segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Receita Saudável de Halloween!

A batata-doce (Ipomoea batatas), também chamada de batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica, é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma da batata, do tomate, das pimentas etc.). Originária dos Andes, espalhou-se por todo o mundo, sendo uma referência ao gosto doce do seu tubérculo comestível.

Já agora, possuindo diversas variedades cultiváveis, para além de poder ser encontrada nas cores externas amarela, branca e roxa, é quarta hortaliça mais cultivada no Brasil e a que possui o maior índice de produtividade de quilocalorias por hectare por dia.

Em Portugal, este mesmo ingrediente é atualmente cultivado um pouco por todo o país, tendo vindo a conquistar cada vez mais apreciadores, logo define-se como sendo um produto de excelência ao mesmo tempo que ajuda a revitalizar e a dinamizar a nossa própria economia!

A batata doce é, por outro lado, um ingrediente perfeito para receitas energéticas e reconfortantes, em que para além de ser bastante deliciosa e energética, tem inúmeros benefícios para a saúde: é uma fonte importante de potássio e vitaminas A, C e B1.

Depois de as comprar, para as acondicionar em casa, deve guardá-las num local fresco e seco, evitando o frigorífico para não se deteriorarem tão depressa.
Para as preparar, o mais prático será, sem dúvida, cozê-las ou assá-las no forno, mas sempre com a peledepois de serem bem lavadas, pois assim também ajudará a preservar os seus nutrientes!

Por tudo isto, por que não festejar o seu Halloween de uma forma bem mais saudável este ano, reservando uma boa dose da energia acumulada para brincar às “travessuras e diabruras” com as crianças?

RECEITA NA CATEGORIA DE SOBREMESA: Bolo de Batata Doce com Recheio e Cobertura de Coco e Chocolate

Ingredientes:

Massa do bolo:
– 2 chávenas de batata doce cozida, descascada e amassada
– 2 ovos
– 1/2 chávena de mel 
– 2 colheres de sopa de óleo de coco
– 1 chávena de farinha de aveia 
– 4 colheres de sopa de farinha de arroz
– 1/2 chávena de farinha de mandioca
– água e sal q. b.
– 1 colher de sopa de fermento em pó

Cobertura e recheio do bolo:
– 150 gr de chocolate negro (70% de cacau)
– 200ml de leite de coco
– Coco ralado q. b.

Confeção:

  1. Ligar o forno a 180 graus;
  2. Num liquidificador, triturar muito bem a batata doce, juntamente com os ovos, o mel e o óleo de coco, até se tornar num creme;
  3. Numa tigela, misturar muito bem as farinhas com o sal;
  4. Acrescentar a mistura dos líquidos à mistura das farinhas, mexendo tudo muito bem com a ajuda de um pouco de água;
  5. Adicionar o fermento ao preparado anterior e misturar tudo muito bem;
  6. Colocar a massa numa forma untada e enfarinhada, com recurso ao óleo de coco e à farinha de arroz, para depois levar ao forno cerca de 30 minutos;
  7. Depois de desenformar, deixar arrefecer um pouco antes de cortar o bolo em dois discos;
  8. Preparar o recheio e a cobertura: levar o leite de coco a aquecer bem, para depois ser vertido sobre o chocolate já partido em pedaços pequenos; deixar repousar algum tempo antes de mexer tudo, até o chocolate estar todo derretido e envolvido no leite de coco.
  9. Montar o bolo: espalhar um pouco do preparado anterior num dos discos no prato de servir, para depois distribuir uma camada de coco ralado por cima; colocar o segundo disco, para a seguir distribuir por cima o resto do mesmo preparado anterior, bem como algum coco ralado a gosto.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

As Cavacas de Caldas da Rainha!

A cidade das Caldas da Rainha e a Rainha D. Leonor

Caldas da Rainha, sendo sede de um município com 255,69 km² de área, ao qual pertencem 12 freguesias, é uma cidade portuguesa, com certeza, somando 30 343 habitantes no seu perímetro urbano (2012), a segunda maior do Distrito de Leiria, pertencente à sub-região do Oeste, região Centro, e por sua vez integrada na Região de Turismo do Oeste.

Na Praça da República, conhecida popularmente como “Praça da Fruta“, realiza-se todos os dias, durante a parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário hortofrutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX.
Quanto à sua história, acha-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, terão passado por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas com um odor bastante intenso, que ao indagar-lhes por que razão o faziam, ter-lhe-ão respondido que eram doentes e que aquelas águas possuíam poderes curativos. 

A rainha quis então por isso comprovar a veracidade dessa informação, banhando-se também ali de cada vez que ficava doente. De qualquer modo, e de acordo com a lenda, a soberana curou-se, tendo determinado, logo no ano seguinte, erguer naquele preciso lugar um hospital termal para atender todos quanto se quisessem tratar!

E foi durante o século XIX, que Caldas da Rainha, depois de ter atingido o seu estatuto de vila em 1511, conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que buscavam águas sulfurosas para tratamentos.

Ao mesmo tempo, a abundância de argila na região permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, convertendo-se, igualmente, num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

A origem das Cavacas de Caldas da Rainha

Comece-se por assinalar que as cavacas são doces regionais que se encontram sob diversas formas e sabores em várias regiões de Portugal, que apesar das suas diferenças, a designação mantém-se, pois todas as receitas têm algo em comum: a cobertura merengada e a textura própria da massa!

As Cavacas das Caldas fazem assim parte da gastronomia típica da região de Caldas da Rainha, que ao constituir-se num ponto forte de atração à cidade, a história da sua confeção estará para sempre ligada à freguesia de S. Gregório, mais precisamente à aldeia da Fanadia, local onde nasceram as irmãs Rosalina e Gertrudes Carlota.

Estas duas senhoras, segundo reza a história, ficaram célebres por exercerem a atividade de doceiras, em Lisboa, na corte do Rei D. Carlos. Porém, com a crise e a queda da Monarquia, em resultado do Regicídio de 1908 e da implantação da República a 5 de outubro de 1910, as mesmas senhoras voltaram à sua terra natal, tendo-se dedicado, junto ao Hospital Termal, à venda de cavacas e beijinhos, tornando-se na própria imagem da cidade!

Uma Receita das Cavacas de Caldas da Rainha


Ingredientes:

Cavacas: 

  • 400 g de farinha
  • 30 g de margarina derretida
  • 6 ovos grandes
  • 1 colher (café) de sal fino
  • Azeite para untar
  • Farinha para passar

Cobertura:

  • 150 g de açúcar em pó
  • 1 clara
  • Sumo de limão q.b.

Confeção:

1) Deitar primeiro os ovos numa tigela e depois o sal e a farinha peneirada, aos poucos, batendo muito bem com uma colher de pau, para depois adicionar a margarina derretida e bater novamente até ficar uma massa «elástica».

2) Untar algumas formas de queques com azeite, dividindo a massa de modo a não ultrapassar os 3/4 de altura, sem esquecer de passar o dedo polegar em farinha para pressionar no meio da massa até ela começar a subir as margens.

3) Colocar as formas no forno pré-aquecido a 220°C, durante cerca 20 minutos, para logo a seguir baixar para 180°C, durante mais 20 minutos; desenformar tudo e reservar.

4) Fazer a cobertura, deitando primeiro a clara para uma tigela, depois o açúcar em pó e umas gotas de sumo de limão, a gosto, misturando tudo muito bem até ficar um creme mais seco; deitar o preparado obtido sobre as cavacas, deixando-as secar antes de serem servidas.

(fontes: https://www.teleculinaria.pt

https://pt.wikipedia.org,

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

ACPP - Tertúlia Gastronómica "O Tomate"

No tempo do tomate não há más cozinheiras” foi o mote que serviu de base a mais uma Tertúlia Gastronómica na Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal, no passado dia 27 de setembro, em que eu tive a oportunidade de assistir, para a qual foram designados os seguintes oradores: Maria de Lourdes ModestoGastrónoma Portuguesa – e Edgardo PachecoJornalista e Escritor –, para além de Vírgílio Nogueiro GomesGastrónomo e Investigador em História da Alimentação.

Afinal de contas, o tomatedeverá ser classificado como uma frutaou como um legume? Para responder a esta questão, vamos analisar primeiro qual é que é a verdadeira parte da planta que costumamos ingerir.

Normalmente, as plantas crescem a partir de sementes produzidas no seu próprio interior, através do seu órgão, o ovário, que mais tarde dará origem ao fruto, servindo até para proteger as sementes, em que, por exemplo, no caso da maçã, a parte comestível é exatamente a parte envolvente ao do ovário que contém as sementes.

Ou seja, tecnicamente, tudo o que tem semente é um fruto, tal como acontece com o tomate, sendo a palavra legume usada antes para as outras partes comestíveis de uma planta: as folhas (alface), as flores (brócolos), os caules (aipo), os tubérculos (batatas), os bolbos (cebola) e as raízes (beterraba).

Mas, apesar disto tudo, o tomate é muitas vezes consumido como um legume, já que por outro lado também contém um teor de açúcar muito mais baixo do que as frutas em geral.

O tomatepertence à família das solanáceas, onde também se encontram a batata, a beringela, o tabaco, o pimento, a petúnia, a mandrágora e a beladona, tendo surgido primeiro na América, para depois, na altura dos Descobrimentos, por volta do século XVI, ter conseguido chegar até nós. Mas atenção que algumas espécies dessa mesma família Solanaceae são consideradas venenosas (mandrágora e beladona), levando a que, numa primeira fase, os europeus não reagissem muito bem à adoção do tomate nos seus preparos culinários, logo começou por ser cultivado somente como planta ornamental nos jardins. 
Na verdade, a intitulada “maçã do amor”, que é como lhe chamam os franceses, por lhe atribuírem propriedades afrodisíacas, possui muita versatilidade, sendo muito utilizada em saladas, sopas frias, molhos, cocktailsou doces. Nutricionalmente, o tomate é rico em antioxidantes, vitaminas A e C, bem como licopeno, sendo este responsável pela sua cor e com benefícios cientificamente provados a vários níveis: prevenção de vários tipos de cancro, fortalecimento do sistema imunitário, prevenção de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas e protetor da pele, diminuindo os efeitos dos radicais livres.

E se, por um lado, existem cerca de 700 variedades de tomate de salada, variando entre o mais doce e o mais ácido, entre o mais aromático e o menos intenso e entre o vermelho e o riscado, por outro lado, segundo Edgardo Pacheco, Portugal ocupa o 3º lugar no ranking europeu da produção de tomate de indústria, a chamada polpa que depois costuma ser trabalhada noutros países que se dedicam à transformação da mesma em diferentes moldes.

O tomate Coração-de-Boi, por exemplo, é um tomate de frutos grandes, vermelhos, muito tenros e lisos, sendo dos melhores para comer cru, por terem pouca semente e serem muito carnudos e saborosos.

No que diz respeito às condições climatéricas ideais, o tomate é um tipo de fruto bastante sensível, devendo-se ter em conta um certo número de variáveis: uma cultura de tomate é muito exigente quanto à quantidade de luz, todavia deve-se ter cuidado com o número de horas de exposição solar de forma contínua, bem como com os períodos de calor intenso de forma constante. 
Antigamente, também se procurava fazer sempre uma seleção dos melhores frutos, a fim de serem reutilizados como sementes nos anos seguintes, dando origem a uma certa proteção genética do próprio fruto. Mas com a facilidade de deslocação ao longo dos tempos, os proprietários deixaram de estar obrigados às longas permanências nas suas quintas e daí o declínio das hortas, tendo quase desaparecido a figura do chamado “hortelão”, em que era alguém que a tempo inteiro cuidava da produção de frutas e legumes. Felizmente, parece que as hortas estão hoje a ressurgir, apoiadas sobretudo no aumento do turismo em Portugal, fazendo com que muitas das quintas se transformem novamente em locais de residência permanente.

E é por finais de agosto, a anteceder as vindimas, que os tais tomates Coração-de-Boi costumam dar o melhor de si: mais vermelhos, carnudos, suculentos e de aroma incontornável. Com temperaturas extremas, solos pobres e xistosos, este tipo de tomate definitivamente encontrará nas encostas ensolaradas do Douro as condições naturais ideais para crescer e se multiplicar, com a útil propriedade de retenção da água.  
Desta forma, a verdadeira qualidade desse mesmo tipo de tomate é ainda mais notória aquando do momento de corte, que tal como Maria de Lurdes Modesto tão bem defende, deve ser com uma faca de serrilha, devido à sua própria textura aveludada, bem como aquando do momento de degustação, em que se nota claramente uma quantidade de açúcar considerável em cada garfada.

«O Concurso Tomate Coração de Boi do Dourosurgiu de conversas entre três amigos, um produtor de vinhos, Abílio Tavares da Silva, da Quinta de Foz Torto, um jornalista, Edgardo Pacheco, e uma ex-jornalista, Celeste Pereira, da empresa de comunicação Greengrape.  Apreciadores sem notas de rodapé do tomate que se produz nas hortas das quintas do Douro, quiseram dar-lhe a merecida notoriedade e meteram mãos na organização de um concurso que é uma homenagem ao fruto suculento e carnudo e à perseverança de todos o que teimam em manter as hortas de quinta no Douro.» (texto retirado da página do Facebook Tomate Coração de Boi do Douro)

Para finalizar, a somar-se à receita por mim descrita neste blog de “Doce de Tomate”, apresento-vos abaixo duas ótimas receitas da autoria de Maria de Lurdes Modesto:
  •  tomate “confitado”: corte tomate carnudo (o chamado maçã) em gomos e coloque-os num tabuleiro; regue com azeite, polvilhe com flor de sal e espalhe por cima algumas hastes de tomilho ou de manjericão; cubra com folha de alumínio e leve a forno muito brando (120ºC) durante 3 a 4 horas ou até o tomate se apresentar enxuto, mas não seco; conserve no frigorífico coberto de azeite; aplique, entre muitas outras coisas, em sanduíches de queijo fresco, ou maduro amanteigado.
  • vinagreta de tomate a usar em massa e arroz cozido, salada de pepino, etc.: 8 tomates grandes e maduros, 5 dl de azeite virgem extra; 2,5dl de bom vinagre de vinho tinto; 1 boa colher de sopa de mostarda de Dijon, 1 colher de chá de açúcar, sal e pimenta preta do moinho, a gosto; bata tudo no copo misturador e passe por um passador de rede; conserve no frigorífico por 5 dias.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Restaurante El Bulo Social Club - Chef Chakall

Se eu já escrevi, neste blog, acerca do intitulado “Refeitório Senhor Abel”, assim como do “Heterónimo BAAR”, ambos situados nos antigos armazéns Abel Pereira da Fonseca, mais precisamente na intitulada Praça David Leandro da Silva em Marvila, desta vez vou dar-vos a conhecer o chamado “El Bulo Social Club” e quais as suas principais novidades para esta época de outono, também com a assinatura do próprio Chef Chakall!


Marvila foi, sem dúvida, uma das zonas que mais beneficiou com a realização da “Expo 98”, considerando-se atualmente como sendo a zona periférica de uma grande cidade europeia em franco crescimento!

Acrescente-se que esta simples freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, situada entre o Aeroporto e o rio Tejo, remonta à Idade Média, tendo estado muito tempo ligada à atividade rural, devido sobretudo à fertilidade das suas terras; mais tarde desenvolveu-se bastante a nível industrial, sendo deste período os tais armazéns de vinhos de Abel Pereira da Fonseca, onde o Chef Chakall viu um enorme potencial.

Para começar, ao passar-se pela porta principal do restaurante “El Bulo Social Club”, dá-se de imediato com o alto pé direito do edifício, bem como com a lindíssima pintura do lado direito carregada de simbolismo e cores fortes. 
 
Mas o espaço em si, no passado dia 18 de setembro, ainda se apresentava, numa das partes, em fase de remodelação, tendo em vista a definição de diferentes zonas:  

rés-do-chão: uma primeira zona, localizada logo à entrada, mais dedicada, por exemplo, a quem desejar comer umas tapas, por sua vez seguida de uma segunda zona, esta mais recolhida e mais dedicada a quem preferir comer refeições do tipo completas;

andar de cima: irá existir um lounge com sofás, juntamente com algumas mesas, estando, neste momento, a ser igualmente preparada uma outra sala para eventos mais restritos, em que se poderá, por exemplo, dançar, para além do facto de que, num futuro próximo, ainda se poderá reservar uma certa zona para um certo número de pessoas.

Por outro lado, ainda junto à entrada do rés-do-chão, deverá somar-se, dentro em breve, uma pastelaria do tipo biológico, logo uma nova zona dedicada a quem quiser degustar, por exemplo, café, sumos naturais, pães biológicos ou até mesmo saladas.

E se, com a entrada de um novo Sub-Chef, Roman Meier, houve a apresentação do reforço de equipa a todos os presentes, logo também houve a apresentação de uma nova carta, realizada em conjunto com o Chef Chakall!

Para mais informações, por favor visite o site oficial do Chef Chakall:

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O novo espaço Ayalla Sparkling Cakes fica em Odivelas!

Já abriu o novo espaço Ayalla Sparkling Cakes em Odivelas, mais precisamente na Urbanização Colinas do Cruzeiro, tendo a Cozinha Com Rosto passado por lá, para vos contar agora como é que tudo começou e o que é que afinal coloca à disposição dos seus clientes, para os fazer voltar!


Mas ainda antes de passar à entrevista formulada por mim ao próprio mentor do projeto, a quem eu agradeço, desde já, todo o tempo despendido, só para vos fazer uma breve introdução, meus caros leitores deste blog, adianto já que, Chef Pedro Ayalla e Costa, formado em Pastelaria e com um excelente percurso profissional iniciado na indústria hoteleira, optou por, há cerca de dois anos, criar o seu próprio negócio, na área da confeção e venda de bolos e sobremesas do tipo mais arrojado, mas tudo caseiro e igualmente fresco, sem quaisquer corantes ou conservantes.

E, tal como podem verificar abaixo, sem dúvida que o seu trabalho é deveras minucioso, logo imprescindível para se manter o padrão de qualidade que é pretendido, de sabor único e exclusivo!

1.      Afinal de contas, como é que surgiu toda esta ideia de negócio e qual pensa ser o seu verdadeiro contributo aqui para as Colinas do Cruzeiro, em Odivelas? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: A ideia surgiu de uma oportunidade de negócio que, para mim, fazia todo o sentido, o de ir a um Restaurante e ser presenteado com uma Sobremesa de Assinatura e caseira, em vez de muitas congeladas e carregadas de Conservantes e Corantes.
O facto de eu residir aqui, será o meu principal objectivo de ter instalado o meu Atelier aqui… quanto ao resto, serão os moradores da Urbanização que poderão responder!


2.      Qual a origem do nome Ayalla Sparkling Cakes? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: É o meu Nome de Família, o Ayalla… o restante é como eu gosto de olhar para o meu trabalho e adjectivar desta Forma.


3.      E o que é que o inspira mais? Qual é que é o seu maior ídolo pasteleiro?

Chef Pedro Ayalla e Costa: A conjugação de sabores e texturas devidamente. Tenho alguns, mas o Pierre Hermé será como um exemplo a seguir, para além de ídolo.

4.      Durante a sua infância, por acaso, quem é que ajudava mais lá em casa a fazer as sobremesas? Ainda se recorda do seu bolo preferido?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Não era eu decididamente, pois era mais fã de salgados… Adorava os Sonhos e o Bolo Inglês da minha Avó! 


5.      Sendo eu também Professora de Matemática, a sua área requer igualmente muita Aritmética, estou certa?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Certíssima, pois quando a encomenda envolve um grande número de convidados, temos que acertar tudo ao pormenor.


6.      Já agora, complete a frase: “para se ser um bom pasteleiro, o ingrediente principal é…”

Chef Pedro Ayalla e Costa: Colocar muito amor naquilo que fazemos… penso que em tudo o que se faz na Vida, deve ou deveria ser assim!

7.      Tal como refere no seu site, sendo formado em Pastelaria, numa das melhores escolas nacionais, CFPSA, o Chef Pedro Ayalla e Costa realizou também várias especializações em Portugal, em chocolate e em açúcar estirado, mas também em França, com o MasterChef Michalak e com Chef MOF Jean Michel Perruchon, por isso eu pergunto-lhe: o que pensa acerca da Pastelaria em Portugal, comparativamente com a de outros países, nomeadamente com a de França?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Gosto bastante da nossa Pastelaria, contudo acho que é um pouco à volta do Conventual, enquanto que a Francesa nos permite voar e ir mais longe.
Contente fico quando consigo misturar as duas.


8.      No que diz respeito ao seu percurso profissional na Indústria Hoteleira, como é que foi trabalhar, por exemplo, no Hotel Marriot ou no Sana Myriad? O que é que aprendeu aí efetivamente?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Aprende-se a trabalhar em grandes quantidades e com uma grande dinâmica, pois a Cozinha de Hotel não pára. Quanto à responsabilidade do bem servir e ser muito consistente, já era algo que trazia comigo, por isso não tive que aprender. 


9.      Quanto à comercialização das suas sobremesas e bolos frescos e caseiros, notei que não são adicionados quaisquer corantes ou conservantes, querendo isto dizer que se preocupa bastante com a qualidade do que seleciona para fazer as suas receitas, e consequentemente do próprio sabor e textura que se apresenta em cada um dos produtos que coloca à disposição de quem o procura, correto? 

Chef Pedro Ayalla e Costa: Certíssimo, jamais deixarei de respeitar os produtos que utilizo e, acima de tudo, os meus clientes que nos procuram, pois sabem o tipo de Pastelaria que fazemos e oferecemos.

10.   Pode dizer-nos quais é que têm sido os produtos com maior aceitação por parte do público ao longo do tempo?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Cada vez mais vai existindo a procura de Sobremesas e Bolos que fogem ao standard do pão de ló e doce de ovos, então já existe uma grande procura pelos Frutos Vermelhos e, no nosso caso, o Redvelvet é um dos que mais procura tem.


11.   Por outro lado, também tem conseguido diversos tipos de parceiros, de forma a fazer crescer o seu número de pontos de venda, certo? E onde é que podemos então encontrá-los?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Todos os anos temos criado novas parcerias com Restaurantes que nos garantem também um serviço de excelência, nomeadamente: 

  • Restaurante Dom Feijão
  • Restaurante Marisqueira Queda D´Água
  • Restaurante Alecrim no Prato
  • Restaurante Kasa Mia 
  • Restaurante Flower Power
  • Restaurante Barracão de Alfama

São alguns dos nossos parceiros.


12.   Para finalizar: quais é que são então os seus contactos e qual o tipo de serviços que disponibiliza aos seus clientes?

Chef Pedro Ayalla e Costa: Os nossos Contactos são: 

telemóvel – 93 6451733

Disponibilizamos um serviço completo de encomendas de Sobremesas e Bolos para Restauração, Eventos, Aniversários e Catering.