em que se recomendava ao Governo para iniciar o segundo Inquérito Alimentar Nacional, ao ser considerado como uma “peça fundamental para a definição de uma política alimentar e nutricional“, com recurso ao INSA e Instituto Nacional de Estatística. 
E assente sob três grandes domínios (a Alimentação e Nutrição, a Atividade Física e o Estado Nutricional da população Portuguesaa apresentação dos resultados do 2º Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, tendo como promotor a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, para além de envolver diversos investigadores nacionais e internacionais, no passado dia 16 de março revelou, por exemplo, que um em cada dois portugueses não consome a quantidade de fruta e hortícolas recomendada pela Organização Mundial da Saúde. 
Por outro lado, a população portuguesa consome carne, ovos e laticínios em excesso, tal como sal e açúcar, destacando-se, por oposição, o défice no consumo de pescado, cereais, produtos hortícolas e fruta. 

No que respeita à atividade física, a população portuguesa continua ainda muito sedentária, nomeadamente na região do Alentejo.

Para mais informações, por favor, consulte:

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A PASTELARIA PÃO DE CHOCOLATE

Aos catorze dias do mês de dezembro do ano dois mil e quinze, abria, na freguesia de Benfica, distrito de Lisboa, uma pastelaria referenciada por muitos de “a pastelaria mais cool de Benfica”! 
Ela denomina-se de Pão de Chocolate, ficando localizada na Estrada de Benfica, mesmo junto ao cruzamento da Avenida Gomes Pereira com a Avenida do Uruguai.













Esta requintada pastelaria usufrui de fabrico próprio, destacando-se pelas diferentes vitrinescompostas pelos mais variados produtos feitos no dia, tais como: Croissants que podem ser recheados na hora com Nutella, doce de ovos, compota de morango, chocolate negro ou chocolate branco; Bolas de Berlim; Muffins.
No que diz respeito aos intitulados “bolos à fatia”, posso ainda enumerar os seguintes: Ferrero Rocher, Red Velt, Raffaelo, Kinder Bueno e After Eight.
E ainda existe a possibilidade de se escolherem vários tipos de menus ao Pequeno-Almoço, Almoço ou Lanche, podendo incluir-se alguns salgados, dando como exemplo as fatias de quiches e o pão de pizza, para além das saladas ou sandes variadas.

A aproximadamente trinta lugares sentados no interior, somam-se outros dez na esplanada, continuando a receber novos clientes a cada dia que passa, que primeiro só entram para ficarem a conhecer mais aquele pequeno espaço moderno, experimentando a tomar algo, mas que mais tarde voltam! 

Desta forma, esta pastelaria será uma agradável surpresa quando, por exemplo, quiser combinar um lanche com o seu grupo de amigos depois de um dia inteiro de aulas, ou, quem sabe, marcar encontro com os seus colegas de trabalho a fim de tomarem uma refeição rápida aquando da pausa do almoço, situando-se também numa zona de fácil acesso a diversos tipos de transportes.
Na minha opinião, devo igualmente sublinhar que tem uma decoração bastante própria, continuando a ser distinta do que tem surgido atualmente na zona circundante, logo difícil de se resistir a entrar!
Em conclusão: a partir do momento em que comecei por entrar, para pedir um café rumo à esplanada, até ao momento em que saí, logo depois de ter conversado um pouco no seu interior com uma das gerentes, procurando tomar algumas notas, achei que era um espaço com um estilo do tipo familiar, mas muito clean, marcado ao mesmo tempo pela simpatia e simplicidade. 
Por tudo isto, distintos leitores deste blog, simplesmente atrevam-se a entrar dentro deste estabelecimento Pão de Chocolate, pois não irão arrepender-se!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO: O TERMO PÁSCOA E OS SEUS SIMBOLISMOS E TRADIÇÕES

O termo “Páscoa” vem do latim Pascae, cuja origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, com o significado de “passagem”; na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska
«Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da Antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera eram de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos. Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1.250 a.C., onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito. Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão. Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março). Ainda hoje, os cristãos celebram a Páscoa valorizando e enfatizando a importância da ressureição de Jesus Cristo.»

 A figura do “coelho” está simbolicamente relacionada com esta data, pois este animal representa a fertilidade por se reproduzir rapidamente e em grandes quantidades. Isto porque, numa época onde o índice de mortalidade era muito alto, a fertilidade era sinónimo de preservação da própria espécie, assim como de melhores condições de vida. 

A figura do coelho da Páscoa foi então trazida para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e o início do XVIII, estando os ovos de Páscoa também contidos neste mesmo contexto da fertilidade e da vida.

O Domingo de Ramos celebrou-se a 9 de abril, que sendo anterior ao Domingo de Páscoa marca o início da Semana Santa, em que se comemora a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, onde fora aclamado como o Filho de Deus por multidões com ramos de oliveira e palmeira; logo, neste dia, levam-se também ramos de oliveira para a missa a fim de serem benzidos, para além dos afilhados oferecerem flores ou ramos de oliveira aos seus padrinhos e madrinhas, que depois, no domingo seguinte, retribuirão o gesto com o “folar” da Páscoa. 

A Sexta-Feira Santa acontece portanto hoje, sendo um feriado religioso relativo à data em que os cristãos lembram o julgamento, crucificação, morte e enterro de Jesus Cristo, através de diversos rituais religiosos. Por isso também é conhecida como Sexta-Feira da Paixão, sendo ao mesmo tempo a primeira sexta feira de lua cheia após o equinócio de Primavera no hemisfério norte, ou o equinócio de Outono, no hemisfério sul, celebrado a 21 de março. 
Na noite de Sexta-Feira Santa, a Igreja realiza a Via Sacra, uma oração que tem como objetivo levar os cristãos a meditar, sendo a abstinência da carne uma das principais tradições dos católicos praticantes, dizendo respeito ao sacrifício de Cristo na cruz. 

receita tradicional do folar da Páscoa é conhecida em todo o país, muito embora algumas regiões adaptem a receita às suas próprias tradições. 
No Norte de Portugal, por exemplo, come-se o folar doce e o folar gordo (que corresponde ao folar de carnes); em Trás-os-Montes, predomina o folar de carne; entre o Douro e Minho e no Porto, há quem substitua o folar pelo pão-de-ló; na Região Centro, o mais comum é o folar doce.
Mas em qualquer uma das situações, a tradição do folar assenta sempre num ritual de dádiva, solidariedade e convívio!

 LENDA DO FOLAR DA PÁSCOA

«Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. 
A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. 
Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer. 
Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre. 
Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe.
No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. 
Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina. Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. 
Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.» 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

UMA SUGESTÃO DE EMENTA PARA O DIA DE PÁSCOA

Sendo a Páscoa um feriado móvel e comemorado sempre ao domingo, a mesma irá ocorrer este ano a 16 de abril, sendo uma celebração religiosa a ver com a ressurreição de Jesus Cristo, já que, de acordo com a Bíblia, após a sua crucificação, celebrada, por sua vez, na Sexta-Feira Santa, ressuscitou no terceiro dia após a sua morte.

Em Portugal, a população católica tem por costume receber a visita do compasso pascal no Domingo de Páscoa, sendo ele constituído por um grupo de fiéis católicos que percorrem as ruas com uma cruz e um pequeno sino para anunciar a sua chegada, que quando convidados pelos habitantes a entrar, benzem as casas e os respetivos moradores, anunciando ao mesmo tempo a boa nova da ressurreição de Jesus Cristo.
Desta forma, esta mesma data serve também como momento de reflexão em família, devendo ser um momento de confraternização e de alegria entre todos, logo uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais

Portanto, adivinha-se casa cheia, podendo ser visto o almoço de Páscoa como um autêntico desafio, necessitando-se, naturalmente, de algum planeamento prévio para que tudo corra sobre rodas e com os ingredientes certos, partilhando, desde já, algumas sugestões publicadas por mim em anos anteriores, a partir da minha página do facebook e… bom apetite!

RECEITA NA CATEGORIA DE SNACKS:

  • Ovos de codorniz servidos com torradas e molho Rosé

Ingredientes:

  • 1/2 chávena de chá de maionese
  • 1/2 chávena de chá de ketchup
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1/2 limão
  • 1/2 colher de sopa de mostarda
  • sal q. b.
  • 2 dúzias de ovos de coderniz

Confeção:

  1. cozer os ovos numa panela com água até os cobrir, deixando ferver cerca de 10 minutos
  2. descascar os ovos e reservar
  3. misturar muito bem os restantes ingredientes numa pequena taça e servir juntamente com torradas a gosto
  • Tostas de salmão fumado com maionese de alho e ervas aromáticas de compra
RECEITA NA CATEGORIA DE BEBIDAS:
  • Sangria de vinho tinto

(basta juntar q. b. de vinho tinto, açúcar mascavado, folhas de hortelã e água gasosa, para além de 1 laranja, 1 limão, 1 pau de canela e 1 estrela de anis, deixando repousar algum tempo antes de servir no frigorífico)

  • Sangria de champanhe com frutos vermelhos

(basta juntar q. b. de vinho espumante, sumo de fruta, morangos, mirtilos e açúcar amarelo, para além de 1 pau de canela e 1 flor de anis, deixando repousar algum tempo antes de servir no frigorífico)

RECEITA NA CATEGORIA DE CARNE:  
  • Coxa de perú assada com batatas no forno acompanhada de salada

Ingredientes:

  • 1 coxa de perú
  • 1 limão
  • 1 laranja
  • 1 cubo de caldo de galinha
  • vinho branco q. b.
  • azeite q. b.
  • 1 cebola grande
  • batatas brancas pequenas q. b.
  • sal q. b.
  • orégãos q. b.
  • salada verde q. b.
  • 10 tomates cherry
  • cubos de pão torrado q. b.
  • 1 embalagam de pinhões
  • 1 queijo president snack
  • vinagre balsâmico q. b.
  • ervas aromáticas q. b.

Confeção:

  1. temperar a coxa de perú, dando-lhe uns golpes, com o sumo do limão e da laranja, o cubo de caldo de galinha e o vinho branco
  2. preparar o tabuleiro de ir ao forno com o azeite no fundo e a cebola cortada às rodelas por cima
  3. cortar as batatas brancas pequenas, deixando-lhes a pele
  4. colocar as batatas e a coxa de perú no mesmo tabuleiro, terminando com um pouco de sal, azeite e orégãos por cima
  5. deixar no forno a 180ºC cerca de 60 minutos, virando a coxa e as batatas a meio do tempo
  6. preparar a salada, colocando na taça escolhida a salada verde, os tomates cherry cortados ao meio, os cubos de pão torrado, os pinhões e as fatias finas de queijo president snack
  7. finalizar a salada anterior, mexendo/temperando tudo com o azeite e o vinagre balsâmico
RECEITAS NA CATEGORIAS DE SOBREMESAS:
  • Fondue de chocolate de compra servido com fruta variada (morangos, uvas sem grainhas e gomos de laranja), coco, pepitas multicolores e flor de sal
  • Arroz doce (confecionado na Bimby)
Ingredientes:
  • 1000 g leite
  • 150 g arroz carolino
  • 1 casca de limão, só a parte amarela
  • 1 pau de canela
  • 1 pitada de sal
  • 160 g açúcar
  • 4 gemas de ovo
  • canela q.b.
Confeção:
  1. colocar, no copo, o leite, o arroz, a casca de limão, o pau de canela e o sal
  2. programar 15 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
  3. retirar a tampa e envolver com a espátula
  4. programar 25 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
  5. adicionar o açúcar, as gemas previamente desfeitas num pouco de arroz doce, envolvendo depois tudo com a ajuda da espátula
  6. programe 10 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel 1,5
  7. distribuir o preparado anterior por várias taças pequenas, deixando arrefecer, para depois polvilhar com canela em pó a gosto
  • Folar doce
Ingredientes:
  • 1 kg de farinha com fermento
  • 600 g de açúcar branco
  • 4 ovos
  • 60 g de manteiga sem sal
  • 1 colher de sopa de banha
  • 1 colher de sobremesa de canela em pó
  • 1 colher de sobremesa de erva doce em pó
  • 2 dl de leite
  • 2 dl de chá de pau de canela, anis estrelado e erva doce
  • raspa de 1 limão
  • açúcar amarelo, canela em pó e manteiga q.b.
Confeção:
  1. pré-aquecer o forno a 190º e untar 3 formas pequenas com manteiga
  2. derreter a manteiga juntamente com a banha e reservar
  3. bater os ovos com o açúcar, a raspa de limão, a canela e a erva doce
  4. juntar, aos poucos, a farinha, o chá, o leite e a gordura
  5. deitar uma porção de massa para cobrir o fundo da forma
  6. polvilhar com o açúcar amarelo misturado com a canela, dispondo pequenas nozes de manteiga em seu redor
  7. repetir o processo anterior entre três a quatro vezes, polvilhando a última porção de massa com a mistura de açúcar e canela e umas nozes de manteiga
  8. Colocar as formas no forno, cobrindo-as com uma folha de papel de alumínio para evitar que o açúcar queime
  9. Levar ao forno durante cerca de 1h30m, mas a meio do tempo retirar a folha de papel de alumínio, para depois desenformar ainda quente
  • Mil folhas recheado com creme de ovos moles de compra

Ingredientes:

  • 1 massa folhada de compra
  • creme de ovos moles de compra q. b.
  • amêndoa laminada torrada q. b.
  • açúcar em pó q. b.

Confeção:

  1. estender a massa folhada numa bancada polvilhada com farinha e cortar vários retângulos iguais
  2. dispôr os retângulos anteriores num tabuleiro por cima de uma folha de papel vegetal, levando-os ao forno a 180°C até ficarem bem cozidos e douradinhos
  3. retirar tudo do forno e deixar arrefecer
  4. barrar cada um dos rectângulos com um pouco do creme de ovos moles, sobrepondo-os 2 a 2, polvilhando tudo depois com a amêndoa laminada torrada e o açúcar em pó 

 (Fontes: https://www.mundodereceitasbimby.com.pt/sobremesas-receitas/arroz-doce/s3i4dif3-6f492-649128-cfcd2-ivigqkm9,